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2007/09/10

Magritte, Miró, Dali, Picasso, Lorca, ... e Kraak Oblíquo



Quem não fica rendido por esta beleza escondida nos laços das ruas decompostas em travessas, monte acima, imóveis como o silêncio, nunca um artista poderá ser.

Vir até aqui é como anunciar ao mundo que apesar de eu não ter nome, tenho a garantia que o meu horizonte ainda está recheado de palavras. Mesmo que o veja de forma oblíqua.

[photo by Kraak/Peixinho @ Cadaquès (ES), 6 Set '07.]

2006/02/23

Arlequim


Com a aproximação do Carnaval, evento este que não ligo absolutamente nada, sobretudo após a massificada abrasileiração que nos impingem neste rectângulo europeu onde vivemos, fico a imaginar a quantidade de pessoas que poderiam sair à rua mascaradas de Arlequim, imaginando tempos passados com os nossos saltimbancos de hoje.

Uma espécie de contradição existente entre aquilo que as pessoas querem ser e aquilo que elas realmente são. Tal como o Arlequim e as suas metamorfoses, a contradição resume-se na ambivalência de carácter. Ao mesmo tempo dançarino e guerreiro. Sedutor, mas violador. Moderno, porém pensa de uma forma selvagem e primitiva.

Esta imagem, original de Pablo Picasso, penso que quer mesmo ter esse significado. E hoje em dia, não falta quem rebaixa os vencidos mas que depois se preocupa com a sua aparência (narcisista). Não, isso não é nada comigo.

Não. Eu não pertenço ao exército dos mortos nem dos fantasmas. O que o Carnaval faz é recuperar estas lendas arcaicas na tentativa de as extrapolar para os nossos dias. Com máscaras.

Estou inconsciente, mas atento.