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2009/02/16

Jogo de Setas, #1

Não tenho escrito/cantado nada de especial ultimamente. Ando numa fase muito introspectiva e decidi aqui abrir uma rubrica, idiota é certo, "Jogo de Setas", para tentar fazer perceber, através da música, que o rock não se alcança de forma pouco convicta. Como dizia para trás, algures no tempo e neste mesmo endereço URL, só que com outro nome, "you can't hold the hand of a rock and roll man".

E aí vai a primeira seta...

Sinceramente, acho que já deverias ter percebido que não tenho paciência para filmes de merda, muito menos para a tua presença. Pareces sair de uma performance amadora do Grupo Folclórico da Rinchoa. Parte uma caneca e atira-te para cima dos cacos porque andas a perder muito tempo comigo.

Esta música não é tua, mas é para veres se te desvias.



Video Credits: robertellsworth @ youtube.com

Losin' Time, pelos Wooden Shjips
:-:-: Wooden Shjips, via Kraak FM <'+++<

2008/06/08

A Nova Língua que nos Impingem

"Banco é caixa" e a canadiana Feist de há uns tempos para cá, passou a ser canadense, nos spots promocionais da Rádio Radar.

2007/03/30

Como é que eles vêem? Carro, comboio ou avião?


Já tinha ficado semi-chocado com alguns outdoors e/ou promoção de determinados eventos com a grafia de algumas palavras. Já tinha inclusive lido por esta web fora algumas críticas. Mas, ok, na altura acabou-se por desculpar, uma vez que eram cenas feitas na China ou traduções mal-paridas entre a língua castelhana e a língua portuguesa.

Agora, não me venham pedir para não denunciar esta aberração vergonhosa: então a Organização do Estoril Open de Ténis promove o evento desta forma??? Os gigantes do ténis vêem aí? O que será que eles vêem desse lado?? Por amor da santa, senhores. Que burrice pegada.

Sim, os gigantes vêem como é que os membros do marketing da organização do evento os promovem. Não sabemos é se depois de tamanho disparate eles vêm a Portugal.

[photo by Kraak/Peixinho @ Av. 5 de Outubro, Lisboa, 30 Mar '07]

2007/01/12

Coisar o Coiso


Já há muito tempo que a "Palavra" é algo muito importante para mim. Transmito este meu conceito a muita gente e por diversas vezes expressei-o ao longo deste blog. O que é um facto é que as palavras são muitas vezes traiçoeiras e se escritas de determinadas formas, podem levar a mal-entendidos estranhos.

Hoje à noite, vivi de um prego. Não me apetecia comer mais nada. Numa pastelaria aqui ao pé de casa foi onde se deu o repasto. Ao comer, observava a conversa entre a filha da dona da pastelaria (mais à frente mencionada como "Geba") e uma cliente (mais à frente mencionada como "Falsa Beta"). Não que estivesse a controlar a conversa, mas como havia pouca gente por ali, estava entretido com alguma coisa assim, ao longe.

A conversa supostamente seria sobre "tirar a carta (de condução)". Ao que percebi, Geba anda a preparar-se para fazer exame de condução, estuda na faculdade (pelo que depreendi a estudar Biologia), expressa-se muito mal e é feia. Falsa Beta é médica e parece ter 2 filhos. Estavam as duas numa dialéctica interessantíssima sobre "como conduzir um carro", "eu assim, eu assado", "fiz banco e bateram-me", "como estacionar à esquerda", blá-blá-blá, até que a conversa chegou à expressão "coisar o coiso".

- "Coisar o coiso"? pensava eu enquanto mordia uma tira de bacon. "Esta miúda é mesmo geba. Quando era mais nova já era uma canhona, nem parece ser filha dos pais que tem."

"Coisar o coiso" significava, nesse contexto, "baixar o espelho". Falsa Beta riu-se, pagou e andou. Geba de seguida começou a chatear o empregado brasileiro a perguntar porquê diz ele "abaixar" em vez de "baixar". Eu entretanto já estava com vontade de vomitar o prego.

Agora ando eu cá em frente a este coiso a tentar que este post saia uma coisa de jeito, mas ao mesmo tempo a pensar na Mecânica das Palavras. Geba deveria mudar para o curso de Física.