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2008/02/23

You Turned Your Feelings Off. I Turned My Camera On.


Filmo os meus pensamentos. Fotografo os meus segredos.
Desligaste os teus sentimentos. Liguei a minha máquina fotográfica.
Nela escondo tudo. Para que se registe como eu, do lado de fora, sou visto por mim mesmo.

A minha mente matemática ["My Mathematical Mind" (MP3 aqui)] orienta-me na lógica da vida, embora nem tudo na vida seja lógico. Por isso cabe-me a mim decidir se quero ou não ser um fundamentalista racional, pois a lógica da queda não é, de todo, mensurável.

Dá-me realidade e dá-me ficção.
Dou-te realidade e dou-te ficção.

A beleza da vida também passa pelas funções bijectivas.

- Incomoda-te a música?
- Não. Os Spoon também não me incomodam.

Tudo isto para lembrar que os norte-americanos Spoon estão hoje em concerto na Aula Magna, em Lisboa. Mais informações sobre os norte-americanos Spoon, via Kraak, podem ser obtidas, no sentido figurado, através desta ligação. No sentido musical, outras informações podem ser obtidas aqui.




I Turn My Camera On, pelos Spoon, do álbum 'Gimme Fiction', 2005
Video Credits: silversides @ youtube.com

You turned your feelings off. I turned my camera on.

2008/01/31

Palavras em Modo Dinâmico


Não são as palavras que se estragam. Não são as palavras que estragam os corpos que quisemos ou as palavras que não dissemos. Torno-me ao contrário dos outros: em vez de dispensar primeiro o número do telemóvel, acabo por primeiro perder o teu rosto, depois o resto do corpo, depois as palavras, para finalmente dispensar a morada e o telefone. Tudo por ordem contrária. Como num retrocesso. Como partir do fim, para chegar ao princípio até cumprimentar o nada.

Recordo-me que (já) era uma noite de verão, embora amena. O impossível era despedir-me de ti porque chocolate não rima com saudade e entre o chocolate sólido e o seu estado líquido, só tive mesmo tempo de deixar que corresses para mim. Só tive mesmo tempo de voltar a correr para ti.

Fim. Princípio. Fim.
I Am Murdered.

2005/09/22

Infância, Amor e Vulcões

Posta de Paixaum >+++'> dedicada a todos os meus visitantes
e a ti, em especial. M'némené 4 u! :)


Imaginei este pequeno texto hoje, há pouco, pelas 2 da manhã, na praia dos Gémeos/Moinho (Carcavelos), inspirado no clip a passar aí ao lado (Glósóli, by Sigur Rós), no meio de um silêncio nocturno onde o leitor de CD's do meu carro passava esta canção.

Neste grupo de miúdos que orquestram um tempo que
não se sabe ao certo quanto tempo vai durar,
rodeados de motivos, amor, tambores e pedras, quero
a minha infância recuperar.

À luz do sol governado pela paixão,
orientado pelo amor sob o luar,
levo comigo toda a beleza e razão
para apanhar tudo o que sobrar.

Sol, chuva,
sorrisos e risos,
maluqueiras infantis
e juvenis a aproximarem-se.

O meu amor não cabe no meu peito.
[Deixei-o entrar; não o deixo sair mais. Prendo-o nas mãos.] O que chamar a isto?
Eu e tu.
Ele espalha-se pela brisa do mar, corre pelas planícies e não é só medido por poemas e músicas, mas também por pequenos gestos como chamar-te indirectamente e... ouvires!


Deixa-me cantar-te esta canção de embalar.
Ou esta canção de amar. No meu berço.
Canções que nos mantém vivos.
Deixa-me recuperar a minha infância. E também a tua.

Voa comigo até a Islândia. Terra do gelo e do fogo.
Terra de vulcões, geisers e águas termais.

Sem bagagem. O mar acompanha-nos.


[ Kraakinho a regressar à blogosfera ]