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2009/07/13

They Tell You that the Old, Are Always the Wise,

but they're telling lies.

Protecção, não deve ser necessária, de facto. A vida não é fácil, pois não. Nada fácil. Apesar de tudo, ainda consigo perceber. Mesmo. Muito, até. Mesmo que eu tenha a origem da verdade, só tu é que a podes confirmar.

E sou eu, the Old & the Wise, que continuo a dizer mentiras...



Video Credits: TheDaftMonk @ youtube.com


Telling Lies
, pelos Grafton Primary (só áudio)

:-:-: Grafton Primary, via Kraak FM <'+++<

2008/07/20

Re: Highly Suspicious Fw: I Am Amazed

Um dia, a própria terra vai tratar de embalar a existência de certos scripts que só são lidos pelos escritores de telenovelas de gosto duvidoso. Cada vez que descubro mais capítulos da tristeza de certas personagens que não existem no mundo da ficção, não sei se sinto terror ou mágoa. Felizmente que não sou só eu a encontrar evidências contidas num saco plástico prontas para serem inspeccionadas.

Terror tal que... faz expelir mais imagens do blog Paixaum >+++'>, que a pouco e pouco se despedem, sozinhas e nuas.

2008/07/19

Re: Onde Compraste Essa Pulseira? Fw: Bang Your Drum, Dude

Não procuro por uma dança obscura onde os sentidos perdidos se transformaram em escorregadios degraus por onde caí e estalei o chão.

Mais uma série de imagens do blog Paixaum >+++'>.


2008/07/16

A Insolente Escova de Dentes



Tenho uma relação estranha com a minha escova de dentes. Depois da escova eléctrica ter dado o berro, tive que me adaptar a uma daquelas, ditas normais, que tinha embalada cá em casa. Confesso que tenho algum desprezo por esta escova de dentes, não sei bem por qual motivo. Após acordar, banhinho, pequeno-almoço e o catano a 7, não sei se ainda ensonado, não sei se ladrava como um cão feliz ou relinchava como um cavalo em fuga, só sei que em vez de pasta dentífrica, pus sabão líquido na escova.

Foi quando o horror começou a escapar pela casa de banho que a escova de dentes se tornou a personagem principal da manhã. Como se quisesse dar banho aos dentes, em vez de os escovar.

2008/06/18

O Fetiche do Dia 18 Jun, Parte #2

Hehehe! Mais um barco ao fundo! Afinal parece que tínhamos razão. O dia de hoje começa a ficar recheado de acontecimentos positivos. :)

O Fetiche do Dia 18 Jun, Parte #1

Parece que cá para os meus lados e para os da Rita se arranjou um fetiche especial com o dia 18 Jun. Não sabemos exactamente o que levou a arranjarmos tal tema de conversa, mas nos últimos tempos parece que tudo vai acontecer no dia 18. Mal cheguei à garagem do trabalho fui informado que, em vez de estacionar o carro na 3ª cave, passaria a estacionar na 2ª cave.

Começou bem o dia.

2008/06/17

Eu Não Tenho B.I.

O comboio que o leva desde Irún a Lisboa percorre várias paisagens, várias serras e várias estações. Paisagens que, a medida que os carris ficam para trás, a temperatura começa a baixar, até que, mais perto do seu destino, ela começa a aumentar. Sentado na sua carruagem couchette, decide ir à carruagem-restaurante, onde passado algum tempo acaba por conhecer uma espanhola, que veio a saber, entrara em Burgos e saíria em Coimbra. B. Coimbra-B. Ana viajava também sózinha. Acompanhava-a um cálice de vinho do Porto sobre a mesa. O que o acompanhava era um walkman enorme, de marca Crown, vermelho, com cassettes gravadas de programas radiofónicos que passavam a altas horas da noite.

Perguntava-se a si próprio porque não teria consigo uma revista ou um livro para ler na carruagem-restaurante enquanto ali permanecia. Ele próprio não obteve resposta. Estava demasiado cansado para pensar no assunto. Pediu o seu habitual café e sabe-se lá por qual motivo, sentou-se ao pé de Ana.

