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2008/06/12

Cogumelos de Amesterdão


A trip que esta madrugada não tive foi mesmo real. Justifico:

Posso ser a droga mas nenhuma tomei.

Não se trata de estar num deserto com quatro camelos e um cão. Trata-se de viajar em alta velocidade por um túnel que me levava para o infinito. Fatalmente apanhado fui por algo que consegui fugir e que, mais calmo, como se fosse um vidro, vi a serena água que se aproximava lentamente e que, ao escorrer, penetrou os poros de toda a minha pele.

Atento e sensível, com medo e assustado, nesta madrugada, dei-me conta do que estaria fora do meu alcance. Hoje, mais tarde, disseram-me que eu era exemplar.

Indiquem-me uma imagem no mapa onde para sul possa rumar. E voltar.

2008/05/08

O Milagre das Coisas Que Eram Minhas


A propósito da Undergrave Productions, ainda hoje me tornaram a dizer: "Fogo! Tu consegues tudo o que queres.", afirmação bonita e de certa forma, expressiva, embora algo me tenha novamente caído mal...

Wrong! Consegui algumas coisas nesta vida, a maior parte delas com muito suor. Não tenho a pretensão de conseguir tudo o que quero, até porque duas delas, apenas duas, são praticamente impossíveis de as (voltar a) ter, confesso.

Assim, vou conseguindo outras, através de mapas da surpresa, através de cabos que se contornam para nascente, através de ilhas com nomes novos, através de bússolas transparentes e compassos luminosos.

Sempre a tentar que o longe fique mais perto.

[photo by Kraak @ Praga (CZ), 26 Abr '08]

2008/04/23

Existência



Dizer que nunca ignorei as palavras dos outros talvez seja demasiado forte. Sempre precisei delas. E das minhas. Os outros que procurei, com as suas palavras, sempre abrangeram um vasto leque de indecisão, inocência, força, sentido e sobretudo de existência, pois para ouvirmos outras palavras é preciso saber onde as buscar. Não apenas uma, mas duas, três ou quem sabe, quatro ou mais.

Se somos o que a nossa gramática aceita como palavras correctas, pelas veias que habitam o nosso corpo passam frases prontas que ecoam os nossos sentidos, nomeadamente o da audição. Tanto ouve o coração como a mente.

As rotas por onde vou partem de mim próprio. Sou eu que as escolho. Nunca me obrigaram a ir para a esquerda quando sabiam que eu queria ir para a direita. Nunca me proibiram de ir para a esquerda quando sabiam que me iria custar muito se para lá não fosse.

2005/09/14

Areias


[ photo by Kraak/Peixinho @ Costa Rei, Sardenha (I), 2005.09.09 ]

Areias que brilham com o teu e o meu nome, como se a insistente intensidade do mar desse a volta pelo lado das letras aqui escritas. Sim, porque o mar jamais apagará o que de belo nos une. Estás presente em cada prato de massa que como. :P