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2008/02/17

Boredom & Insanity: Paixaum >+++'>, Ano #4

Este blog divaga por alguns mares, conhecidos ou desconhecidos, não esquece a palavra, mesmo que ande à deriva das correntes. Foge, é perseguido, busca-se nos labirintos das suas viagens, interroga o mundo, tacteia pensamentos e espanta pessoas.

Ao longo destes 3 anos de existência, um fio guia-o na saudade da vida, quer continuar a navegar em oceanos azuis, quer regressar contigo ao mesmo mar de sempre tentando atenuar os naufrágios que o mundo nos provoca. Este blog é como um jovem que recupera a pouco e pouco as suas mãos e os seus gestos e quer, neste seu 4º ano de existência, recuperar o teu amor, sílaba por sílaba.

Tu, amigo ou forasteiro, que por cá passas e paras, que espreitas, que comentas, que lês, sabes que hoje este blog é mais duro e mais quente que outrora. Alguma frescura foi perdida, outra foi renascida. Mas o Paixaum >+++'>, entre sal e cal, sob o peso do sol, como um peixe-espada, continuará com o seu amor pela vida, com as ondas do mar a dançar para si.

A todos os amigos, a todos os bloggers, um verdadeiro agradecimento por mais um aniversário do Paixaum >+++'>.

Este post foi inspirado nas palavras de Sophia Mello Breyner Andresen, através de "Enquanto longe divagas" e "Estações do ano", in Antologia Mar, assim como na música em audição, "Lullabies", dos britânicos We Start Fires.

2008/01/21

Está Lá? Era um Bilhete Para Ulan Bator, Por Favor

Às vezes sento-me à mesa da cozinha, não para comer, mas para olhar para a fronteira que separa aquele espaço do resto do mundo. A embalagem do compal de maracujá, a caixa do Persil, as bolachas cream-cracker, a caixa do pão, o calgon, o jardim para além da janela, as plantas por trás da minha fronteira.

Medito. Acho que deveria ser produtor de televisão. Medito. Criaria um programa inspirado numa música dos The Chemical Brothers, tipo "As Produções do Salmão", ou mais fino, "Salmon Productions", a qual criaria concursos idiotas, mas de qualidade. Medito. Consulto o relógio. Medito, mas não encontro a solução. Como se me chamasse Enésimo Peixe. Pela n-ésima vez.

2007/12/12

Meet You There Sometime, Wasted but So Fine


As coisas que as outras pessoas não acreditam fazem-me sempre pensar nos corações que não falam, mas que em conjunto com o cérebro, sentem. Sentem como eu me sinto incompleto. Não é a mágoa que sai do repuxo dos meus olhos, mas a sensação de réptil que um dia gostaria de ter pernas. Sou mais um na lista.

Poderia ser como o autor da música hoje em audição: James Chapman (Maps). Quando escreveu esta canção, de nome "Elouise", lembra-se que era verão, e um daqueles bem quentes. A sua inspiração foi totalmente proveniente de uma mulher que conheceu numa dessas noites (a suposta Elouise). Elouise que passava por momentos muito maus na sua vida.

Basicamente, além de ser um tema belíssimo, ensina-nos a nunca desistir das coisas. Sem que eu queira ser um cenário, continuo com o meu sentido de permanência na vida e a lutar por aquilo que vale a pena. Se ainda há brilho nesse mundo, quero que ele atinja a minha alma. Tal como dedicado à Elouise, também posso aproveitar a boleia e dedicar-me, a mim próprio, este tema.

Hoje chega o tema #19: "Elouise" dos Maps, extraído do álbum 'We Can Create'. Mais informações sobre os Maps podem ser lidas aqui.

"so you can read my mind
but it takes you time
to lead them from the lies

cos hypocrites can't look me
in the eyes
they won't make you change your mind
some people they are born
and they are kind
cursed upon the starting line
some people they are born
and they are kind
elouise don't change your mind
"

2007/11/11

Stuck Between Stations



É um dos fabulosos temas do último álbum dos norte-americanos The Hold Steady, 'Girls and Boys in America'.

Como eu não quero nem posso andar a vaguear por palavras que não salvam a minha vida,
Como eu não quero nem posso pensar que grandes cabeças se passeiam com corpos delicados,
Como eu não quero nem posso pensar em voar e aterrar de emergência sob uma qualquer ponte deste mundo,

Deixo por aqui uma das músicas do ano de 2007, na minha opinião: "John Allyn Smith Sails" dos Okkervil River.

Amigos,
vou fazer uma pausa neste blog até deixar de estar confuso e admirado por ter saído deste comboio, ainda em andamento. Entretanto, para quem quiser, continuo diariamente a navegar pelos carris do Kraak FM <'+++<.

