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2008/07/01

A Fronteira (Esponjosa) da Ciência


É interessante meditar sobre a nossa incapacidade de governar o que nos governa. A nossa máquina cerebral, ou seja, esta coisa que temos no topo do nosso corpo, com cerca de 1 kg e tal de peso, com um aspecto interno de nhaca, aspecto esse igual entre todos os outros, é efectivamente moldada de contornos muito subjectivos onde ou conseguimos aceitar a realidade ou a deformamos ou a ampliamos. Assim como há cérebros impenetráveis, há tecidos misteriosos e há funcionamentos verdadeiramente traumáticos.

Há vertigens que não me fazem compreender o mal que querem fazer.

2008/04/20

Uma Parte da Mente Trabalha e Não Damos Conta


Não muito..., nada de vulto..., talvez mesmo nada, embora muitos, por afinidade me digam que sim. Acho que todos nós, se tivermos tempo, fazemos alguma coisa na vida. De qualquer forma e por um determinado lado, nada fiz comparado à escrita de um livro. Pelo menos sei quando abrandar o passo quando a fadiga aparece. Se tivesse jantado, não teria fome, é certo.

O meu juízo felizmente não seca e como não sou filho de pai burro nem de mãe puta, sei que para entrar na piscina, primeiro tenho que me descalçar.

Voar, talvez seja um dos maiores feitos da engenharia humana.

[photo by Kraak @ James Joyce Centre, Dublin (IE), 6 Abr '08]

2008/04/04

Stella Polaris

Num livro que não foi escrito, talvez eu não tenha existido. A impressão daquilo que é estranho é tão claro como a Terra girar sobre o seu próprio eixo. O peso da ausência actua como as estrelas que parece girarem à volta da Estrela Polar. Constelações e brilhos à parte, porque as ursas actuam como os sinais matemáticos de desigualdades: maior, menor, mas nunca igual, há que dar o sentido estrito aos pontos que coincidem com a projecção da Terra.

Nas minhas rotas marítimas, deixo-me guiar pela Cynosura. Em terra continuo a guiar-me por ela, já que o eixo da Terra aponta sempre para a Stella Polaris.

[photo by Kraak @ Estação de Entrecampos (ML), Lisboa, 3 Abr '08]