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2008/03/29

Your Black Eyes


Oculto num centro comercial fui à procura dos perfumes que faltavam ao pé do (grande) espelho da minha casa de banho. Num labirinto algo paradoxal, alguns frascos na mão, os cheiros deste e daquele aroma vieram, com a minha alma, ao eco dos ângulos formados pelo (grande) espelho pelos quais observava o teu corpo e pelos quais, em particular, a tua face fitava.

Não sei qual, mas tinha esperança que um dos teus dois olhos mentisse: aquele que escondia algo ou aquele que no futuro me disse que não escondia nada.

Há riscos que (in)felizmente a minha companhia de seguros não cobre.

[photo by Edyta @ Pruderia Bar, Varsóvia (PL), 14 Set '07]

2008/03/25

A Capacidade de me Alimentar

Hoje cheguei à conclusão que as plantas da minha casa têm sempre mais água do que aquelas que estão no exterior.

2007/12/12

Meet You There Sometime, Wasted but So Fine


As coisas que as outras pessoas não acreditam fazem-me sempre pensar nos corações que não falam, mas que em conjunto com o cérebro, sentem. Sentem como eu me sinto incompleto. Não é a mágoa que sai do repuxo dos meus olhos, mas a sensação de réptil que um dia gostaria de ter pernas. Sou mais um na lista.

Poderia ser como o autor da música hoje em audição: James Chapman (Maps). Quando escreveu esta canção, de nome "Elouise", lembra-se que era verão, e um daqueles bem quentes. A sua inspiração foi totalmente proveniente de uma mulher que conheceu numa dessas noites (a suposta Elouise). Elouise que passava por momentos muito maus na sua vida.

Basicamente, além de ser um tema belíssimo, ensina-nos a nunca desistir das coisas. Sem que eu queira ser um cenário, continuo com o meu sentido de permanência na vida e a lutar por aquilo que vale a pena. Se ainda há brilho nesse mundo, quero que ele atinja a minha alma. Tal como dedicado à Elouise, também posso aproveitar a boleia e dedicar-me, a mim próprio, este tema.

Hoje chega o tema #19: "Elouise" dos Maps, extraído do álbum 'We Can Create'. Mais informações sobre os Maps podem ser lidas aqui.

"so you can read my mind
but it takes you time
to lead them from the lies

cos hypocrites can't look me
in the eyes
they won't make you change your mind
some people they are born
and they are kind
cursed upon the starting line
some people they are born
and they are kind
elouise don't change your mind
"

2005/10/24

Candeeiro

Apago as luzes dos cantos da casa e chego
atrasado ao último espaço doméstico ainda aceso.
Curiosamente és tu quem faz o clique no candeeiro.

Mas antes,
com os meus olhos ainda abertos,
vejo mais um novo pormenor em ti,
como se a luz do teu sol fortalecesse os meus ossos.

E com os meus olhos semi-abertos,
falas com os meus sonhos,
observo o som da tua sombra
que canta numa varanda sonolenta à minha janela.
Durante este tempo aspiro nos teus lábios
uma deliciosa fragrância de estrelas.

Fecho os olhos.
De manhã cedo, dormes e não há luz no candeeiro.

2005/08/01

5 Minutos

...e eu em talvez 5 minutos vou tentar ter a minha mente
fresca para que a memória esteja sempre presente
como o disco rígido do computador tendo a drive C: como reagente

...e eu em talvez mais 5 minutos vou seguir acordado
à espera do dia que amanhã tem um sorriso ao meu lado
na pura razão reflectida de um jardim com perfumes regado

...e eu em talvez mais 5 minutos apoiado no meu suspenso teleférico vou registar a passagem dos sons de um navio transatlântico que rompe oceanos e traz gigantes nos assentos de passageiros

...e eu em talvez mais 5 minutos vou ver o desembarque desses gigantes a imaginar em quais cores se concentram os seus pensamentos a pensar em quais desfiladeiros tocam os seus sentimentos

...e eu em talvez mais 5 minutos vou pensar que não vou errar na minha necessidade de estar porque na realidade não quero vaguear por apenas mais 5 minutos pelo teu belo, fresco e aromático ar