
A primeira vez que me apercebi do significado da palavra "acaso" teria eu 16 anos e foi no 11º Ano de escolaridade. Mais tarde, com os meus 18 anos e logo no 1º Ano da Faculdade, compreendi o seu verdadeiro significado. De alguma forma fiquei assustado, pois noutras cadeiras que tinha, o acaso não existia. A geometria do meu determinismo parecia óptima e de forma calorosa me diziam para optar entre o pó que assentava no chão e o pó que pairava no ar. Na realidade não sabia se queria ser essas pessoas ou se queria ser como essas pessoas.
Optei por um misto de aleatoriedade no meu determinismo. Como a realidade da vida. Ficar estocasticamente acordado durante a noite e de boca aberta não é obra do acaso. Talvez um indício probabilístico de algo já teria ocorrido numa estrada qualquer que passava por um desfiladeiro.
Casualmente pergunto-me se serei eu sorte ou se serei eu uma desgraça a convergir para uma regularidade estatística.
Casualmente tudo começa e deterministicamente tudo acaba, portanto somos todos fruto do acaso.
Casualmente não sei o que me esperava há pouco tempo atrás, mas nessa altura o agora viera até aqui, estivesse eu pronto ou não.