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2008/06/07

Os Frangos da Capoeira


Acho piada à revolta de alguns círculos nacionais no que respeita à actuação da ASAE. Quando é para deitar abaixo os restaurantes chineses ou quaisquer outros estabelecimentos que não seguem uma determinada linha social, está tudo bem, toda a gente concorda. Quando a fiscalização da ASAE se mete com alguns protegidos nacionais, entra tudo em polémica a dizer que a ASAE está a exagerar.

Cultura tradicional sim, mas com a devida higiene e qualidade, certo? Ou estou errado?

Esta semana, por casualidade, apanhei a brigada de trânsito TODAS as noites a caminho de casa. Se fazem controlo, dizem mal. Se não fazem, é porque isto é tudo uma merda.

Francamente, não há pachorra.

2008/05/10

Kafka à Beira-Mar




levanto-me. vou à janela de trás. respiro. de pé permaneço. olho para as minhas mãos. uma força impressionante leva-me até ao meu disco externo. aqui revejo algumas fotografias. depois desta imagem, ficam aqui mais estas duas.

nada a fazer. as células do corpo renovam-se todos os meses. depois de publicar isto, voltarei novamente a olhar para as minhas mãos.

[photos by Kraak @ Praga (CZ), 26 Abr '08 e @ Porto Santo, 30 Abr '05]

2008/03/24

Pinga ao Público!


Pings ao Jornal Público! Finalmente!

Graças ao Twingly, o Jornal Público passou a disponibilizar a partir de hoje uma ligação directa entre as notícias nele publicadas e o que se escreve na blogosfera sobre o mesmo assunto.

A notícia aqui.

2008/01/22

A Importância do Nome de Família

O que seria da raça humana se as pessoas tivessem apelidos de raças de cães?
- Bom dia, diga-me o seu nome.
- Rita Caniche.
- Muito prazer, chamo-me João Labrador.
- Que engraçado, no liceu tinha um colega com esse apelido.
- Em que liceu andou? Eu andei no Filipa Basset.
- Ah! Eu também! Andei desde 1979 a 1982.
- Que coincidência! Também eu! Espera... não me digas que tu és a Rita, a amiga da Joana Pitbull?
- Sim! Que giro. Tu davas-te com o Zé Boxer e com o Tózinho Terrier, não era?

2007/10/06

IgNobel Prize '07

... e na sequência do post anterior, foi ontem realizada mais uma cerimónia de entrega do IgNobel Prize, um prémio dedicado àqueles que pretendem fazer rir alguns dos mais respeitados cientistas e investigadores mundiais, na esperança que um belo dia aquilo que estudaram possa ser efectivamente utilizado. Nonsense ou não, alguns dos prémios de 2007 ficaram assim distribuídos:

IgNobel da Economia - atribuído a um investigador de Taiwan por patentear um dispositivo que atira, em tempo real, redes aos ladrões;
IgNobel da Biologia - atribuído a uma investigadora holandesa por começar a fazer um inventário sobre todos os bichos (ácaros, insectos, bactérias, pseudo-escorpiões, ...) que habitam nas nossas camas;
IgNobel da Paz - atribuído a um laboratório norte-americano pelo desenvolvimento da "Bomba Gay", ou seja, aquela que provoca comportamentos homossexuais nas pessoas provocando que em tropas inimigas os soldados se sintam mutuamente atribuídos pelos outros;
IgNobel da Química - atribuído a um norte-americano de origem japonesa por ter descoberto que a vanilina (aroma da baunilha) pode ser extraída através de estrume de vaca;
IgNobel da Linguística - atribuído a três espanhóis por terem percebido que os ratos às vezes não distinguem quando um japones ou um holandês estão a falar de trás para a frente.

Insólito?
Real.

2007/09/17

Gdansk Fetiche




O mais surpreendente é como uma cidade agarra o seu passado e faz dele o seu dinâmico presente.

Tendo a sua existência desde o século VII através de uma colónia de pescadores, rapidamente ganhou importância devido ŕ sua estratégica posiçăo geográfica.

O que năo surpreende é como a cidade foi várias vezes saqueada e passada de măos em măos, desde a sua pertença polaca, como território prussiano, como cidade livre, como parte do Império Alemăo por duas vezes e finalmente, desde o fim da 2Ş Guerra Mundial, voltou a ser polaca.

