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2007/07/25

Saca o Coelho da Cartola


Estranho porque dizemos "contigo" e não dizemos "sentigo". Curioso dizermos "sem ti" e não dizermos "com ti".

Este post também é simultaneamente estranho e curioso. Será ele poderoso ou terei eu sido por ele hipnotizado?

2007/03/30

Como é que eles vêem? Carro, comboio ou avião?


Já tinha ficado semi-chocado com alguns outdoors e/ou promoção de determinados eventos com a grafia de algumas palavras. Já tinha inclusive lido por esta web fora algumas críticas. Mas, ok, na altura acabou-se por desculpar, uma vez que eram cenas feitas na China ou traduções mal-paridas entre a língua castelhana e a língua portuguesa.

Agora, não me venham pedir para não denunciar esta aberração vergonhosa: então a Organização do Estoril Open de Ténis promove o evento desta forma??? Os gigantes do ténis vêem aí? O que será que eles vêem desse lado?? Por amor da santa, senhores. Que burrice pegada.

Sim, os gigantes vêem como é que os membros do marketing da organização do evento os promovem. Não sabemos é se depois de tamanho disparate eles vêm a Portugal.

[photo by Kraak/Peixinho @ Av. 5 de Outubro, Lisboa, 30 Mar '07]

2006/12/09

A Bilha


A particularidade com que um idioma se propõe a ter uma única palavra com significados diferentes (sem entrarmos nos meandros do calão), é diabólica, mas felizmente tende para um número finito de significados.

Depois do famoso e pouco realista anúncio da Galp (a miúda do gás), pergunto: se uma bilha é um jarro de barro onde normalmente se põe água, como é que o meu coração pode ter mais energia por esta bilha de gás? Ou de gases.

2006/09/03

O Tapete


Mesmo com cores vibrantes ou sem qualquer colorido em especial, é difícil que algum tapete cá em casa não fique descaracterizado. Perícia e largas à imaginação não faltam ao meu cão Brac. Qual esquadria, qual pintura, qual tecido, qual efeito... Os efeitos, consegue ele criar com as pinceladas especiais que marcam a superfície do tapete... uma harmonia de cheiros e cores fantástica! Há várias tonalidades: umas mais escuras, outras mais claras e algumas outras mais personalizadas.

A palavra 'tapete' é curiosa. Há quem ponha os pés em cima do tapete, há quem durma no tapete (huh! isto é o que mais há, LOL), há quem coma no tapete e há quem tenha fetiches por tapetes. É o caso do Brac.


Diz-me onde estou, mesmo quando estou a dormir.

2006/05/23

Pobre Mundo Rural (e Urbano-Provinciano)


Aproxima-se o verão e chega com ele a chamada "silly season" nacional. Este ano antecipada para a primavera, devido ao Mundial '06, que ocorrerá na Alemanha.

Hoje Portugal jogou com a França no Europeu Sub-21 e levou na ripa, como seria de esperar. Para meu espanto e porque este país não tem emenda, ontem mesmo vislumbrei algumas bandeiras nacionais espalhadas por algumas janelas e por algumas varandas. Movimento este que só poderia ter saído da cabeça do burgesso do
seleccionador oficial ("seleccionador" sim, com dois "c" - é assim que se escreve) apoiado por milhares de idiotas lusos e de uma panóplia de brasileiros cá residentes os quais também expõem as suas bandeirinhas verdes e amarelas bem como auto-colantes pelos seus carros [acho esta malta curiosa: são os primeiros a dizerem mal do Brasil, fogem de lá, mas depois, a determinada altura, assalta-lhes um nacionalismo tão bacoco que até chega a fazer pena]. É como dizerem que acham Zézé di Camargo muito bom e não lhes passar nenhum crédito no país de origem.

Mas voltando à questão inicial e porque já me estou a afastar do pretendido, na sequência da antecipação da "silly season", temos uma notícia brilhante posta à público no passado sábado. Refiro-me à proibição de exibição pública dos jogos do Mundial '06, ditada pela SporTV. Por amor de todos os santos, mas quem é que aguenta estes chulos? Eu estou-me bem nas tintas para as exibições públicas dos jogos do Mundial, mas digam-me o que é preciso para acabar com estes gestores rascas, que se vestem de camisinha às riscas e gravata que nada tem que ver com o resto da indumentária, repletos de incompetência mental e que administram as nossas empresas, quer públicas quer semi-públicas.

Contudo também não é incentivando o povo (coitadinho) rural que nem sequer tem guita para comprar uma televisão quanto mais para assinar a SporTV. Quem afirma tal coisa, está completamente fora da realidade. Lembro-me quando apareceram as antenas parabólicas e outras cenas que tinham acesso codificado, era ir ao nosso mundo rural e ver a quantidade de lares que tinham tal aparelho para ver quer sejam os canais pornográficos quer seja o EuroSport.

Tudo isto é ridículo e tem sido o assunto dominante nos últimos dias. Andam a querer tapar os olhos de quem? Parece uma questão de vida ou morte.