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2008/03/24

A Peixona Servida ao Jantar


Eu não estou a dormir, embora a noite já vá há algum tempo. Enquanto os gatos antes enroscados com o frio hoje se lavam, nem eles sabem que há raposas que fitam cada um dos seus gestos e que acompanham cada um dos pneus do meu carro que entretanto se furam.

Só que os gatos mais velhos, por serem mais velhos e por já terem mudado muitos pneus, ladram como os cães e sabem farejar de forma sábia como alcançar a sua subsistência.

De facto, neste momento a importância dos acontecimentos são algo relativas e as futilidades patrocinadas pela insanidade descrita num qualquer manual DIY através de uma receita descrita na página #72 não interessam, embora moam. É nessa picadora 123 que o gato mais velho te vai jantar.

Só um bocado de sangue já não me excita.

2007/10/13

Explosões no Metro e Algures no Céu



Não tenho noção do espaço. Tento um novo sinal. Esforço-me.
Não.
Não quero.

Às vezes penso se não serei uma espécie de monstro. Como se tivesse necessidade de me identificar com a minha impressão digital no meu próprio computador.

Eu sou um ponto. Subterrâneo. Por aí, por onde circula o metropolitano.

O lamento transforma-se um real problema quando decido transportar comigo um carregamento superior de explosivos.

2007/10/10

Reclama Comigo: Hoje, Many Polish Voices



you don't see, you don't see anything
take the church, take people, take money
take cash of your position
it's just like suffocating your people now

trust in the sunshine, but
do not forget you are the son of your mother's sins
you're like a manmade lie

(we're all like a manmade lie ?)

[photo by Kraak/Peixinho @ Gdansk-Wrzeszcz (PL), 17 Set '07]

2007/06/26

Sentado à Mesa



Nesta era moderna, às vezes é necessário encontrar explicações digitais para algumas coisas. Digitais? Sim, porque o mundo analógico cheira a passado, apesar de presente.

Certamente o futuro continuará a passar pela indiferença e nunca ou quase nunca pela boa vontade de outros.
Se ora tenho sobressaltos ora tenho forças para superar certos constrangimentos. Não é fácil. Todos sabemos. Felizmente que o meu sangue ainda corre nas veias e chega ao meu cérebro, conseguindo desta forma arrastar algum lodo que seguramente por lá existe.

Irrita-me toda esta robotização humana, esta forma de máquinas prontas a despejar alguma certeza programada ou alguma incerteza disfarçada.


Não sei se li o meu horóscopo hoje.

2007/04/05

Resposta à Menstruação Masculina do PNR

Nada como decapitar, em praça pública, os loiros suspeitos que tentam impor violentamente as suas opiniões.

Gatos Fedorentos RULE! :)

2007/01/02

Caça (da) grossa


[continuação deste post]

Agora que já estamos em 2007, dão-me licença para pôr uma questão?

Será que ainda há algo mais que nos possa fazer medo? BRRR! O outro tipo, ordinário é certo, foi capturado e no último dia do ano passado foi o espectáculo que foi: em directo, via web, para quem quisesse ver e imaginar que aquelas imagens iriam salvar o ano que se findava.


A questão é que o perigo continua à espreita, à luz do dia e na calada da noite e há coisas que não conseguimos controlar. A raça humana continua a descer a um nível muito baixo e não sei onde iremos parar.

Não haverá outras formas para morrermos? O que me preocupa não é a morte do Saddam, mas sim daqueles inocentes, de sangue novo, que perderam a vida para que algumas pessoas assistissem em apoteose à morte da besta.

Cheira a marisia.

Hoje chega-nos o tema #2, de 2005 em 2006: "Upon This Tidal Wave of Young Blood", do excelente álbum début e homónimo dos Clap Your Hands Say Yeah.

"we are men who stay alive
who send your children away now
we are calling from a tower
expressing what must be
everyone's opinion
"they are going out to bars
and they are getting into cars
i have seen them with my own eyes."
'america please help them!'

they are child stars..."