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2008/06/24

Mitos Urbanos + D'Age + Malcolm Middleton


No próximo dia 26 Jun '08, pelas 22hs, no Santiago Alquimista, o amigo Ant irá lançar, antes do seu concerto (D'Age) e o do Malcolm Middleton, o seu livro "Mitos Urbanos... Ou Assim...", apresentado pela amiga Isabel Mendes Ferreira. Três óptimas propostas para o serão da próxima 5ª feira. Apareçam! :)

Mais informações via MySpace ou pelo blog da Undergrave Productions.

2008/06/18

O Fetiche do Dia 18 Jun, Parte #3


Descobri alegremente hoje que o NOVO livro do meu querido e saudoso amigo Xavier Queipo, "Dragona", já foi publicado em Portugal pela Deriva Editores. Mais informações sobre o livro podem ser lidas via blog do António Luís Catarino, Deriva das Palavras.

Mais uma excelente notícia a chegar no dia 18/6! :)))

[image credits: Deriva das Palavras]

2006/08/13

As Beatas no Cinzeiro Sabem a Mentol


Há tempos comprei um livro chamado "Is it just me or is everthing a shit?" o qual li praticamente metade quando regressava há 2 meses de Londres. O livro é curioso, não é que seja uma grande literatura, mas serviu para encarar algumas realidades (hilariantes) da sociedade britânica. Ultimamente tenho andado a pensar no livro... especialmente no seu título, porque acho que seria capaz de escrever 5 volumes sobre a sociedade lusa.

Na realidade estes dias que estive por casa serviu para concluir que ando um pouco farto de determinadas pessoas. Parece foleiro dizer isto, mas é que não há mesmo pachorrinha para a gentinha com que um gajo tem que cruzar todos os dias, senão vejamos:

- o movimento rodoviário em Lisboa e arredores, apesar de reduzido, tem estado uma perfeita LOUCURA! Nunca vi tal coisa. Conduzem como anormais e depois ocorrem acidentes desnecessários... desde uma gaja parada em pleno IC19 (faixa central) porque ficou nervosa com um furo e não sabia o que fazer e pumba! este levou com um carro pelas costas;
- este também parado ao sinal (vermelho) leva com um camião;
- as pessoas que andam na rua parece que andam a conduzir os bois e as mulas na terra;
- a minha vizinha interrompe o meu descanso duas vezes para me apresentar o neto com 5 meses. FUCK! Quero lá saber do seu neto!
- a pirosa do 3º andar deu-se ao trabalho de descer 3 andares e vir bater o tapete da sala... na varanda da vizinha do R/C (esta não deu conta);
- o puto gypsy que mora aqui ao pé teve o descaramento de me dizer que o cão não pode fazer cócó na rua a menos que eu limpasse "a merda que ele fazia" (HAHAHA!). Eu perguntei-lhe o que fazia eu de saco e toalhetes na mão... se seria para limpar a trampa que eles mandam da janela para a rua, desde fraldas, comida, vidros e pensos higiénicos;
- o insuportável do monga que mora ao pé do prédio dos meus pais tropeçou no Golfinho (cão dos daddys), quando este estava preso e de trela. O cota foi ao papel e disse que a culpa era do cão e que a minha mãe tinha que lhe pagar uma dentadura nova...;
- há uma imbecil que mora aqui ao pé que praticamente todos os dias a vejo chegar de carro à noite (normalmente estou na rua com o cão). A tipa é completamente DOIDA! Há dias até estive a observar de surra a quantidade de vezes que ela fecha e abre o carro, num vai e volta alucinante, para ver se está tudo OK com a sua latinha, tipo a confirmar se o carro está MESMO fechado;
- outra monga que mora aqui ao pé stressa bué porque não quer que eu passeie o cão ao pé dos gatos vadios que ELA alimenta. É ou não é para embirrar? Quando ela vê que o cão anda sempre preso e quando ela sabe que o cão já nada vê...;
- o brasuca ali do prédio de ladeiros andava ontem às 2 da manhã em cuecas a falar ao telemóvel à porta do prédio...;
- outros brasucas aqui do morro há dias traziam uma gigantesca extensão que partia do 3º andar do apartamento onde se escondem e que passava por dentro da amoreira e culminava no aspirador que tratava de limpar o carro;
- a coitada da mulher do administrador do prédio insiste em chamar o meu cão de "Black" quando há pelo menos 12 anos que ela sabe que o seu nome é "Brac". Não vale a pena...;
- ... e os blogs? Deve ser do verão... por favor! Não é à toa que cada vez que percorro a lista dos links, há sempre um que vai ao ar. ARGH!

Há mais uma data de coisas que eu nem me atrevo a citar... Isto tudo parece um cheiro a perfume de doninha... Se essa malta observasse o que lhes sai da boca e da mente, duvido que os seus olhos estariam acima disso.

Preciso férias e adaptar-me a esta vida moderna.

2006/07/19

Morto Com defeito


... e num misto de raiva e amor, solidão e alegria, sentimentos estes que todos nós, em vários momentos ao longo da nossa vida, possuímos, há que saber passar dos nossos momentos ditos fechados, para uma exposição a uma vida mais conectada, porque na realidade, só vivemos uma única vez (será?).