Gdańsk, a cidade onde o império comunista começou a entrar em ruína, desde a greve geral ocorrida em Ago '80, liderada pelo famoso Sindicato Solidarność (Solidariedade) onde ŕ cabeça estava o conhecido Lech Walesa.

2007/08/16

O Cenário da Despedida


Ao escrever aqui sobre o último trabalho dos Two Gallants, o EP 'The Scenery of Farewell', só me vinha à cabeça uma situação que gostaria de ter ontem gritado para este blog.

Se calhar a idade já me permite ser directo em determinados assuntos ou não acreditar em certas coisas. Bem, na realidade nunca acreditei muito nas propostas de separação conjugal quando um dos componentes do par diz para "darmos um tempo". Pá, sorry, mas isto não existe. As razões invocadas podem ser todas válidas de ambos os lados (ou apenas do que quer "tempo para pensar"), mas sinceramente, acho que há coisas que não têm volta, pelo menos (quase que) imediata.

Custa-me muito ver pessoas a sofrerem pelo egoísmo de outras. Para quem "perde" é como realmente passar o tempo a contar as horas pelas colheres de café que se ingere.

Pela ilusão de alguns, pela delicadeza de outros, perdem-se vidas. Encontram-se desencontros inferindo que tiveram a vida errada no local errado.

E assim, tu princesa, que nunca foste dançarina, começarás atada, a bailar na prisão do rei.

2007/08/09

Sou Um Fóssil-Preciso Férias


Se a minha cabeça pisca é porque vejo lágrimas intermitentes nos teus olhos.

Morro assim.

Aprendi que quando cai o amarelo, é necessário abrandar. Se passo pelo semáforo com amarelo intermitente, ajo com precaução e por vezes, com menos canção. Busco a face mas não a encontro.
Gravito. Choro. Falta-me. Coço as pulgas da minha pele.

Trituro-me com os dentes.


Desespero-me quando vejo tal alarme: como se houvesse bombas a fazerem tik-tik na minha cabeça, faltando apenas 60 segundos para a explosão. Neste escritório caótico não sei do telecomando para a desactivar. Parece que tenho um nó no cérebro e continuo a assistir a um episódio do 24.

Para além de , resta-me o cheiro do oceano para que, à deriva, passe pelo semáforo a verde e siga este barco com as minhas escamas a brilhar. Isto dá-me ainda mais anos de vida.


Se fosse um fóssil, precisava de um estomatologista. Se não fosse, precisava de férias.

Como é que dizia aquela rapaziada? "The Skin of My Yellow Country Teeth"?

2007/06/24

O Dorsal no Lisboa Bike Tour


Hoje eu e mais 11000 pessoas participaram no 2º Lisboa Bike Tour e a experiência foi bastante positiva. Lá percorri os 18 km do passeio pela Ponte Vasco da Gama até chegar à meta no Parque das Nações, em frente à estação de Lisboa-Oriente.

Houve de tudo um pouco. Malta que caía, malta em perfeito desequilíbrio, malta que fazia a festa sozinha, malta que esperava uma sardinhada no fim do percurso, mas sobretudo o que mais me surpreendeu foi ver malta que não sabe a definição do termo 'dorsal' e daí rapidamente inferir que não sabem praticamente o que é uma bicicleta, infelizmente.

O kit obrigatório de participação no tour constava de um capacete e do respectivo dorsal com o nome da pessoa o qual deveria estar situado NAS COSTAS de cada um porque normalmente quando se anda de bicicleta, olha-se para a frente e não para trás.

O que as pessoas gostavam era de usar o dorsal como uma espécie de crachá com o nome de cada um, como se aquilo se tratasse de um seminário/congresso para serem facilmente reconhecidos na altura do coffee break.

Tira aí os livros da caixa e 'bora cantar karaoke.

2006/09/05

O Meu Não Se Gasta


Como uma daquelas linhas directas, uma síntese clara e rápida feita por esta menina: "É para ti. Não te ofereci nada no teu aniversário."

Há muita gente que se cruza, gente esta vinda de vários mundos, com várias roupas diferentes e com culturas diversas. Mas o que importa é que o recitador entoa a veêmencia nua da palavra. [Adaptado de "Tripoli 76" in "O Nome das Coisas" de Andresen, Sophia de Mello Breyner]

Obrigado pelo presente. Espero nunca vir a deixar de falar por palavras e por gestos. (pág. #23, linha #5)