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2008/03/21

Músicas Que (Ainda) me Fazem Chorar: Hoje, I Still Remember

Passado pouco mais de 1 ano do aparecimento do tema "I Still Remember" dos Bloc Party, pergunto-me como é que um clip e uma música podem ajudar a fazer o retrato deste blog...


Video Credits: wichitarecordings @ youtube.com
by Bloc Party, "I Still Remember", extraído do álbum 'A Weekend in the City', 2007.


Os comboios não têm mastros, mas no mundo moderno, a maioria deles tem pelo menos um pantógrafo ou se alimentam através de um terceiro carril.

2007/12/04

I'm Guided by Strange Lights


Nada como no fim do dia de hoje, após sair descontrolado do cinema, chegar a casa e mais um atribulado episódio da Anatomia de Grey assistir, sentar-me aqui e verificar que as rotas de cada um nem sempre se encontram nos mares, embora por lá possam passar. Espantado ficaria se desse à costa, nu, após a tempestade, sem saber que direcção seguir.

Respiraria contudo, mas a água que traria, só estaria presente na minha face.

Hoje chega o tema #28: "Strange Lights" dos Deerhunter, extraído do álbum 'Cryptograms'.

"In space all things are slow
the sound of speakers blown
the silence fits the scene
the prince is now the king

we walk into the sun
we walk we cannot run
because walkings half the fun
we walk into the sun

and neon blurs my sight
I'm guided by strange lights
I'm rattled and im stunned
as I walk into the sun
"

2007/11/03

A Banda É Apenas o Vocalista

Num carro cuja tripulação se resume apenas ao condutor, este senta-se e aguarda. Espera pelos dias que já passaram. Arranca. Conduz calmamente. Acelera pelo Viaduto Duarte Pacheco para entrar a toda a velocidade na rampa da A5, como se esta o levasse num avião até ao 42º Andar de um prédio feito de repuxos.

Live dangerously...?
Live! And Love!


Definitivamente, os Okkervil River não viajam mais no meu carro.

Para a minha própria segurança.

2007/10/05

Provavelmente Vai Servir Para Alguma Coisa...

Já há bastante tempo que se discute entre os estudantes universtários questões relacionadas com bolsas a serem atribuídas pelo Estado para a realização de doutoramentos. Já há bastante tempo que também se discute que tipo de investigação, os professores fazem na sua vida académica, quando a fazem.

Sempre fui muito crítico relativamente a estes assuntos, pois desde os meus 23 anos, através tanto do mundo académico como do mundo profissional, vi muitos trabalhos interessantes na minha área de especialização, trabalhos estes com potencial aplicação na vida real. Curiosamente também vi imensos que, tanto em teoria como na prática, nunca serviriram para nada, excepto para a satisfação pessoal de quem os desenvolveu, seja por motivos de própria ingénua parvoíce ou por que era preciso fazer alguma coisa para mostrar trabalho.

Hoje, continuo rígido nessa questão. Como o dinheiro não é elástico, acho que todos os projectos devem ser devidamente analisados para que determinadas verbas não sejam perdidas em coisas que não levam a absolutamente lado nenhum.

Será preciso uma tese para mostrar o efeito na mente humana da troca das letras 'A' e 'B' no temo "Abstracto"?

[photo by Kraak/Peixinho @ Cuenca (ES), 2 Set '07]

2007/06/11

WC no R/C e DoggyC na Cozinha



Nos últimos dias a minha vida com o Brac não tem sido muito fácil. O cão deve ter comido qualquer treta que lhe fez mal e presentes não faltam pela cozinha de casa. Isto da velhice tem muito que se lhe diga... Eu só espero não passar por situação semelhante, mas se tal ocorrer, quero manter alguma lucidez para tratar rapidamente do assunto sem muitas demoras... na devida altura.

O mais caricato é sair de casa e encontrar este WC ambulante quase à porta do prédio. Está lá há mais de um mês. Não sei qual é a ideia. Pelo menos está limpo... Deve ser a Câmara Municipal a zelar pelo bem estar dos peões.

Algum lugar no convés de algum barco? Avisem-me.

2005/10/13

Comboio de Montanha

Ladear o Tejo. Um movimento de curvas e viaturas invadem os meus olhos. Os meus ouvidos ocupados com The Dead 60’s, Train To Nowhere. Efectivamente ao meu lado um comboio passa. Passa e pára. E arranca. Segue para um destino final. Avança e eu acompanho-o com as minhas mãos cheias de linhas cruzadas. Linhas da vida, do amor, profissionais e umas outras que não conheço o significado.
A mão direita, esta que controla as mudanças de velocidade, rapidamente está no apeadeiro PULSO onde passa sem parar e devagar, até chegar a ELBOW. Neste entroncamento de linhas, uma paragem prolongada permite regar a terra, outrora seca e gasta. O comboio Mão continua o seu percurso, passando por EPAULE até chegar a HALS. Nesta estação de montanha, onde tudo parece estar a pique, uma grande trovoada vinda de uma estação ainda mais alta, QUEIXO, paira sobre os céus mais baixos de HALS. Em grande força e para vencer a pressão atmosférica, Mão segue até LIPPEN, passando por QUEIXO, e aí efectua uma paragem técnica para reabastecimento. Mão funciona como um comboio a vapor que necessita de tomas d’água com alguma frequência para queimar o seu carvão no sentido de vencer os acidentes orográficos à volta do apeadeiro NASO e finalmente estacionar em OJOS. Esta linda estação, retrato expressivo do verdadeiro significado das linhas das mãos e do percurso de Mão, aguarda ansiosamente ao lado do Chefe da Estação a chegada da locomotiva e da sua única carruagem. Mão é recebido com uma bandeira na mão do Chefe de OJOS.

Mão não vai para Nowhere. Ascende numa via onde metade da plataforma é amor para percorrer em sentido contrário a via descendente, onde a outra metade da plataforma tem exactamente a mesma sintaxe e semântica.