Dirigido em especial aos meus conterrâneos nortenhos, fica o convite para o lançamento do novo livro de Vítor Pinto Basto, "Morto com defeito", amanhã, dia 20 Jul '06, pelas 21h30, no D. Tonho, Cais da Ribeira, na cidade do Porto.


O autor, jornalista no "Jornal de Notícias" e tendo passado por outros jornais de relevância nacional, escreveu "O Segredo de Ana Caio" ('96) e publicou no ano passado, "Gente que dói", uma literatura real para quem vive o conflito no País Basco.

Image Credits: Deriva Editores.

2006/03/21

De Xavier Nguyen para Xavier


No dia internacional da poesia, e uma vez mais presenteado via CTT, após um estafante dia e numa atribulada chegada a casa, dedico esta posta de paixaum >+++'> ao fabuloso escritor galego Xavier Queipo o qual viu recentemente editado em Portugal, pela Editora Deriva, mais um dos seus trabalhos, agora em língua portuguesa, "Os Ciclos do Bambu".

"Chegou a primavera,

Os grous prateados
Sustêm o seu canto"

Xavier, acredita que antes do verão, voltarei aqui para te homenagear :) e falar deste teu livro que ainda hoje vou começar a leitura.

Um obrigado também a ti, Skamiaken, pelo envio do livro e por toda a atenção dispensada. O presente em destaque foi possível graças a ti :)

2006/02/25

Iniciativa


A partir de 8 Mar '06, a Livraria Almedina do Atrium Saldanha, Lisboa, vai promover a chamada "Comunidade dos Leitores", orientada pela escritora e jornalista Filipa Melo. Serão admitidas entre 15 a 20 pessoas nessa "Comunidade", mas qualquer um poderá assistir às sessões que serão nas primeiras e últimas quartas-feiras de cada mês. O objectivo será partilhar a experiência de leitura de um livro de ficção portuguesa contemporânea e analisar e discutir a experiência de vida de cada um.
    Para já, os livros e os autores convidados são "Baía dos Tigres" (Pedro Rosa Mendes), "O Vento Assobiando nas Gruas" (Lídia Jorge) e "O Profeta do Castigo Divino" (Pedro Almeida Vieira).
      No fim de cada mês estará presente o autor português em destaque nesse mês o qual intervirá também na qualidade de leitor de 3 obras por ele sugeridas. No caso, dia 29 Mar '06, estará presente Pedro Rosa Mendes para falar de "O Céu Que nos Protege" (Paul Bowles), "Exterminem Todas as Bestas" (Sven Lindqvist) e "Coração das Trevas" (Joseph Conrad).
        Mais informações poderão ser eventualmente encontradas aqui ou neste blogue.

        [in Público, Mil Folhas, 2006.02.25]

        2005/07/30

        Crecían En Mi Como Escorpiones

        "El baño me sentó como un bálsamo, tanto que después de sentarme sobre la cama - una colcha terriblemente hortera, de dorados sobre púrpura, falso remendo de lujos asiáticos y referencia imprecisa a los fumaderos de opio tantas veces soñados - debí quedarme dormido inmediatamente, pues no recuerdo absolutamente nada hasta que me despertó el teléfono."

        by Xavier Queipo in "El Trópico"
        (Deixem-me compartilhar estes momentos cambojanos convosco)

        2005/07/11

        Xavier Queipo



        Foi com uma alegre surpresa que neste último sábado li um e-mail enviado pelo autor deste maravilhoso livro. É a maravilha dos "searchs" que nos permitem por vezes descobrir algo que não esperávamos. Ao fazer uma pesquisa por "Borders of Salt" eis que Xavier Queipo chegou a este simples blog e reparou que um dos meus livros favoritos era precisamente o exposto.

        Xavier Queipo é biólogo, médico e galego. Três qualidades que tocam nas minhas fronteiras, não as de sal, mas sim as territoriais e as familiares. Tem uma escrita fabulosa cuja fronteira não é fixada por cancelas, barreiras e alfândegas, mas sim por todo um espaço N-dimensional que invade com grãos de areia os poros de uma inocência feita para ser perdida.

        Tem publicado vários títulos, entre os quais: "Ártico e Outros Mares" ('90), "Ringside" ('93), "Diários Dun Nómada" ('93), "Contornos" ('94), "O Xardín Das Ideias Circulares" ('96), "O Paso Do Noroeste" ('96), "Mundiños" ('97), "Manual de Instruccións" ('99), "Malária Sentimental" ('99), "Papaventos" ('01) e "O Ladron De Esperma" ('02).

        Recentemente também como colaborador da Revista SÍTIO a qual também já teve direito a post.

        O livro foi editado em Portugal pela Deriva Editores em Junho '03 e já foi citado neste blog através do post "Mar Adentro".

        "Let me act as travellers coming back. Let me cry for a while, as poor boy with his broken heart. Let me feel deeply strong surrounded by the weakness of the tortured nature."

