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2008/03/12

O Tacto do Espírito


A minha visão, apesar de periférica durante algum tempo considerável, muito recentemente expressou a minha concordância com Fernando Pessoa: ela é "o tacto do espírito".

Como estamos no princípio da primavera, fica o recado para quem melhor a carapuça se encaixar: vai colher narcisos para remediar a propagação do teu mal, pois a contemplação da tua própria imagem já anunciava um prenúncio de má sorte.

2008/03/10

Fotografar a Dor de Cabeça


Influenciado ou não pela noite de sábado para domingo, ontem e hoje passei o dia a pensar nesta música. Este diabo não me saía da cabeça. Que saudades!

Na realidade, eu hoje queria escrever outro post. Mas acho que ainda não me sinto preparado para tal, porque na realidade não sei como o vou escrever.


Olha, até lá, vou tentar fotografar a dor de cabeça. Alguma sugestão? Eu desde já, deixo a sugestão para recordar "Headache" de Frank Black, do álbum 'Teenage of the Year', de 1994. Uma delícia, era pós-Pixies! :)






2008/02/12

I Have to Set Up


A seguir ao almoço, ainda atordoado com tudo o que ouviu, só teve tempo de ligar o seu iPOD e ouvir o resto da música que ainda estava a meio, após a última interrupção. Cantavam assim:

"Just take a look at my place
It's just such a mess
But I'll be outta this space as soon as you tell where the night is
You have to set up
Bring it on
"

Tratava-se de "Pogo", dos Digitalism, um dos grandes temas de 2007 aqui noticiado. Como dizia há uns dias atrás, há coisas que ele já não aguenta, as revelações continuam e ele realmente precisa sair de determinados espaços, não quando lhe disserem onde está a Noite, mas sim o mais rápido possível e de preferência à luz do Dia. Ele tem que dar lugar àqueles que mafiosamente querem implementar aquilo que não interessa ao bem comum, mas sim à conveniência das suas contas bancárias.

Não deseja mal a ninguém, mas tudo o que aconteceu hoje durante tal almoço faz-lhe pensar se ele pensa exactamente dessa forma ou se estaria armado em bonzinho ou em santo ao longo de toda a sua vida. De qualquer forma e para seu sossego, já aprendeu que é cá em baixo que tudo se paga.

Continua a afirmar que não sabe mais o que está para acontecer neste turbilhão de trânsitos planetários que atormentam o seu espaço sideral. Só sabe que a seguir ao dito almoço e de iPOD ligado, dirigiu-se de imediato à Loja do Cidadão para renovar o seu passaporte. Boa?

2005/04/21

Por Detrás da Máscara

Um dos livros de Pedro Paixão que ainda não li tem o nome "Cala a minha boca com a tua". Hoje, a seguir ao almoço, dei uma vista d'olhos pelo respectivo. Um dos contos do livro tem o título deste post. Neste blog alguma coisa já se afirmou, comentou e rimou sobre "Magia".

Voltemos novamente ao tema, pois o parágrafo seguinte obrigou-me a uma pausa.

"Toda a gente sabe que a arte é uma forma de magia. O que ninguém sabe é o que é a magia. Torna presente o que está ausente, sem que se saiba como. Acontecem coisas sem que se compreenda por que acontecem e, precisamente, o que menos interessa é saber ou compreender. Fascina e arrepia. Eu andei a brincar com coisas que não devia. Percebi tarde que as consequências do que fazia fugiam por completo ao meu controlo, que a partir de certa altura, bem cedo, não era eu que jogava, era eu o jogado."

Paixão, Pedro in "Cala a minha boca com a tua", Edições Cotovia 2002

Alguém comenta?