Mostrar mensagens com a etiqueta Gaivota. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Gaivota. Mostrar todas as mensagens

2008/03/20

Equinócio da Primavera


Muito me foi dado. Nem as correntes mais agitadas do mar fizeram apagar as chamas que se mantiveram sempre acesas durante alguns anos.

Ontem, ao longe e não à minha janela, as minhas amigas, silenciosas, observavam as espumas que traziam o retrato das nódoas provocadas por algumas cores que libertaram tinta. Cores fingidas que, misturadas com as outras, afogaram os astros presentes diante dos meus e dos teus olhos.

2008/02/20

O Quadro-Negro Que Não É Verde


É possível transformar uma imensa alegria num infinito ardor?

Procuro o mar: brilhante, fulgurante, transbordante. Pelo caminho, vejo ribeiros que galgam as suas margens. Chego à praia e encontro gaivotas a voarem... em direcção a umas escadas construídas nas rochas. Do alto, querem partir para conhecer o mundo.

E a espuma?

2008/01/05

O Incremento da Dimensão

Um dia, no futuro ou na eternidade, irei encontrar uma estrela ou um planeta onde possa sentir o que vivi há algum tempo atrás. Saltarei de anéis nebulosos para astros os quais esclarecerão os triunfos que não tive. Como uma sucessão matemática de números naturais, mas recorrente. Programam-se os sonhos e projectam-se os sentimentos como se o hálito da vida pudesse ser definido de forma dinâmica.

A minha amiga ontem apareceu novamente...
Não na minha janela.

Feliz fiquei eu porque, apesar de a desejar novamente na minha janela, ela fez com que outros se sentissem felizes. Assim concluo que o mundo não é só feito de variáveis discretas, mas também de variáveis reais. Como se vivesse em R(n+1).

2007/11/30

Os Últimos Dias dos Meses Marcam Como o Caraças

Onde anda esta minha amiga?

Marcado pelas minhas próprias ventosas de polvo, espero pelo inverno para ver se a minha dita amiga trará no seu bico uma poção para eu me (re)transformar em Menino do Mar.

2007/09/28

Superstar Seagull

Numa tempestade de areia que ocorre quando os ventos sopram de norte, até as gaivotas fecham os olhos e andam de lado.

Depois de chegarmos ao fim do dia e constatarmos que as luzes da cidade ainda não estão acesas, só nos resta esperar que o brilho do dia seguinte surja, com a ajuda dos ventos, da montanha mais próxima.




[photo by Kraak/Peixinho @ L'Estartit (ES), 7 Set '07]

2007/09/26

O Triunfo da Gaivota



Hoje pela manhã recebi uma visita inesperada: a minha amiga de sempre voltou a visitar-me, só que desta vez consegui tirar-lhe uma fotografia. Como habitualmente, instalou-se no parapeito da janela e dali me observava. Movimentava-se de um lado para outro sem ignorar os meus olhos. Normalmente esta minha amiga aparece sempre em situações em que a minha mente está conscientemente a atravessar um túnel ou um desfiladeiro com alguma dificuldade.

Fiquei feliz ao cumprimentá-la. Trouxe-me satisfação, forçou-me um sorriso e passou-me a mensagem do triunfo, tal como sempre as gaivotas fazem.

Mais que isso, serviu-me para chegar ao outro lado do percurso, concluindo que até posso ser como o gato Zorbas que ensinou a gaivota Ditosa a voar, mas sem perfil para chocar o ovo do qual nasceu Ditosa.

Na realidade, tudo aquilo a que nos dignamos fazer, se tivermos mesmo vontade que elas aconteçam, seguramente o conseguimos.

[photo by Kraak/Peixinho @ Lisboa, 26 Set '07]

2006/04/03

Noordzee



Mar do Norte.

Uma história antiga revivida numa fábula forçada? Os anos esconderam muita coisa de forma indiferente, misteriosa e desperdiçada.

As suas ondas vitoriosas levaram parte da minha vida para um porto distante, longe do tempo.

Não vale a pena fechar os olhos e voltar atrás para lavar trapos ou panos do pó hasteados num qualquer canal. As minhas velas movem-se ao sabor da brisa por todo um mar bem próximo e queimam-se na busca do horizonte de um cais pleno de gaivotas.

2005/11/25

A Gaivota

que logo a seguir ao almoço veio aterrar numa janela ao lado da minha, num 7º andar de um prédio sito numa das mais movimentadas avenidas da capital, bicava insistentemente no vidro com vontade de entrar. Depois andava de um lado para outro a perseguir-me e a olhar-me. O que quereria ela? Alguma suspeita de tormentas no mar? Ela espreitava-me do parapeito e através do vidro sem medo de cair. Teria fome? É que eu sou um peixinho :)
    [ photo uploaded from http://fotos.sapo.pt/kastilho ]

    2005/05/08

    Multa Por Pagar



    já não me lembro muito bem do teu rosto...
    que pena... para mim, pois continuo a tentar ver-te.
    já não me lembro muito bem dos teus pensamentos...
    que chatice... para mim, pois continuo a tentar ler-te.
    já não me lembro muito bem da tua voz...
    que tédio... para mim, pois continuo a tentar ouvir-te.
    já não me lembro muito bem do teu beijo...
    que terror... para mim, pois continuo a tentar beijar-te.
    já não me lembro muito bem do teu coração...
    que azar... para mim, pois continuo a tentar amar-te.

    falaremos a mesma língua?
    somos estrangeiros na mesma cidade?

    ou em cidades diferentes?

    tanta areia separa o mar de mim nesta ilha deserta.
    não há nada que ilumine a distância e ilustre a diferença entre mim e ti?
    nada que atravesse as nuvens e que torne o céu azul?
    onde estaria o sol nos dias chuvosos?


    pago o bilhete de um funicular para
    viajar de baixo para cima
    e aí,

    acima do rio e abaixo das estrelas,
    pergunto-te "estás bem?"

    Será que me esqueci de obliterar o bilhete?
    Am I just like you?

    (que moca!)