        Como tens razão, Xavier... Deixo-te aqui um presente. O presente que procuravas. O presente que já existe há muito tempo na minha vida. Mesmo antes das palavras se transformarem em música. O presente que também já teve direito a post.

        Aqui está o presente ("Borders of Salt", by Dan Ar Braz, do álbum "Héritage des Celtes", 1994) para o Xavier Queipo.

        Obrigado por existires, Xavier.

        2005/04/21

        Por Detrás da Máscara

        Um dos livros de Pedro Paixão que ainda não li tem o nome "Cala a minha boca com a tua". Hoje, a seguir ao almoço, dei uma vista d'olhos pelo respectivo. Um dos contos do livro tem o título deste post. Neste blog alguma coisa já se afirmou, comentou e rimou sobre "Magia".

        Voltemos novamente ao tema, pois o parágrafo seguinte obrigou-me a uma pausa.

        "Toda a gente sabe que a arte é uma forma de magia. O que ninguém sabe é o que é a magia. Torna presente o que está ausente, sem que se saiba como. Acontecem coisas sem que se compreenda por que acontecem e, precisamente, o que menos interessa é saber ou compreender. Fascina e arrepia. Eu andei a brincar com coisas que não devia. Percebi tarde que as consequências do que fazia fugiam por completo ao meu controlo, que a partir de certa altura, bem cedo, não era eu que jogava, era eu o jogado."

        Paixão, Pedro in "Cala a minha boca com a tua", Edições Cotovia 2002

        Alguém comenta?

        2005/03/15

        Fui

        eu que quis vir até aqui, decidi, não me arrependo. O que tem de maravilhoso tem de assustador, equilibradamente. Mostra e expõe os dois lados da vida para quem os quer ver. Nada do que é humano está decidido, esteve alguma vez decidido, é um enigma, um futuro. Lembro-me uma última vez de coisas que vou esquecer, que preciso esquecer para continuar. Outras ficarão guardadas no meu sangue.

        (Paixão, Pedro in "PortoKyoto")

        2005/03/05

        A Incógnita

        A equação, na página do seu caderno de apontamentos, começou a abrir uma cauda muito larga, manchada de olhos e de estrelas como a de um pavão; e depois, quando os olhos e as estrelas dos expoentes foram eliminados, começou a dobrar-se lentamente. Os expoentes que apareciam e desapareciam eram os olhos que se abrem e voltam a fechar; os olhos que se abriam e fechavam eram as estrelas que nasciam e se apagavam. O vasto ciclo de rutilante vida atraía o seu espírito exausto era para o seu limite exterior ora para o seu núcleo interno; uma música distante acompanhava-o para dentro e para fora. Mas qual música? As estrelas começaram a fragmentar-se e uma nuvem fria de poeira de astros caiu através do espaço.

        A luz opaca caía debilmente sobre a página onde uma ou outra equação começava a desdobrar-se vagarosamente, com a cauda cada vez mais ampla. Era a sua própria alma a caminho da experiência, desdobrando-se pecado após pecado, alargando o sinal de perigo das suas estrelas ardentes, dobrando-se depois sobre ela própria, enlanguescendo devagar, extinguindo as suas próprias luzes e as suas chamas.

        [ Joyce, James in "Retrato do artista quando jovem" (Título Original: "A portrait of the artist as a young man", '64) ]

        Extinguiram-se?

        2005/03/03

        ASTURIAS (La Noche Celta)

        Composición de Ramón Prada que sigue llibremente l’argumentu de la novela del mesmu títulu del escritor Juan Noriega. Escrita pa instrumentos clásicos y populares (gaita, flauta de madera, guitarra acústica, zanfona, bouzouky, percusiones) y col tresfondu argumental de les guerres de los pueblos prerromanos del territoriu astur contra Roma (sieglu I enantes de Cristo), Ramón Prada ye a construir una obra ente lo épico y lo llírico qu’anicia n’Asturies un nuevu estilu de composición que naide nun esplorara hasta agora, el de la sinfonía celta. Ésta ye la versión d’estudiu, cola participación de prestixosos músicos folk asturianos.
        (Original em dialecto Asturiano)

        2005/03/02

        O Maquinista e a Estação

        Finalmente, quando a oposição interior cresceu, formando uma tensão insuportável, teve uma ideia feliz: decidiu introduzir uma espécie de liberdade na escolha da meta, estabelecendo os pontos limite. Graças a isso, o conceito de estação, perdendo muito da sua clareza, passava a ser algo evasivo, algo só esboçado levemente e de forma elástica. Esta possibilidade de transpor os limites, garantindo uma total liberdade de movimentos, não constrangia o travão. Os pontos de paragem, tendo ganho um carácter arbitrário, transformaram a palavra estação num termo indeterminado, livre, quase fictício, que já não era forçoso respeitar; resumindo, a estação compreendida tão amplamente, subjugada a uma livre interpretação do maquinista era agora menos perigosa, apesar de ser igualmente repugnante.

        Tratava-se portanto e sobretudo de nunca parar o comboio no lugar mais ou menos marcado pelo regulamento, mas mudar sempre um pouco, para a frente ou para trás.

        (Grabinski, S.)