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2009/03/18

Um Pássaro na (Minha) Estratosfera


Pouco antes do meio-dia, 27 Fev '09. Enquanto o calor abrasava ao fundo a cidade, eu no alto da montanha, tento ser sincero comigo próprio, como se me estivesse a prometer algo a mim próprio. A emoção era demasiado forte. Um pássaro olha para mim. Eu fixo o meu olhar no seu. Possivelmente intimidado começa a voar e as suas asas eram, de forma perturbadora, de cor alaranjada. A emoção foi demasiado forte. Novamente.

O telemóvel toca mas eu não ouvi. Tinha a mente ocupada assim como os meus ouvidos. Parece que tinha acabado a temporada das mentiras e seguidamente a época da amizade. E nada. Com o pássaro presente, desaparecido no horizonte.


Para ouvir:
Pussyfooting, pelos Fujiya & Miyagi
:-:-: Fujiya & Miyagi, via Kraak FM <'+++<

2008/07/02

Hoje Acaba o Quarto Minguante


Os momentos fantásticos que o meu iPOD, em modo shuffle, continua a proporcionar-me enquanto atravesso a puta da Av. da República.

"Times like this you wonder why
it's even worth your while
just count the silence
these days
until you smile.
"

["Unforgettable Season", pelos Cut Copy, do álbum "In Ghost Colours", 2008]

2008/04/30

O Silêncio Infiltra-se


Às vezes dizemos frases e damos respostas que nos saem de forma espontânea, directa, sem termos tido tempo para reflectir. E assustamo-nos. Não nos foi permitido tempo para dormir sobre o assunto e no dia a seguir, voltar a meditar sobre o tema. Não há tempos para hesitações nem para falsas humildades. O que há após isso é tempo para reflectir, aguardar de cara erguida pelos sofrimentos que se aproximam, confessar a nossa miséria por tudo o que não compreendemos.

A única referência que temos é o nosso próprio reflexo.

[photo by Kraak @ Praga (CZ), 25 Abr '08]

2008/03/20

Astros Sem Mastros


O equinócio da primavera significa o fim de mais um inverno civil. Durante a época baixa a quase familiar força estranha dos astros sem mastros permitiu que as estórias de uns fossem as histórias de outros.

Felizmente, acho que sou eu próprio quem comanda o meu veleiro.
A mastrear!

2007/11/04

Quando a Alma Dói


Nestes errantes dias, nestes falsos destinos que arranjo, nestas duras distâncias a percorrer, pensei em ti. Pensei em ti como se o meu assassinato fosse imprevisível e o improvável acontecesse. Como se construísse um balão para sobrevoar a deliciosa Roscoe pensando na vaidade de tal cidade. Cheguei e parti.

Parti e cheguei. O que me permite concluir que além de tragédia, também sou um desastre. Partiram-me como um desastre animal, um desastre humano. Chegaram-me com uma fuga. Partido, deixei-te descansar. Vivo aconchegado e a sós comigo, já sem reuniões na cave do meu cérebro, mas com um encontro com a televisão e a minha aparelhagem.


Às vezes há palavras que não conseguem sequer começar a descrever a beleza de uma música, quanto mais de uma mente como a minha. "Balloon Maker" dos Midlake, para os mais distraídos. Para os curiosos, seguir este link.

2005/12/19

Like Lovers Do


(continuação deste post)

E depois da descoberta de novas formas, quero concluir que a liberdade não é efectivamente impossível. Tremidamente, tudo começou, tudo cresceu, sem que quase nada mudasse, a não ser as nossas rotas, comandadas por uma bússola comum. E eu não quero mesmo mudar nada. Nem quereria pensar por onde começar. Embora navegar? Afastados do mundo, mas nunca sozinhos.

Hoje chega a #13 (em audição): Sail Away, dos Madrugada.

"
I just want to sail away
From it all
Freedom is impossible
This I know
I can't find it in no bedroom
or wherever it is I run and hide
And I never did find it
Be anyone's side
"


(continua)