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2009/01/28

You Are My Candy Brother

Ao subir mais um lanço de escadas, entrei na primeira porta que encontrei aberta. É nesse espaço silencioso que, às vezes, sinto a tua mão no meu ombro. Uma sensação única como sentir o tecto do quarto a ceder em vários sítios. Num acto contínuo a ouvir música, acordo para te deixar mais um presente. O grande hit de 1969: "Sugar Sugar".


Video Credits: suzydastar2007 @ youtube.com

Hoje voltarei a olhar as estrelas se as nuvens permitirem.

2008/01/28

A Parte do Universo Onde Eu Não Estou

És o meu irmão real, mas ao mesmo tempo já não és verdadeiro. Existes noutra dimensão e assim, todos os anos, neste dia acabo por permanecer em silêncio. Silêncio pelos gestos que fiz, muitos com certeza pela tua ausência, pelas linhas erradas que percorri, pelas frases pouco estruturadas que escrevi. Sabes, mano, cada vez mais as imagens prateadas que tinha dos invernos passam a quadros alaranjados que se movem, como se do fogo do inferno eu estivesse a falar. Apesar disso, tu ajudas-me sempre a ultrapassar essas farpas quentes que picam o meu peito, não que te inventasse na minha existência, mas pela memória de muita coisa que não tive ao teu lado.

Curiosamente, sinto-me triste por te imaginar longe deste mundo, mas ao mesmo tempo satisfeito porque alegremente estarás em parte incerta, mas longe deste mundo humano. Um dia seguramente irei ver-te à luz do dia. Durante a noite e como já aqui disse, veremos os dois juntos as estrelas, mas de cima.

Neste dia de hoje, o meu presente para ti são selos. Ofereço-te selos.
Com estrelas.

2007/01/28

1969


A minha mala estará sempre pronta para um dia ir ter contigo. Quando decidirem, nada me impedirá. Um canto trágico para mim que a cada ano, nesta data, sempre me bate à porta. Tu descansas e dormes de forma pacífica e calma. Não sei qual o tamanho do teu berço. Não sei qual a largura da tua caminha.

Ajuda-me a aprender que há vidas que não recupero. Ajuda-me a poder avistar para lá do oceano.
Ofereço-te flores. Flores garridas num universo gélido. A natureza morta é algo que nos pertence e o nosso encontro levará, certamente, algum tempo. O tempo de uma vida inteira. Da minha, neste caso. Pacificamente.

2006/12/30

Ao fundo, como uma pedra


[continuação deste post]

Um dia vais sentar-te à minha beira e respirar todo o meu amor. Nesse dia ficarás a saber algumas das minhas memórias que vi e sonhei.

Perdi alguns amores e amigos, não só pelas ruas de São Paulo, mas também por outras cidades bem mais perto de nós. Por este motivo, poderia chorar, produzir quilómetros de rios com as minhas lágrimas, mas não... já não o faço. Já lá foi.

Pelo meio, fazia a minha mala, bagagem na mão, mochila às costas, andava outros tantos quilómetros e vivia a minha própria vida. Chorava. Ia ao fundo. Emergia. Chorava.


Numa praia um coração caiu novamente e, sem ir ao chão, já no meu colo a sua pele foi restituída, o seu passo acelerado e eu choro. Choro sempre que vou ao mar. Choro por tristeza. Choro por alegria. Já não me percebo. Não sei se preciso de um quiropata, não sei se preciso de um soldado que lute por mim nesta guerra, não sei se preciso de uma saída - uma janela ou uma porta -, não sei se preciso de um advogado que processe o mundo por mim, não sei se preciso de uma pessoa que não seja eu, porque de mim já estou cansado.

Na realidade eu não pertenço a este mundo. Vôo de um penhasco e atiro-me ao mar e deixo-me afundar como uma pedra. Lá fico. A
té que já não haja mais pele nos meus ossos.

Choro.
Continuo a chorar... e ainda vou chorar muito.

Para hoje, chega-nos a música do ano, o tema #1 (em audição), cujo título fala português: "São Paulo", dos Guillemots, álbum 'Through the Window Pane', por mim eleito como sendo o 2º melhor álbum de 2006. A música é grande, mas vale a pena ouvir até ao fim.

