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2007/02/11
2007/02/07
Paixaum >+++'> pelo SIM
Esta é a última semana de campanha do Referendo Nacional sobre a Despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG). Muita coisa aconteceu ao longo de toda a campanha e se calhar até 6ª feira, mais alguns disparates irão acontecer, disparates estes sempre a pender para o lado das Plataformas que defendem o "NÃO".
Acho ridículos os argumentos totalitários dos defensores do "NÃO", sempre a pensarem nos seus umbigos e ignorando a própria realidade que os rodeia. O argumento bacoco-provinciano sobre o "surgimento da vida" também é uma bandeira que não cabe na cabeça das pessoas, por mais que estas tenham pouco desenvolvimento cerebral. Os aspectos económico-financeiros reinvindicados pelo "NÃO" são de ir às lágrimas com tanta inutilidade e contradição expostas, sobretudo quando a campanha pelo "NÃO" está em grande parte a ser financiada por grandes grupos económicos, o que no meu entender, é no mínimo hipócrita.
Só queria relembrar uma vez mais que no próximo referendo não temos que nos pronunciar sobre a partir de qual momento começa a haver vida, conforme tentam passar os sectores conservadores da sociedade nacional, com a escandalosa ajuda falso-mesquinha da Igreja. Acho que cada religião vê a existência de vida de formas diferentes e portanto tudo varia consoante as características de cada uma delas.
Teorica e cientificamente e de acordo com o que li, a vida só existe quando o ovozigoto expelido do útero consegue sobreviver no mundo exterior, o que equivale, em termos práticos, a mais ou menos 20 semanas.
Estas cenas do "divino", "concepções imaculadas", "mistérios do universo", "cartinhas de um feto à suposta mãe", etc., são indecentes e mais uma vez não é para aqui chamada no próximo referendo. Essas parvoíces são um atentado à mente humana portuguesa. O que se pretende referendar é se as mulheres podem decidir interromper a sua gravidez, sob determinadas condições, sem terem que ir para a prisa como se fossem umas vacas assassinas.
Uma mulher não quer ter obviamente o prazer de abortar. Se há motivos importantes (não só para a mulher mas para também para o pai), associados com aquilo a que se chama maternidade/paternidade consciente e responsável, há que ter o direito de não deixar vir um rebento ao mundo o qual não viverá nas melhores condições sociais e por consequência interromper a gravidez voluntariamente e em condições sãs de saúde.
Os partidários do "NÃO" que se desiludam quanto ao aborto clandestino: ele vai continuar a existir e continuar a dar receitas chorudas a muitos desses médicos que andam a apelar ao "NÃO", embora os mesmos mantenham algumas clínicas clandestinas destinadas a tal. Se votarmos "SIM" ele também não desaparecerá, mas tem uma tendência forte para ser atenuado.
Ao votarmos "SIM" continuamos a apelar à vida e damos um passo civilizacional em frente (que tanto precisamos), passo este que a Igreja Católica bem como alguns sectores da sociedade teimam em manter-nos quase na era da Inquisição onde os opositores iam para a fogueira e onde a vida de facto era só para alguns. Desta forma pretendem continuar a condenar as famílias com menores recursos bem como as jovens grávidas a interromperem a sua gravidez em condições deficientes e humilhantes, sujeitas a um julgamento e uns anitos enjauladas.
Kraak é "PELO SIM" e pelo fim do Artº 140 do Código Penal e pelo fim da hipocrisia reinante neste país.
..:: Jovens Pelo Sim; Movimento Voto Sim; Movimento Médicos Pela Escolha; Movimento Cidadania e Responsabilidade; Em Movimento Pelo Sim.
Acho ridículos os argumentos totalitários dos defensores do "NÃO", sempre a pensarem nos seus umbigos e ignorando a própria realidade que os rodeia. O argumento bacoco-provinciano sobre o "surgimento da vida" também é uma bandeira que não cabe na cabeça das pessoas, por mais que estas tenham pouco desenvolvimento cerebral. Os aspectos económico-financeiros reinvindicados pelo "NÃO" são de ir às lágrimas com tanta inutilidade e contradição expostas, sobretudo quando a campanha pelo "NÃO" está em grande parte a ser financiada por grandes grupos económicos, o que no meu entender, é no mínimo hipócrita.
Só queria relembrar uma vez mais que no próximo referendo não temos que nos pronunciar sobre a partir de qual momento começa a haver vida, conforme tentam passar os sectores conservadores da sociedade nacional, com a escandalosa ajuda falso-mesquinha da Igreja. Acho que cada religião vê a existência de vida de formas diferentes e portanto tudo varia consoante as características de cada uma delas.
Teorica e cientificamente e de acordo com o que li, a vida só existe quando o ovozigoto expelido do útero consegue sobreviver no mundo exterior, o que equivale, em termos práticos, a mais ou menos 20 semanas.
Estas cenas do "divino", "concepções imaculadas", "mistérios do universo", "cartinhas de um feto à suposta mãe", etc., são indecentes e mais uma vez não é para aqui chamada no próximo referendo. Essas parvoíces são um atentado à mente humana portuguesa. O que se pretende referendar é se as mulheres podem decidir interromper a sua gravidez, sob determinadas condições, sem terem que ir para a prisa como se fossem umas vacas assassinas.
Uma mulher não quer ter obviamente o prazer de abortar. Se há motivos importantes (não só para a mulher mas para também para o pai), associados com aquilo a que se chama maternidade/paternidade consciente e responsável, há que ter o direito de não deixar vir um rebento ao mundo o qual não viverá nas melhores condições sociais e por consequência interromper a gravidez voluntariamente e em condições sãs de saúde.
Os partidários do "NÃO" que se desiludam quanto ao aborto clandestino: ele vai continuar a existir e continuar a dar receitas chorudas a muitos desses médicos que andam a apelar ao "NÃO", embora os mesmos mantenham algumas clínicas clandestinas destinadas a tal. Se votarmos "SIM" ele também não desaparecerá, mas tem uma tendência forte para ser atenuado.
Ao votarmos "SIM" continuamos a apelar à vida e damos um passo civilizacional em frente (que tanto precisamos), passo este que a Igreja Católica bem como alguns sectores da sociedade teimam em manter-nos quase na era da Inquisição onde os opositores iam para a fogueira e onde a vida de facto era só para alguns. Desta forma pretendem continuar a condenar as famílias com menores recursos bem como as jovens grávidas a interromperem a sua gravidez em condições deficientes e humilhantes, sujeitas a um julgamento e uns anitos enjauladas.
Kraak é "PELO SIM" e pelo fim do Artº 140 do Código Penal e pelo fim da hipocrisia reinante neste país.
..:: Jovens Pelo Sim; Movimento Voto Sim; Movimento Médicos Pela Escolha; Movimento Cidadania e Responsabilidade; Em Movimento Pelo Sim.
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