Mostrar mensagens com a etiqueta Fotografia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Fotografia. Mostrar todas as mensagens

2008/07/18

Re: Are We Fated to Pretend? FW: Cranking It Up

Não, isso acontece na chamada América urbana que não é mais que o mundo suburbano europeu, onde se pretende viver depressa e morrer-se jovem. Portanto, a ideia é continuar a andar, nem que tenha que dar à manivela. Sem fingir.

Aqui fica uma primeira série de imagens do blog Paixaum >+++'>.

2008/06/17

Eu Não Tenho B.I.

O comboio que o leva desde Irún a Lisboa percorre várias paisagens, várias serras e várias estações. Paisagens que, a medida que os carris ficam para trás, a temperatura começa a baixar, até que, mais perto do seu destino, ela começa a aumentar. Sentado na sua carruagem couchette, decide ir à carruagem-restaurante, onde passado algum tempo acaba por conhecer uma espanhola, que veio a saber, entrara em Burgos e saíria em Coimbra. B. Coimbra-B. Ana viajava também sózinha. Acompanhava-a um cálice de vinho do Porto sobre a mesa. O que o acompanhava era um walkman enorme, de marca Crown, vermelho, com cassettes gravadas de programas radiofónicos que passavam a altas horas da noite.

Perguntava-se a si próprio porque não teria consigo uma revista ou um livro para ler na carruagem-restaurante enquanto ali permanecia. Ele próprio não obteve resposta. Estava demasiado cansado para pensar no assunto. Pediu o seu habitual café e sabe-se lá por qual motivo, sentou-se ao pé de Ana.

- Sabes, aprendi a viver de outra maneira, tal como tu que trazes esses headphones nos ouvidos.
- Pois, é por essa razão que nesta viagem imagino que esta carruagem é uma esplanada que desliza em cima das águas de um rio.
- Tenho aqui uma fotografia dos meus avós - portugueses - abraçados. (Tira a foto). Queres ver?
- Tens avós portugueses? Que giro. Sim, quero. Claro que quero ver a fotografia.
- Toma.
- Hum... Isto é puro. Vê-se tão bem que são ou foram felizes. Será que hoje em dia estamos dispostos a conceder este tipo de amor?
- Canta-me em voz alta o que estavas a ouvir.
- Não.

[dedicado à Humanidade, by Kraak, 1985, Viagens de Comboio pelo Mar, 1965-20XX]

2008/05/29

A Limpeza da Cache


Há precisamente 3 anos atrás atravessei a minha última fase de eliminação do meu disco rígido de uma série de ficheiros. Não me refiro só aos temporários, mas também a outros que foram definitivamente apagados. Não sendo tal movimento uma novidade para mim, foi mais um processo interno de substituição de equipamento cerebral para um processador mais rápido.

3 anos depois, parece que o ciclo se repete. Muito tem sido eliminado do meu hard-disk só que ultimamente a minha cache tem estado demasiado cheia e a probabilidade de voltar a aceder a ficheiros outrora muito usados, tende a ser baixa. Assim, o melhor é limpar a cache, eliminando os ficheiros temporários que inundam a minha memória estática. Se eu os precisar usar novamente, apesar do tempo de acesso ser mais longo, tenho onde os ir buscar.

Há coisas com as quais eu não consigo e nem quero competir porque prejudicam o meu avanço tecnológico-mental, embora já tenha aprendido a fotografar algumas funções de 3 variáveis não-integráveis analiticamente.


Muito está feito. Rewind para Fast Forward. Fast Forward.

2008/05/10

Kafka à Beira-Mar




levanto-me. vou à janela de trás. respiro. de pé permaneço. olho para as minhas mãos. uma força impressionante leva-me até ao meu disco externo. aqui revejo algumas fotografias. depois desta imagem, ficam aqui mais estas duas.

nada a fazer. as células do corpo renovam-se todos os meses. depois de publicar isto, voltarei novamente a olhar para as minhas mãos.

[photos by Kraak @ Praga (CZ), 26 Abr '08 e @ Porto Santo, 30 Abr '05]

2008/03/26

O Sonho em Desalinho


[deixado no blog Palavras em Desalinho]

Eu gostaria de voltar a ter o poder de caminhar pela montanha mágica onde outrora me perdi, perto das nuvens, onde tracei vários poemas que se rasgaram na terra onde enterraram o sonho da alma do meu amor.

Sorte de quem arquivou as folhas caídas das árvores, com ou sem perguntas sobre os sentidos que povoavam a imaginação, com ou sem as raízes de uma nudez que não me cabe.


(Um dia também irei aprender a fotografar o sonho)

2008/03/08

Bel e Kraak (Sebastião)

Hoje ao acordar, decidi incluir o Bel na minha lista de convidados para tomar o pequeno almoço comigo, seguido de uma italianazita para abrir logo os pulsos pela manhã, no famoso canto da minha cozinha. Não que fosse preciso eu ter um braço de prata para o convidar, mas Bel, com a sua lança mágica o que fez foi, disparar-me fogo directamente para os meus olhos. Não que lhe fosse um opositor. Não que me quisesse cegar, mas sim, porque felizmente, ainda tenho 2 olhos.

Depois das tentativas falhadas do Nevoeiro e do Vento, acho que sou capaz de fotografar o Sol. Obrigado, Bel. Conseguiste manifestar a luz, ainda residente na minha alma. Amanhã, possivelmente voltamos a encontrar-nos no mesmo sítio.