- Sabes, aprendi a viver de outra maneira, tal como tu que trazes esses headphones nos ouvidos.
- Pois, é por essa razão que nesta viagem imagino que esta carruagem é uma esplanada que desliza em cima das águas de um rio.
- Tenho aqui uma fotografia dos meus avós - portugueses - abraçados. (Tira a foto). Queres ver?
- Tens avós portugueses? Que giro. Sim, quero. Claro que quero ver a fotografia.
- Toma.
- Hum... Isto é puro. Vê-se tão bem que são ou foram felizes. Será que hoje em dia estamos dispostos a conceder este tipo de amor?
- Canta-me em voz alta o que estavas a ouvir.
- Não.

[dedicado à Humanidade, by Kraak, 1985, Viagens de Comboio pelo Mar, 1965-20XX]

2008/06/16

O Meu Desvio até Amor


Ao caminhar em direcção ao Porto pela A17 que me conduzia pelo litoral, reparo numa das suas saídas que mencionava uma terra chamada Amor. Por ser noite, decidi fazer um desvio quando regressasse a Lisboa. Ontem, confrontei-me com esta bucólica aldeia de nome muito sugestivo.

Ao que parece Amor nasceu por uma lenda de um caso amoroso entre o Rei da altura e uma sua apaixonada local. O Rei parecia baldar-se muitas vezes do seu palácio em direcção ao litoral para inspeccionar umas supostas florestas que de repente lhe passaram a ter muito interesse.

Uma bela noite, regressava o apaixonado Rei do seu abrigo de amor, quando no meio da escuridão começou a ver imagens misteriosas de fogo que se lhe apareciam à frente, como se as chamas dos vulcões o perseguissem. Assustado e ao chegar ao palácio encontrou Santa Isabel que regressava da igreja e contou-lhe o que se passara no caminho de regresso. Santa Isabel respondera: "eram as LUZES a alumiar os vossos olhos que andam ceguinhos de amor".

O meu regresso após sair de Amor foi acompanhado por Cut Copy e The Mary Onettes. Por outras luzes que não me mostraram que ali estarias. Por outras luzes que me indicavam o brando rumor da vida. Por outras luzes que me indicavam que não caminhavas ao meu lado.

2008/06/06

Situações Pouco Lógicas

À medida que quero deixar de fumar ou reduzir ainda mais a quantidade diária de cigarros que fumo, dou-me conta de continuar a comprar maços de tabaco e a fazer stock em casa.

Hum... há aqui qualquer coisa que não entendo.

2008/05/30

Repleta de Areia

Há vozes que assustam durante a noite. Há narizes que farejam o ar imundo.
E uma faquinha de fruta aguçada, hein?

2008/05/27

O Filho do Gato Patrão


Não vive do ar. Anda a saltitar por onde lhe apetece, mas sempre com algumas reservas. Procura salvar-se, saltando mais alto que as nuvens quer seja quando os cães o perseguem, quer seja quando é mais veloz que o pássaro que persegue. Aqui só chega à janela e para entrar precisa autorização.

Ainda vou ver este gato voar.

[photo by Rita Maria Josefina]

2008/05/18

As Estrelas Não Têm Horas

Hoje dei comigo a pensar nas estrelas. Enquanto descansava, comprovava que efectivamente elas não têm descanso. Mesmo quando não as vejo, outros, noutras longitudes e/ou latitudes, estão a admirá-las. Alguns no dia anterior, alguns no dia seguinte.

2008/04/24

Jezabel Era Puta, Pata Brava ou Spam?


A comédia de algumas vidas humanas é divina. Não faltam por aí princesas fajutas que agem como a princesa Jezabel. Sim, fajutas, porque para ser princesa é preciso ser filha de rei.

