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2008/05/12

A Minha Superfície Pavimentada


"I have your good clothes in the car
So cut your hair so no one knows
I have your dreams and your teeth marks
And all my fingernails are painted

I'm here to take you now

You were right about the end
It didn't make a difference
Everything I can remember
I remember wrong

How can anybody know
How they got to be this way
You must have known I'd do this someday
Break my arms around the one I love
And be forgiven by the time my lover comes
Break my arms around my love

Break my arms around the one I love
And be forgiven by the time my lover comes
Break my arms around my love

I don't have any questions
I don't think it's gonna rain
You were right about the end
It didn't make a difference

I'm here to take you now

Out among the missing sons and daughters of the SoHo riots
Out among the missing sons and daughters of the SoHo riots

I'm here to take you now

How can anybody know
how they got to be this way
You must have known I'd do this someday
Break my arms around the one I love
And be forgiven by the time my lover comes
Break my arms around my love

Break my arms around the one I love
And be forgiven by the time my lover comes
Break my arms around my love

Break my arms around the one I love"

["Daughters of the SoHo Riots", pelos The National]

[photos by Kraak @ Aula Magna, Lisboa, 11 Mai '08]

2008/04/22

Olhos Fechados. Cara Molhada.

"Come sail your ships around me
And burn your bridges down.
We make a little history baby
Every time you come around.
Come loose your dogs upon me
And let your hair hang down.
You are a little mystery to me
Every time you come around.

We talk about it all night long
We define our moral ground.
But when I crawl into your arms
Everything comes tumbling down.




Come sail your ships around me
And burn your bridges down.
We make a little history baby
Every time you come around.





Your face has fallen sad now
For you know the time is nigh
When I must remove your wings
And you, you must try to fly.

Come sail your ships around me
And burn your bridges down.
We make a little history baby
Every time you come around.
Come loose your dogs upon me
And let your hair hang down.
You are a little mystery to me
Every time you come around."

[The Ship Song, por Nick Cave & The Bad Seeds]

2008/03/17

Intervalo Mental

Renovar. Renovar. Renovar.

2007/11/08

It Should Be Me... - 2ª Parte


Esta madrugada, a caminho de casa, pensava em metáforas, correspondências, ligações, transbordos, mas sempre a deixá-los andar à minha frente. Desta forma poderia fotografá-los, poderia vê-los antecipadamente.

Até que a viatura se aproximou do mar.

O mar fixava-me, seguia-me e sussurrava aos meus ouvidos: "hey, eu sou o mar. O teu mar."

Ligeiramente afastado do mar, o seu cheiro continuava fortemente presente.

Quem me dera começasse a chover naquele momento... para voltar a provar e reter o sabor das gotas de chuva.

2005/07/11

Xavier Queipo



Foi com uma alegre surpresa que neste último sábado li um e-mail enviado pelo autor deste maravilhoso livro. É a maravilha dos "searchs" que nos permitem por vezes descobrir algo que não esperávamos. Ao fazer uma pesquisa por "Borders of Salt" eis que Xavier Queipo chegou a este simples blog e reparou que um dos meus livros favoritos era precisamente o exposto.

Xavier Queipo é biólogo, médico e galego. Três qualidades que tocam nas minhas fronteiras, não as de sal, mas sim as territoriais e as familiares. Tem uma escrita fabulosa cuja fronteira não é fixada por cancelas, barreiras e alfândegas, mas sim por todo um espaço N-dimensional que invade com grãos de areia os poros de uma inocência feita para ser perdida.

Tem publicado vários títulos, entre os quais: "Ártico e Outros Mares" ('90), "Ringside" ('93), "Diários Dun Nómada" ('93), "Contornos" ('94), "O Xardín Das Ideias Circulares" ('96), "O Paso Do Noroeste" ('96), "Mundiños" ('97), "Manual de Instruccións" ('99), "Malária Sentimental" ('99), "Papaventos" ('01) e "O Ladron De Esperma" ('02).

Recentemente também como colaborador da Revista SÍTIO a qual também já teve direito a post.

O livro foi editado em Portugal pela Deriva Editores em Junho '03 e já foi citado neste blog através do post "Mar Adentro".

"Let me act as travellers coming back. Let me cry for a while, as poor boy with his broken heart. Let me feel deeply strong surrounded by the weakness of the tortured nature."

Como tens razão, Xavier... Deixo-te aqui um presente. O presente que procuravas. O presente que já existe há muito tempo na minha vida. Mesmo antes das palavras se transformarem em música. O presente que também já teve direito a post.

Aqui está o presente ("Borders of Salt", by Dan Ar Braz, do álbum "Héritage des Celtes", 1994) para o Xavier Queipo.

Obrigado por existires, Xavier.

2005/05/04

Momentos



"Mar sonoro, mar sem fundo, mar sem fim,
A tua beleza aumenta quando estamos sós
E tão fundo intimamente a tua voz
Segue o mais secreto bailar do meu sonho,
Que momentos há em que eu suponho
Seres um milagre criado só para mim"

(Andresen, Sophia de Mello Breyner in Mar Sonoro - "Dia do Mar")

2005/03/06

MAR ADENTRO



Conseguimos respirar ao ver este filme? Sentir o momento? Perder a direcção? Como te sentes quando não podes ver o sol? Ou quando só ouves a chuva a cair? Sentidos que (quase) nunca sentimos na realidade e que de uma certa forma nos fazem sentir pressionados? Sentidos, sentimentos, vida, imagens, sorrisos, ...

Deixo-vos um pequeno texto de um dos meus livros favoritos. Para quem quiser reflectir... para todas as situações.


"Quando uma pessoa já viu um afogado, quase recém-saído da água, deitado ainda na areia ou na beira do caminho, não há muito a dizer. É sempre igual. Uma pessoa não compreende muito bem porque há gente que se afoga certos dias, quando as ondas não são muito fortes e o mar está calmo. Às vezes são situações imprevistas, cãibras numa perna ou nas duas - mais grave - uma congestão, uma angina de peito ou algo mais orgânico, mas igualmente perigoso como uma corrente marinha, o ataque de algum animal maligno, ou a impossibilidade de voltar à superfície depois de se enredar nas algas, ali onde se formam bosques ou pradarias. Outras situações pouco claras, quando o próprio afogado faz por se afogar, quando entra na água sabendo que não vai sair, que não quer sair, que vai ficar debaixo de água, estático, cego, surdo, com a boca aberta engolindo o oceano, inundado, encharcado, sem respiração, morto. O demais não importa, se é um homem ou uma mulher, se um menino ou um velho, é sempre o mesmo, o palco terrível de uma tragédia clássica."

[ Queipo, Xavier in "Bebendo o Mar" (Título Original: "Papaventos") ]

Quem me dera viver no mar...