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2008/01/28

A Parte do Universo Onde Eu Não Estou

És o meu irmão real, mas ao mesmo tempo já não és verdadeiro. Existes noutra dimensão e assim, todos os anos, neste dia acabo por permanecer em silêncio. Silêncio pelos gestos que fiz, muitos com certeza pela tua ausência, pelas linhas erradas que percorri, pelas frases pouco estruturadas que escrevi. Sabes, mano, cada vez mais as imagens prateadas que tinha dos invernos passam a quadros alaranjados que se movem, como se do fogo do inferno eu estivesse a falar. Apesar disso, tu ajudas-me sempre a ultrapassar essas farpas quentes que picam o meu peito, não que te inventasse na minha existência, mas pela memória de muita coisa que não tive ao teu lado.

Curiosamente, sinto-me triste por te imaginar longe deste mundo, mas ao mesmo tempo satisfeito porque alegremente estarás em parte incerta, mas longe deste mundo humano. Um dia seguramente irei ver-te à luz do dia. Durante a noite e como já aqui disse, veremos os dois juntos as estrelas, mas de cima.

Neste dia de hoje, o meu presente para ti são selos. Ofereço-te selos.
Com estrelas.

2007/12/09

If You Know What I'm Talking' About


Não moro no verão, sou produto do inverno que tenta transformar, sem auxílio do aquecedor, o frio numa temperatura mais elevada. Encostei-me, encosto-me. Gero energia, dei-te o sol nos dias mais cinzentos. A prova da minha juventude reside na minha ainda frescura fluorescente e adolescente. A primavera iluminou a minha juventude. O verão consolidou-a. O outono, normalmente, vira de pernas para o ar o chapéu de sol ainda implantado nas areias da minha memória.

Para não perder a vida, aqueço-me com a minha residual energia. Nas rajadas de vento do passado. Estou preparado para isto? Tal como os The Go! Team, também dizia Josh Rouse com o seu "Love Vibration", "then you people all know what I'm talkin' about?".

Hoje chega o tema #23, um dos hits de 2007: "Grip Like a Vice" dos The Go! Team, extraído do álbum, 'Proof of Youth'. Mais informações sobre os The Go! Team podem ser lidas aqui.

"so get ready for this
get ready for this
party people in the place, get ready for this
to you!
so what you gonna do?
and do you wanna rock the house and turn this motha out?!

fly girls, are you with us?
and if you're ready to rock,
to help me turn it out
fly girls, are you with us?
and if the world know what we're talkin' about
and if the world know what we're talkin' about

to all the ladies (yeah!):
i want you to listen
hey, ladies! (yeah!)
1980!
watch out for the fellas (yeah)
that'll drive you crazy
look out, ladies! (yeah!)
and if the world know what we're talkin' about!
"

2007/11/02

A Não Ser Que Haja Sol


Refrescante como assistir a mais um episódio de "Um Amor no Alaska" é imaginar que no Thanksgiving nacional, se é que ele existe, é possível que esteja a chover neste país. Se sim, nada como poder provar novamente o sabor das gotas de chuva que caem e passam brilhantes pelos candeeiros da cidade.

2007/08/13

Paris-Outono de 2004: Bactérias e Vírus




Repete para eu ouvir:

Yasser Arafat, às portas da morte, com uma suposta inflamação intestinal, foi envenenado, após lhe ter sido injectado o vírus HIV (sida)?

Bactérias e vírus à solta pelo mundo. Pelas paisagens outonais de Paris também.

2005/12/15

Gorros


(continuação deste post)

Bah, lah dot bahm bah lah ba lah bah

O que importa é que vamos todos, mais ou menos, seguindo com as nossas canções e com as nossas almas. O outono está a ir embora, mas efectivamente é a estação onde neste momento ainda pertencemos. E mais tarde virá a primavera e estaremos menos vestidos, de acordo com o nosso talento e o nosso estilo.

Mas é a altura de pormos os gorros porque o inverno está aí à porta.

Bah, lah dot bahm bah lah ba lah bah


Hoje chega a #17 (em audição): Winter In The Hamptons, de Josh Rouse.

"
Sick of living here, we're such a mess
Cause the government, they're all liars
So put on your hat because the forecast is rain clouds
"


(continua)

2005/11/07

Uma Árvore no Vondel Park

Estavas do outro lado e eu cauteloso e espantado abrigado nas minhas mantas outonais. Com uma luz que brilhava ao lado do meu abrigo. O candeeiro revelava-se como uma árvore cujas folhas ainda estavam presentes. E ela, a árvore, não queria ver as suas folhas arrastadas por um qualquer vento marítimo de norte e agia como um jovem a chamar pelo fim do inverno.

- Não te arrasto, disse o Vento. As tuas folhas são como os meus cabelos e a tua copa como a minha mente sadia. O teu tronco, esbelto, como o meu corpo indomado.

[Amesterdão, 17 Nov '01]