Supostamente determinadas, contemporâneas e assumidas como independentes, putas não serão, pois estas, as verdadeiras, já a própria Bíblia as citava e não seriam de todo independentes. As semi-putas, aquilo a que chamo de putas decorativas, ignoram o dinheiro da queca e trocam-no pelo valor cambial da moeda figurativa que mais valor acrescentado lhes trouxer na altura. Agem como as patas bravas que se disfarçam para alcançar os seus objectivos bicando aqui, picando acolá, mordendo além, ladrando para a vida dos outros em modo colchão-migratório.

A sociedade anda impregnada de spam sem estilo.

[photo by Mano Joca @ Dublin Writers Museum, Dublin (IE), 7 Abr '08]

2008/02/25

Naum Sei

se a insanidade é minha por ainda parar para te ouvir ou se é tua por quereres contar o que se passou na casa da vizinha.

Acho que o administrador do meu prédio tem uma paixaum secreta por mim.
:S

2008/02/16

A Colisão das Rotas


Como é que eu posso esvaziar os meus olhos se a cada volta que faço com a minha amiga Avalanche aqui à beira da linha sempre te vejo num qualquer comboio que insiste em passar sempre que ali passo? Alguém me diga como é que eu posso deixar de te ouvir se cada música que roda no meu iPOD invoca a tua voz canalizada a crackar a password do meu cérebro, quando na realidade eu é que queria ter a chave de acesso da tua mente.

Acho que vou semear manjericos.

2008/01/09

É A Fingir?


Nos últimos 2 dias, mais uma vez encontrei uma música a qual por acaso gosto bastante ("A Hand to Take Hold of the Scene", dos Okkervil River) e que parece encaixar-se neste cenário de talkshow sensacionalista que pareço estar exposto.

Não é que este tema me faça chorar, antes pelo contrário. Permite concluir que embora o solo se tenha aberto à minha frente, ainda consigo ter o discernimento, não de arriscar a dizer o preço certo, não de adivinhar qual a letra inicial da capital da Letónia, mas sim de perguntar se não há para ali ninguém a deitar uma mãozinha a esta encenação.

[photo by Kraak/Peixinho @ Prime Club, Colónia (DE), 25 Nov '07]

2007/11/09

Maybe

Por falar em Derek, eu não sou o Dr. George O'Malley.

2007/11/02

A Não Ser Que Haja Sol


Refrescante como assistir a mais um episódio de "Um Amor no Alaska" é imaginar que no Thanksgiving nacional, se é que ele existe, é possível que esteja a chover neste país. Se sim, nada como poder provar novamente o sabor das gotas de chuva que caem e passam brilhantes pelos candeeiros da cidade.

2007/10/16

NÃO! I Am Fart Não Significa Estou Farto



Sempre tive um fascínio maluco pelos Antípodas e costumo afirmar com alguma frequência que tenho que ir ao outro lado do Mundo antes de ir para a buraca, especialmente no caso da Nova Zelândia. Hoje, mesmo sem ter lá ido, só posso agradecer, não propriamente aos australianos/neo-zelandeses europeus, mas sim aos às comunidades indígenas que lá estavam quando tais terras foram descobertas.

Depois de me ter apropriado do termo polaco "strefa" para o aplicar em determinadas situações, a partir de hoje, passei a adoptar outro, para diferentes situações: "kanguru".

Segundo consta, quando os europeus chegaram ao "Fim do Mundo" ficaram muito perplexos por verem um animal de 2 patas que andava sempre a saltitar de uma forma muito particular. Por gestos, movimentos com o corpo e outro tipo de sinais, perguntaram aos indígenas que animal seria aquele ao que responderam: "KAN GHU RU".

"Kan Ghu Ru" que na realidade, parece significar: "não te percebo".

É como aqueles anúncios idiotas do Wall Street Institute. E se pensas que a Nova Zelândia é conhecida pela Terra dos Kiwis porque há por lá deliciosos kiwis cheios de vitamina C, então "kanguru" para ti também.

2007/10/14

Mel Amargo


"They all think I'm stupid I can see it in their eyes but I know what's inside their hearts I penetrate their lies sometimes it get's me crazy but I keep my feelings hid 'cause I know deep inside they're only frightened little kids."

"Ballad of Bitter Honey", by
Eef Barzelay.