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2008/04/24

Jezabel Era Puta, Pata Brava ou Spam?


A comédia de algumas vidas humanas é divina. Não faltam por aí princesas fajutas que agem como a princesa Jezabel. Sim, fajutas, porque para ser princesa é preciso ser filha de rei.

Supostamente determinadas, contemporâneas e assumidas como independentes, putas não serão, pois estas, as verdadeiras, já a própria Bíblia as citava e não seriam de todo independentes. As semi-putas, aquilo a que chamo de putas decorativas, ignoram o dinheiro da queca e trocam-no pelo valor cambial da moeda figurativa que mais valor acrescentado lhes trouxer na altura. Agem como as patas bravas que se disfarçam para alcançar os seus objectivos bicando aqui, picando acolá, mordendo além, ladrando para a vida dos outros em modo colchão-migratório.

A sociedade anda impregnada de spam sem estilo.

[photo by Mano Joca @ Dublin Writers Museum, Dublin (IE), 7 Abr '08]

2007/12/17

In the Morning I Feel I'm Digging My Heels


Como o apanha-bolas de serviço numa partida de ténis, sempre de um lado para o outro e cauteloso para não tropeçar na rede, a apanhar bolas e também a levar com elas. Felizmente não tenho talento para num jogador de ténis me tornar.

Não sei se isto é uma regra ou uma tendência previsível por factores empíricos, mas a expectoração provocada pela tosse torna a minha visão apertada, embora curiosamente o meu peito continue macio. Podem cercar-me, podem confiscar a minha fortuna, podem amordarçar-me e podem descartar-me numa qualquer noite, atirando-me do alto do castelo para o rio que serpenteia à sua volta.

Como uma espécie de Peste, avanço sem que haja helicópteros a sobrevoar o curso do rio, com salvadores equilibristas, pendurados por grandes cordas. Assim, levantem as pontes móveis e baixem as persianas para nada verem, para não serem incomodados, porque enquanto houver álcool a jorrar do barril, ninguém estará sóbrio.

Sem pílulas e pastilhas, sem bolas na algibeira, e deste modo, com menor probabilidade de me afundar antes de chegar ao mar, apenas prendo a respiração enquanto as pedras tropeçam pelo meu peito.

Penso na maior parte dos apanha-bolas que seguramente desejariam que as redes dos courts de ténis fossem cada vez mais altas.

Numa espécie de 2 em 1, o post de hoje foi inspirado em dois grandes temas de 2007: o 14º tema do Top Tracks 31-2007, "Raging in the Plague Age" (em audição no Kraak FM <'+++<), vem pelas mãos dos norte-americanos Les Savy Fav os quais possuem um dos 20 melhores álbuns de 2007, na minha opinião: "Let's Stay Friends". O outro tema não é o 13º melhor do ano, mas sim a primeira menção honrosa a destacar neste Top 31 de 2007: "The Pills Won't Help You Now", composto pelos fabulosos Midlake (os que para mim arrebataram o prémio de melhor álbum de 2006), para os The Chemical Brothers. O tema encontra-se no último álbum dos The Chemical Brothers, 'We Are the Night'.

Informações adicionais sobre os Midlake: aqui no Paixaum >+++'> ou por este link, via Kraak FM <'+++<. Informações adicionais sobre os The Chemical Brothers podem ser obtidas através deste link. Para quem se interessar, por aqui mais informações sobre os Les Savy Fav.

"robbed of your fortune
they gave disappointment and lies
they're probably poisioning your body
i hope you're alright

in the morning you'll feel
you're digging your heels
the pills won't help you now
"