"sometimes I could cry for miles
sometimes I could cry for miles
sometimes I could cry for miles
but I don't

sometimes I could cry ah sometimes
drop my bags and run for miles
and sometimes I could live my life
but I won't, but I won't

have you ever been thrown across the water
have you ever been thrown across the water
have you ever been thrown across the water
till there's no skin left on your bones

thrown across water
thrown across water
thrown across water
like a stone"

2006/12/23

Mano?! Love Is All neste NatAll!


[continuação deste post]


Não, eu não te conheço pelo teu primeiro nome; sei o teu nome completo, aquele que usaste por muito pouco tempo. Não, eu não te conheço pela tua fama; a tua fama não foi das melhores, mas apesar de tudo, também pouco durou, infelizmente. Longe, guardo tudo no meu cérebro: todas as imagens em que me lembro que queria fugir daquele momento de ruptura... e agora, só te encontro nos meus sonhos, nos meus sonhos de puto e de adulto, nos meus sonhos em que contigo converso e me mantenho acordado. Diz-me que és livre. Diz-me toda a verdade. Diz-me a dor que sentiste. Ao amanhecer, quando eu acordar. Com alma. A imaginar os velhos tempos que não ocorreram. Como aqui dizia, um dia vou ter contigo para sempre e iremos ver os 2 as estrelas de cima.


Hoje chegam-nos 2 temas para número #7, devido a um empate técnico entre 2 músicas fabulosas de 2006: "Sister Sneaker Sister Soul" (em audição) dos My Latest Novel, álbum 'Wolves' e "Make Out Fall Out Make Up" dos Love Is All, álbum 'Nine Times That Same Song' (clip disponível no Kraak FM <'+++<)

"I only know her first name
I only know her by her fame
It seems to hide in my brain
Get up early to sit and sip wine
Flowers say that everything will be fine
Just like all the old times"

2006/12/20

A minha Estrela


[continuação deste post]

Bem longe daqui, apanhei um barco que me levasse ainda para mais longe, longe das memórias, longe das pessoas que comigo se importavam ou se ralavam. Memórias do passado que ficaram felizmente no Passado.

Perto de um ente que longe de mim, continua a guardar-me e a guiar-me para continuar a perseguir a minha estrela, até ao fim da minha vida.

Persigo-te. Abraço-te. Seguro-te. Brilhas, iluminas e dás energia a minha vida.
Prometo-te que nunca te vou apagar.

Mano, um dia destes (não sei quando), vou ter contigo e vamos ver os 2 as estrelas de cima.

Hoje temos o tema #10: "Starlight", pelos Muse, do álbum 'Black Holes And Revelations' o qual foi por mim eleito o 18º melhor álbum de 2006.

"My life
You electrify my life
Let's conspire to re-ignite
All the souls that would die just to feel alive

But I'll never let you go
If you promised not to fade away
Never fade away

Our hopes and expectations
Black holes and revelations"

2006/01/04

Especial Mano


Para finalizar o rol de músicas de 2005, uma menção especial para o meu irmão que sempre me acompanhou e que continua ao meu lado. Especialmente hoje, fica comigo, mano.

:: Spraypaint Backalley, de Damien Dempsey (audição disponível no side-bar deste blogue).

2005/05/13

O Meu Irmão Luís

Sinto-me assim... (calma que não sou eu)


Teitur (Poetry & Aeroplanes, Universal Records 2003)

porque ontem ao ler o último post da Adryka, e num contexto
diferente do dela, mas com uma coisa em comum,
pensei muito no meu irmão. O meu irmão que,
hoje ao observar-me das estrelas,
esteve hoje comigo durante muito tempo.

Que me acompanhou no metro, que almoçou comigo, que tomou café comigo,
que presenciou uma reunião alucinante que durou toda a tarde e
que ainda está comigo. E estará para sempre.
Amanhã também viajará comigo. Permanecerá comigo. Sairá comigo.
Estará junto aos meus amigos.
Às minhas coisas.
Esta música ("Spraypaint Backalley", by Damien Dempsey, Shots, 2005)
é para ele.
[Só para ti, mano.]


(Swell, For All The Beautiful People, Beggars Banquet Records Limited, 1998)

Pelo que li hoje por alguns blogs, acho que muito boa gente anda a precisar de ouvir coisas bonitas, nem que seja, para encher o ego.
A capa deste CD é para todas as pessoas bonitas que me visitam. Que são todas.

Tot zondag.