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2008/03/24

A Peixona Servida ao Jantar


Eu não estou a dormir, embora a noite já vá há algum tempo. Enquanto os gatos antes enroscados com o frio hoje se lavam, nem eles sabem que há raposas que fitam cada um dos seus gestos e que acompanham cada um dos pneus do meu carro que entretanto se furam.

Só que os gatos mais velhos, por serem mais velhos e por já terem mudado muitos pneus, ladram como os cães e sabem farejar de forma sábia como alcançar a sua subsistência.

De facto, neste momento a importância dos acontecimentos são algo relativas e as futilidades patrocinadas pela insanidade descrita num qualquer manual DIY através de uma receita descrita na página #72 não interessam, embora moam. É nessa picadora 123 que o gato mais velho te vai jantar.

Só um bocado de sangue já não me excita.

2008/03/22

A Cassete Pirata


Ao meu colo uma caixinha com amoras, destas à venda num hipermercado inspeccionado ou não pela ASAE. Lentamente com a minha mão tocava os pequenos frutos pela sua verdadeira cor. O movimento leva-as até a minha boca, até ao meu paladar, sinto-as por dentro e por fora, como quem sente o peso e o sabor de quem há muito despertou.

Bitx, já que és uma pseudo-baga, queres ir comigo apanhar amoras silvestres? Eu levo um garfo, just in case, para te ajudar.

2008/03/14

A Place to Bury Bitches

... aguarda por ti. Como aquelas pedras de gelo que deslizam no curling. Não sei se és a pedra, se o gelo, se a pista, se a vassourinha ou se o alvo.

Fazer a Barba do Corpo

Não tenho perguntas. Tenho respostas.
Tenho sonhos. Não tenho pesadelos.

À medida que desperto, o relógio insiste em avançar. Manda-me alertas. Como se a minha cama estivesse em fogo, levanto-me com um encontro marcado com a manhã.

Lavo o rosto da matéria que habitou a noite. Atravesso a banheira como se precisasse limpar os versos embebidos na minha pele. O sabonete arde. O shampoo queima. A água ferve.

Como se tivesse feito a barba ao meu corpo. De forma cadenciada.

2008/03/10

Fotografar a Dor de Cabeça


Influenciado ou não pela noite de sábado para domingo, ontem e hoje passei o dia a pensar nesta música. Este diabo não me saía da cabeça. Que saudades!

Na realidade, eu hoje queria escrever outro post. Mas acho que ainda não me sinto preparado para tal, porque na realidade não sei como o vou escrever.


Olha, até lá, vou tentar fotografar a dor de cabeça. Alguma sugestão? Eu desde já, deixo a sugestão para recordar "Headache" de Frank Black, do álbum 'Teenage of the Year', de 1994. Uma delícia, era pós-Pixies! :)






2008/01/03

Podo a Minha Rede Neuronal


Hoje, mais que ontem, podo a minha árvore de decisão.

De forma natural, há braços que caem por si. De forma artificial, elimino ramificações da minha rede neuronal porque estas em nada contribuem para uma optimização da minha vida.

Assim, a mesma árvore ganha uma nova forma. Favoreço o seu crescimento com galhos que nem sempre são preenchidos de azul, mas cujas tonalidades são sempre iluminadas.

É como se acendesse o meu cérebro.