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2009/02/16

Foda-se, Porque É Que Eu Gosto Tanto Desta Música?

Talvez porque ande pouco inspirado, mas intenso. Há 6 meses que esta música roda na minha cabeça, como se ela tivesse uma qualquer substância que me faz viajar para outro mundo, sem grande padrão de qualidade. Eu, claro.


Video Credits: brockmasterflex @ youtube.com

Language City, pelos Wolf Parade
:-:-: Wolf Parade, via Kraak FM <'+++<

2008/07/19

Re: Onde Compraste Essa Pulseira? Fw: Bang Your Drum, Dude

Não procuro por uma dança obscura onde os sentidos perdidos se transformaram em escorregadios degraus por onde caí e estalei o chão.

Mais uma série de imagens do blog Paixaum >+++'>.


2007/01/04

Kraak vs Brac


[continuação deste post]

Cada vez que olho para ti quando te espreguiças pelas tuas mantas, parece que a auto-estrada da vida cada vez mais larga se torna. Fico feliz. As estações sucedem-se pelo teu corpo, mesmo quando te recusas a ficar pela cozinha. Além da estação fria em que estamos, também aquele espaço é algo frio.

Apesar de feliz, sinto-me estranho, como se tivesse de lidar com estes reais fantasmas todas as noites. Todas as manhãs. Mesmo quando estamos na rua a passear, não tenho tempo para apreciar algumas das belezas matinais, não tenho domínio sobre o escuro da noite e o seu silêncio, não tenho oportunidade de ouvir sons que trago nos ouvidos, só penso em encontrar a minha própria respiração quando te puxo pela trela e te recusas a andar.

Sinto-me estranho. Sinto-me feliz, mas estranho. Acho que já sou um estranho para ti. Ou serás tu um estranho para mim?

Amanhã levanto-me cedo.

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Para finalizar esta ronda musical, chega-nos hoje o tema #1 de 2005 em 2006, quase que diria mesmo a música de 2006: "Same Ghost Every Night" dos Wolf Parade, álbum 'Apologies to the Queen Mary', um dos melhores álbuns de 2005.

"Constant blue
And the same ghost every night
It was strange
Constant blue
And the same ghost every night
I go walking
Just to find
My own breath, my own breath through the path
I go walking

We are raised up very high
We are raised up very high
My own breath"

2006/03/12

O Sexo e as Pastilhas do Quarto de Banho


Há coisas que ainda têm um sabor universal, embora discutível, como o sexo. Será que existe um conceito clássico do mesmo substantivo que seja actual? Penso que sim. As formas mais antigas de "mandar um pirafo" podem ter alguma contemporaneidade, tal como na música: misturar conceitos mais clássicos com peças actuais. Mesmo em locais diferentes do habitual e cliché quarto de dormir, como, por exemplo, no quarto de banho na presença de pequeninos mosaicos de uma ou várias cores, no escritório a ouvir Wolf Parade, no sofá da sala com artigos domésticos de design pelos móveis ou mesmo na dispensa no meio da barafunda dos detergentes, lixívias e panos do pó.

É bom ver o acto com várias tonalidades, sacando daí um efeito muito próprio, muito particular, sem que este passe a ser uma coisa. A máxima de Baudelaire "A religião das massas é foder" poderia ser usada com alguma subtileza:

- pá, fodam à larga mas tentem transformar isso num momento luminoso, mesmo que perverso (Lady Chaterley) e trágico (Ana Karenina).

Pode o sexo ser trágico?