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2009/01/23

Lo-Fi


A capa pode ser horrível, mas a t-shirt é linda. Como se as horas passassem devagar, penso em como o exterior pode não retratar o interior das pessoas. Ou o contrário. Isto parece a retórica habitual de uma dúvida sobre a existência das pessoas.

Dado o lançamento anunciado do novo álbum dos Handsome Furs, fui levado a recuperar o último e único álbum desta banda canadiana, 'Plague Park'. Às vezes queremos recomeçar as coisas desde o princípio, como se não tivéssemos vindo de lado nenhum, e andamos às voltas até chegar a hora de irmos dormir. Os dias passam-se assim. A vida, ao contrário das horas, passa muito depressa.

É o que eu digo: estar em casa faz-me mal.

Para ouvir:
Cannot Get Started, pelos Handsome Furs
:-:-: Handsome Furs, via Kraak FM <'+++<

2008/07/14

Desabafa Comigo: Hoje, Chris Corner (aka IAMX)


Kraak, "cada um deve criar um sentido de si mesmo. Se eu considerasse que as árvores que vejo do lado de fora da janela deste autocarro turístico nos controla, como se nos fossem, adivinhava que necessitaríamos maneiras de navegar no apocalipse que se aproxima.

Assim, cá estou eu, a trabalhar na execução de um desfile de moda. Eu tenho uma relação amor/ódio com a moda. Por um lado ela repugna-me, por outro estimula-me. Esconderem-se atrás de uma máscara, ou melhor ainda, tornarem-se uma máscara, pode ser um maravilhoso lugar para experimentações.

Admito que vai ser mesmo aqui em Berlim que me vou demitir da Zoo Magazine. Gosto da forma como ela equilibra os géneros masculino e feminino, sobretudo quando usa o sexo para vender. Normalmente vejo apenas mulheres a serem usadas e a se usarem, mas os homens aparecem apenas pintados, cheios de glamour e despidos da cintura para baixo. Recentemente descobri que Brian Adams andava nestas andanças. Quando penso naquela melodia "Everything I do...", fico chocado e não posso mesmo ajudar em nada quando vejo artigos bizarros como este na revista. Não fazem mesmo sentido.

Isto é sempre o dilema para um artista independente. Como é que nos vendemos para a nossa própria subsistência sem nos prostituirmos? Isto assombra-me. Se a arte foi cedida e, mais ainda, financiada, então o dinheiro não a deveria corromper (de forma ingénua). O que vejo é um horrível pedaço de carne cozida de negócio, fama e celebridades na indústria comercial. Não posso pensar numa mistura mais revoltante. Devemo-nos colar a este caminho. E tu deves permanecer connosco.

Às vezes, tenho a sensação que IAMX é uma pequena religião."

[adaptação livre de um post encontrado no MySpace de IAMX]

Mais informações sobre IAMX, via Kraak FM <'+++<, através deste link.

2008/07/01

A Fronteira (Esponjosa) da Ciência


É interessante meditar sobre a nossa incapacidade de governar o que nos governa. A nossa máquina cerebral, ou seja, esta coisa que temos no topo do nosso corpo, com cerca de 1 kg e tal de peso, com um aspecto interno de nhaca, aspecto esse igual entre todos os outros, é efectivamente moldada de contornos muito subjectivos onde ou conseguimos aceitar a realidade ou a deformamos ou a ampliamos. Assim como há cérebros impenetráveis, há tecidos misteriosos e há funcionamentos verdadeiramente traumáticos.

Há vertigens que não me fazem compreender o mal que querem fazer.

2008/03/20

Astros Sem Mastros


O equinócio da primavera significa o fim de mais um inverno civil. Durante a época baixa a quase familiar força estranha dos astros sem mastros permitiu que as estórias de uns fossem as histórias de outros.

Felizmente, acho que sou eu próprio quem comanda o meu veleiro.
A mastrear!

2008/02/05

O Baile de Máscaras ou a Reunião dos Taparuéres

Para os dias desta época, nada como sair em cortejo. Inconsciente, mas atento.


Vídeo Credits: ForeverNotYours @ youtube.com.

2006/02/24

Indignação?


Ainda sobre os Arlequins deste mundo, sentem-se os muçulmanos indignados por uma caricatura de Maomé com um capacete na tola e uma bomba? Pois olhem, na realidade estou-me nas tintas para a vossa primitiva guerra santa e para todos os extremismos que vos une, ou que une pelo menos alguns de vós, ou que une pelo menos alguns interesseiros em criar determinados sentimentos na população mundial, corroborados por alguns países ocidentais, com interesses económicos na manutenção da tensão entre estes dois distintos mundos. Mas a realidade é que também em nada me afecta as caricaturas que se fazem para o lado de cá. Papas, Bushs, Blairs, Cavacos, o Raio que vos parta a todos são coisas que não me incomodam absolutamente. O que me preocupa, incomoda e que de facto me deixa indignado e revoltado, são as fotografias abaixo.

Não se percebe, pois não?

E agora, já se pode imaginar o que se aproxima?



Como é isto possível em pleno Século XXI? O que fez este puto? Gritou com alguém? Roubou um naco de pão? Ao que parece, consta que aconteceu no Irão.

Isto sim, é ofensivo. Para qualquer credo, para qualquer raça, para qualquer mundo.

Perguntas: O que leva uma avó a deixar a neta numa banheira durante 5 horas com água a ferver? O que leva um grupo de 12 putos a espancar um sem-abrigo levando-o à morte?

Viva o Carnaval e os Arlequins presentes! Embora mascarar-nos ou embora tirarmos a máscara?

2005/04/21

Por Detrás da Máscara

Um dos livros de Pedro Paixão que ainda não li tem o nome "Cala a minha boca com a tua". Hoje, a seguir ao almoço, dei uma vista d'olhos pelo respectivo. Um dos contos do livro tem o título deste post. Neste blog alguma coisa já se afirmou, comentou e rimou sobre "Magia".

Voltemos novamente ao tema, pois o parágrafo seguinte obrigou-me a uma pausa.

"Toda a gente sabe que a arte é uma forma de magia. O que ninguém sabe é o que é a magia. Torna presente o que está ausente, sem que se saiba como. Acontecem coisas sem que se compreenda por que acontecem e, precisamente, o que menos interessa é saber ou compreender. Fascina e arrepia. Eu andei a brincar com coisas que não devia. Percebi tarde que as consequências do que fazia fugiam por completo ao meu controlo, que a partir de certa altura, bem cedo, não era eu que jogava, era eu o jogado."

Paixão, Pedro in "Cala a minha boca com a tua", Edições Cotovia 2002

Alguém comenta?