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2008/04/04

Stella Polaris

Num livro que não foi escrito, talvez eu não tenha existido. A impressão daquilo que é estranho é tão claro como a Terra girar sobre o seu próprio eixo. O peso da ausência actua como as estrelas que parece girarem à volta da Estrela Polar. Constelações e brilhos à parte, porque as ursas actuam como os sinais matemáticos de desigualdades: maior, menor, mas nunca igual, há que dar o sentido estrito aos pontos que coincidem com a projecção da Terra.

Nas minhas rotas marítimas, deixo-me guiar pela Cynosura. Em terra continuo a guiar-me por ela, já que o eixo da Terra aponta sempre para a Stella Polaris.

[photo by Kraak @ Estação de Entrecampos (ML), Lisboa, 3 Abr '08]

2008/04/03

April Sun


Não era "Roscoe". Não era "Neighborhood #1 (Tunnels)". Não era "Mr. November". Não era. Não era. Não era. Não era. Não era. Não era. Não era...

De cada um dos lados da multidão, os olhares cruzaram-se, o espanto chegou-me aos ouvidos como a surpresa em forma de expressão real, mesmo que com a minha voz abafada.

Se eu pensava que só a vida nos feria, apercebi-me que também a música, de certa forma, o pode fazer. Se duas flautas (ou pelo menos uma delas) procura(m) a absolvição do tempo, repõe-se a música do princípio - contador do tempo = 00:00 - e, entre portas que se abriam e fechavam, fiquei sem adivinhar em que estação iria descer. 4 minutos e 21 segundos depois, a força e a doçura da música permitiram-me sair na estação habitual.

Não me roubem esta canção. E tu, que música ouves?


2008/03/03

O Meu iPOD Alimentado Pela Energia do 3º Carril


Ou eu cheguei tarde ou partiste demasiadamente cedo. Snowden nos ouvidos, a correr uma qualquer playlist criada. No cais onde estava sobraram algumas identidades com ou sem documento e que traziam muita ou pouca cidadania. Do lado do teu cais, apareceu o comboio que trazia "Rato" como destino. Aí nada sobrou. Levaram os corpos, levaram o frenesim, levaram o tumulto. Ficou um sorriso, embora não valesse a pena esperar muito por algo que pudesse vir de tão perto, mesmo com a certeza de não saber para onde ir com as portas da carruagem fechadas.

Como ninguém escuta a minha voz, nem eu próprio, o meu iPOD continua a debitar músicas para não ouvir a razão do murmúrio presente nos olhos do comboio com destino "Campo Grande".

O Metropolitano de Lisboa ajuda-me a pensar naquilo que a minha voz abafa.

2005/12/11

Arquivo Recuperado: Prolongamento da Linha Azul-ML


A chamada Linha da Gaivota, mais conhecida como Linha Azul (desde Baixa-Chiado a Amadora-Este) da Rede de Metropolitano de Lisboa (ML) será prolongada à Reboleira, prevendo-se o início das obras para 2007, devendo estar concluída em 2009. O prolongamento da Linha é bem-vindo e já deveria ter sido feito na altura da inauguração do troço Pontinha/Amadora-Este, pois serve uma das freguesias mais povoadas da área de Lisboa, fazendo uma perfeita plataforma de correspondências com a CP na estação de Reboleira da Linha de Sintra, hoje afastadas de cerca de 800 m.