2008/02/23

You Turned Your Feelings Off. I Turned My Camera On.


Filmo os meus pensamentos. Fotografo os meus segredos.
Desligaste os teus sentimentos. Liguei a minha máquina fotográfica.
Nela escondo tudo. Para que se registe como eu, do lado de fora, sou visto por mim mesmo.

A minha mente matemática ["My Mathematical Mind" (MP3 aqui)] orienta-me na lógica da vida, embora nem tudo na vida seja lógico. Por isso cabe-me a mim decidir se quero ou não ser um fundamentalista racional, pois a lógica da queda não é, de todo, mensurável.

Dá-me realidade e dá-me ficção.
Dou-te realidade e dou-te ficção.

A beleza da vida também passa pelas funções bijectivas.

- Incomoda-te a música?
- Não. Os Spoon também não me incomodam.

Tudo isto para lembrar que os norte-americanos Spoon estão hoje em concerto na Aula Magna, em Lisboa. Mais informações sobre os norte-americanos Spoon, via Kraak, podem ser obtidas, no sentido figurado, através desta ligação. No sentido musical, outras informações podem ser obtidas aqui.




I Turn My Camera On, pelos Spoon, do álbum 'Gimme Fiction', 2005
Video Credits: silversides @ youtube.com

You turned your feelings off. I turned my camera on.

2008/01/18

Fotografar o Nevoeiro


Não sei se a minha visibilidade horizontal se reduz a menos de 1000 metros. Não sei se as nuvens que por mim sobrevoam são compostas por poluição, prendendo-me estas à minha própria superfície. Não sei se a obscuridade presente na minha atmosfera é uma consequência do meu espírito.

Será que existe alguma forma de levar o nevoeiro ao lume? Pô-lo numa forma untada com manteiga, por exemplo. Será que existe alguma maneira de assar o nevoeiro? Com castanhas?

Nevoeiro com manchas de fumo.
Gostava de saber fotografar o nevoeiro. Alguém sabe como se faz?
Smog.
(Não. Não é o Bill Callahan)

2007/08/08

A Morte Não Tem Fotografia

Estarei eu preparado para a morte? Há pessoas que têm medo dela. Eu sinceramente não sei se tenho medo ou da vida ou da morte. A morte é um estado sereno. A vida nem sempre é serena. Toda a cultura ocidental vê o fim da vida como algo que se acaba, que se perde.

Esta madrugada estive ao telefone com uma grande amiga. A Ana Lúcia. Falávamos precisamente sobre o falecimento do seu pai, facto que ocorreu há uma semana. Se para ela é muito difícil, para a sua mãe, mais difícil se torna. Tudo passa. O tempo ajuda. O que sobra?

Ainda ontem respondi a um comentário sobre o tema: a minha idade começa a ser crítica em relação a pessoas muito próximas. Estarei eu efectivamente preparado para tal?

A seguir ao almoço, recebo de repente a notícia da morte de um ex-director meu. Fulminante. Finou-se em 4 meses. Estou chateado. Já estava triste de manhã. Pior fiquei durante a tarde. Ainda ontem à noite também melancólico estava ao lembrar-me do pai da minha grande amiga Ana e no que ela e a mãe estariam a passar.

Até onde vai a dimensão da morte? Até onde vai a experiência da vida? Será isto um paradoxo? Um dilema? Uma dúvida? Um axioma? Um teorema? O meu ex-director, sempre tão forte, tão frontal, tão blindado, não foi capaz de combater a morte, apesar de toda a sua resistência. E o pai da Ana Lúcia? Tão católico que era, estaria ele apto a aceitar tal destino? A religião ensinou-lhe que seria assim?

(E de repente, lembro-me do Brac, do meu tio que faleceu ano passado, da minha prima passada à ferro na A2, dos pais do Quim, do meu colega de faculdade e amigo Paulo, ...)

Eu não sei, mas acho que tenho que cortar os meus pulsos para recuperar a minha voz.

Este post não é ilustrado... a morte não tem fotografia.

2006/08/11

Polvo vs Kraak


As fotografias que nos tiram podem ter sempre um toque mais ou menos aquecido... mas após o estalar dos dedos, parece que nos sentimos um pouco como as nossas chaves de casa. Milhares de vezes tocadas, centenas de vezes caídas ao chão, dezenas de vezes presas à porta, algumas vezes a furar os bolsos das calças.

Estando por vezes destinado à minha própria sorte, sou com certeza muito menos do que aquilo que qualquer pessoa poderia perder. Por isso, o melhor a fazer é cozer-me, barrar-me com manteiga, temperar-me (sal, ervas e vinhaça - pimenta já tenho muita -), e transformar-me em meia dúzia de pastéis fritos.

Tudo isto porque hoje sonhei que me tinham oferecido um saco plástico transparente cheio de polvos.


Dá-me aí uma pílula de açúcar, sff. Sem tentáculos.

2006/03/25

Esse Crak é Falso


Já é a segunda fotografia na tentativa de uma aproximação àquilo que está no meu mundo. Só que eu não me desdobro dessa forma... As minhas pisadas rodeiam-se por um ambiente informal, sem janelas com portadas em casquinhas, sem rocócós do passado mas sem substituir o chão original da cozinha por uma tijoleira pirosa. A minha estrutura original não é posta assim a descoberto. Continua a faltar um 'A' e há uma letra trocada.