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2008/04/05

A Vida Cumpre o Seu Ciclo


No momento em que a agulha continua a tocar o disco, penso na magia de uma fuga e no que me sai através do teclado do computador. Uma magia que não fez de mim a deusa Banba, uma fuga que coincide temporalmente com a minha última absolvição. Como se para me perdoar a mim próprio, preciso primeiro perdoar todos os outros, o que já de si não é uma tarefa fácil. Portanto a clemência alcança-se ao fim de algum tempo, se é que um dia poderemos ter o direito de a reclamarmos para nós próprios.

Revestindo uma saga já passada, embora desta vez sem comparações à minha fragilidade existencial que permitiu a criação desta Paixaum >+++'>, volto a tentar percorrer os caminhos da magia que esta terra me permitiu, mas plenamente consciente de que só os comboios de brincar é que andam aos círculos, por pistas que montamos no chão dos nossos quartos. Consciente de que não se apanha um qualquer comboio temos que ter cuidado com os assentos, sobretudo os de madeira, para que a inercia não nos atire um qualquer cavalinho, um qualquer carrinho, um qualquer boneco Walt Disney, como se estivéssemos num parque de diversões, a girar, ao contrário da Terra, em torno de um eixo vertical assente no chão.

Para quem se apercebeu que nos parques de diversões só existem comboios fantasma, recomenda-se a fuga deles, enquanto ainda há tempo, porque estes andam em circuito fechado.

Certo? Certíssimo!
Um destes dias, quem sabe, volto a falar bonito.

2008/03/08

Bel e Kraak (Sebastião)

Hoje ao acordar, decidi incluir o Bel na minha lista de convidados para tomar o pequeno almoço comigo, seguido de uma italianazita para abrir logo os pulsos pela manhã, no famoso canto da minha cozinha. Não que fosse preciso eu ter um braço de prata para o convidar, mas Bel, com a sua lança mágica o que fez foi, disparar-me fogo directamente para os meus olhos. Não que lhe fosse um opositor. Não que me quisesse cegar, mas sim, porque felizmente, ainda tenho 2 olhos.

Depois das tentativas falhadas do Nevoeiro e do Vento, acho que sou capaz de fotografar o Sol. Obrigado, Bel. Conseguiste manifestar a luz, ainda residente na minha alma. Amanhã, possivelmente voltamos a encontrar-nos no mesmo sítio.

2007/12/06

In the Treasure Chest below My Breast


Dizer que a música de hoje é um dos (grandes) temas de 2007 é, nesta quinta-feira que foi ligeiramente ensolarada, algo que pode causar algum incómodo. Mas é um facto: de forma independente do curso das correntes, ela já estava separada para o efeito. Seria falso se não a listasse neste Top 31-2007.

É o rosto das personagens que se ancoraram, que procuraram o impossível, que julgaram ter encontrado o possível, que subitamente, como que a oscilar por cima das ondas, sopram a vela e escalam as colinas ensonados pela insónia da noite, mas que possivelmente tenham aprendido alguma coisa sobre viver, amar e cantar. Mesmo que em sonho ou pesadelo.

Sim, eu sei. Foi cantada de forma bilateral. Nada como fazer de conta que estamos todos a resolver as nossas vidas, nem que seja através de uma magia, para temporariamente estarmos bem.

Hoje chega o tema #26: "The Magic Position" de Patrick Wolf, extraído do álbum 'The Magic Position'. Mais informações sobre Patrick Wolf podem ser lidas aqui.

"And I know how you've hurt
And been dragged through the dirt
But come on get back up
It's the time to live
So give your love to me
I'm gonna keep it carefully
So deep in the treasure chest below my breast

'Cause out of all the people I've known
The places I've been
The songs that I have sung
The wonders I've seen
Now that the dreams are all coming true
Who is the one that leads me on through?

It's you
Who puts me in the magic position, darling now
You've put me in the magic position, darling so
Let me put you in the magic position, darling 'cause
I'm singing in the, the major key

Let me put you in the major key
"

2005/09/13

Raviolikraak


[ photo by Kraak/Peixinho @ Chia, Sardenha (I), 2005.09.07 ]

As minhas saudades são atenuadas sempre que me levanto da toalha e avisto-te neste imenso mar azul à minha frente. Estar contigo é algo de mágico que faz vibrar o meu coração e despertar toda uma paixão soletrada pela voz de uma brisa de emoção.

2005/04/21

Por Detrás da Máscara

Um dos livros de Pedro Paixão que ainda não li tem o nome "Cala a minha boca com a tua". Hoje, a seguir ao almoço, dei uma vista d'olhos pelo respectivo. Um dos contos do livro tem o título deste post. Neste blog alguma coisa já se afirmou, comentou e rimou sobre "Magia".

Voltemos novamente ao tema, pois o parágrafo seguinte obrigou-me a uma pausa.

"Toda a gente sabe que a arte é uma forma de magia. O que ninguém sabe é o que é a magia. Torna presente o que está ausente, sem que se saiba como. Acontecem coisas sem que se compreenda por que acontecem e, precisamente, o que menos interessa é saber ou compreender. Fascina e arrepia. Eu andei a brincar com coisas que não devia. Percebi tarde que as consequências do que fazia fugiam por completo ao meu controlo, que a partir de certa altura, bem cedo, não era eu que jogava, era eu o jogado."

Paixão, Pedro in "Cala a minha boca com a tua", Edições Cotovia 2002

Alguém comenta?

2005/03/28

Happy Endings #1

Well,
Imagine... it's a film and
you are the star
ant pretty soon we're coming to the part
where you realize that you should give your heart, oh give your heart to me
and now the orchestra begins to make a sound
that goes round & round & round & round & round &round & round & round & round & round
& round
& round again...
we kiss the violins.

Vou partir para a MAGIA. A MAGIA da terra para onde vou, criada no mar :) e isolada do continente europeu,
com a cor destas letras
a qual esconde locais,
quase que inacessíveis e também MÁGICOS.
Reviver a Terra de Tara.

If I say that I want all you have, I just want it all back.
... and you stay there all my lifeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee ......

2005/02/25

Magia Celta


[photo by Kraak/Peixinho @ Algures ao pé de Bastia (Córsega), 29 Set '02]

Para os povos celtas, a magia era tão natural como respirar. Não era algo guardado para ocasiões especiais, tal como não o eram os seus belos entrelaçamentos artísticos. Os celtas não tinham dificuldade em conciliar o materialismo com uma perspectiva espiritual, pois compreendiam claramente que estão ambos presentes um no outro, que a matéria é apenas o espírito solidificado.


Hoje em dia, temos problemas em aceitar essa lei mágica. Ensinaram-nos um erro: sendo-se espiritual, não se pode ser materialista. Materialista é alguém que se preocupa com o bem-estar material e não que esteja subjugado pelas coisas materiais.

Ao continuarmos a acreditar nesta mentira, colocamo-nos numa área estreitamente confinada que nos proibe que manifestemos, através da magia, aquilo que necessitamos nas nossas vidas.

Magia...