Mostrar mensagens com a etiqueta Graffitis. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Graffitis. Mostrar todas as mensagens

2007/08/30

O Monólogo das Seringas


Se pudesse ou tivesse vontade de grafitar uma parede, teria que ser algo que me sucedesse de um sonho, como se me estivessem a injectar na pele uma seringa cheia de um líquido amarelado, tipo urina, e no outro braço, com a ajuda de outra seringa, me sugassem as palavras do sangue.

Duas seringas num monólogo precioso.

Felizmente um anjo apareceu, trouxe-me uma espingarda com uma agulha na ponta. Atingi o sonho no meio do seu osso.

Num abrir e fechar de olhos, um desequilíbrio, uma queda e o meu movimento ditou as regras, como se o sonho se esquecesse das palavras.

Como é que os lobos uivam? Awooooooooooo?

2006/08/21

Petróleo e Álcool


Não sendo um ciclista que pedala sozinho pelos campos, pelas ruas ou mesmo pelos diques da Holanda, posso sempre falar para o lado ou pensar para mim próprio uma série de coisas, como se a minha cabeça funcionasse, de repente, com 2000 Mb de RAM.

O Verão é uma estação que nos permite pensar como foi a estação anterior onde a paisagem era de um verdadeiro panorama florido. Hoje é bom espreguiçarmo-nos numa daquelas tardes de domingo as quais antecipam o cair da folha e imaginarmo-nos no interior de um bar de cores acastanhadas, onde a nicotina se encontra entranhada pelas paredes há muitos anos. Sentado à mesa ou de pé no palco, a fazer observações mordazes sobre o quotidiano da vida, mesmo quando já se disse o suficiente mal da arte exposta nas paredes e que (suposta e curiosamente) está à venda: aquilo a que se costuma chamar 'Arte de Merda'. Por outro lado, muitos grafitis que insistem em classificar como "abaixo de cão", possuem muitas vezes uma arte simples e directa, sem abstracção.


Queria mais energia, mas menos poluição, para que esta nunca apague as palavras escritas nesse viaduto.

[ photo credits: Lo-Fi-Fnk ]