Um dos livros de Pedro Paixão que ainda não li tem o nome "Cala a minha boca com a tua". Hoje, a seguir ao almoço, dei uma vista d'olhos pelo respectivo. Um dos contos do livro tem o título deste post. Neste blog alguma coisa já se afirmou, comentou e rimou sobre "Magia".
Voltemos novamente ao tema, pois o parágrafo seguinte obrigou-me a uma pausa.
"Toda a gente sabe que a arte é uma forma de magia. O que ninguém sabe é o que é a magia. Torna presente o que está ausente, sem que se saiba como. Acontecem coisas sem que se compreenda por que acontecem e, precisamente, o que menos interessa é saber ou compreender. Fascina e arrepia. Eu andei a brincar com coisas que não devia. Percebi tarde que as consequências do que fazia fugiam por completo ao meu controlo, que a partir de certa altura, bem cedo, não era eu que jogava, era eu o jogado."
Paixão, Pedro in "Cala a minha boca com a tua", Edições Cotovia 2002
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