2006/11/19

Peixes e Cavaleiros


Divagas... longe, pelo teu mundo, por uma terra por mim (ainda) desconhecida na globalidade, o que me faz, parcialmente, andar à deriva pelo meu mar, este meu conhecido, embora também de uma forma limitada. Por fim, com algumas formas irregulares, encontras-te devagarinho, emerges das raízes da terra como se da força de um arbusto se tratasse e eu começo a voltar a navegar pelos rios nas suas cores mais diversas, fruto dos sedimentos acumulados ao longo dos seus leitos. Recuperas assim o teu leito na praia onde o teu corpo repousa como uma criança.

Não quero estar calado para ouvir as pegadas do teu resurgimento. Quero é tremer com esta alegria de palavras demoradas, sílaba por sílaba, ditongo por ditongo, frase por frase. Como um poema que me acompanha. A palavra não pode morrer. Este é o nosso alimento.

Eu tenho um nome e algumas alcunhas. Tu tens vários nomes por mim criados. Não sou nenhum artista nem quero distorcer o mundo com o que escrevo, quer seja verdade ou ficção. Não sou nenhum filho zorro produto deste mundo católico que age como uma verdadeira empresa de aparências. Kraak, para os mais chegados: filho do silêncio, herdeiro de uma infância curta, um gajo por vezes cruel e frio a viajar pelas rochas negras submersas. Peixinho, para os mais sonhadores, aquele que dança pelo avesso, que busca a candura de um verão adolescente e que não quer perder a vida pela perfeição do mundo, mas que sai de balde e esfregona para lavar as ruas das cidades por onde passa.

Kraak ou Peixinho: sempre com a palavra presente. A saltar de uma prancha e a mergulhar no mar do dia, sendo obrigado a regressar ao seu habitat natural, nem que seja para respirar.

[ inspirado nas palavras de Sophia de Mello Breyner, que apesar de já não existir em terra, obriga-me, durante a noite a regressar ao mar na sua companhia. ]

2006/05/21

Peixes e Corsários



Digamos que, nesta vida há dois tipos de pessoas: as que são peixes e as que sonham em se-lo um dia.

Amanhã ou em 2007.

2006/03/01

Espalhar as Cinzas


O Dia do Mar é todos os dias.

Espero pela noite, imaginativo, a pensar nos enigmas das ondas que vão e voltam,
nas linhas interrompidas e contínuas e
no brilho que lhes deste,

porque na minha imperfeição reside a perfeição da manhã.

Aquela que nos leva a ver o mar, aquela que me leva até a noite do teu luar, aquela que nada pela tarde até à prisão do teu amor nos meus dedos. A um ritmo cadenciado.

2006/02/22

Rotação da Terra


Algures, num canto qualquer de uma rua, num ecoponto de um subúrbio esquecido, numa esquina de uma qualquer cidade, numa caixa de papelão à beira da via férrea em Milão, num quarto alugado ou não, à média luz ou sem ela, haverá de certeza alguém que escreve ou tem ideias, rascunha e deita fora, esboça os seus sentidos através de uma parede branca ou pelo alcatrão de uma qualquer avenida.

A Terra continua a girar e o Mundo padece parecer de esperança e falta de memória. Seria bom transformar aquele quarto ou aqueles espaços numa espécie de sala com luzes intermitentes, anunciando que as estrelas podem explodir a qualquer momento.


E marco a página desse livro com este belo marcador. Há pessoas que me conhecem bem :)

Obrigado, Amiga Fernanda!

2006/02/17

Paixaum >+++'> e a sua 1ª Vela



Parabéns ao Paixaum >+++'> que hoje faz 1 ano de existência!

A todos os que permitiram e ajudaram a manter este blogue online durante todo este tempo, um sincero agradecimento! Obrigado por me aturarem!

:)

2005/11/29

O Nariz da Minha Mãe

Fecho os olhos e vejo-te neste momento. Há uma intensidade de energia que irradia do meu corpo e que envio para ti. Levaste uma injecção de sono, uns comprimidos para a inconsciência, e eu fico ao teu lado em consciência, como um peixe carinhoso dentro de ti, submergido nesse teu aquário com o meu coração que de vez em quando pára a pensar em ti. Hoje está sol, mas tu não sabes. Imaginas que sim. Parece que sim. Mas nesta noite e como passaste o dia sem ver a luz de tal astro, levo-te o calor que precisas bem como o brilho dos meus olhos ao ver-te que estás bem.
    Amo-te, Mãe.
      [ photo by Luis Albero from http://www.aquaonline.com.br ]

      2005/11/25

      A Gaivota

      que logo a seguir ao almoço veio aterrar numa janela ao lado da minha, num 7º andar de um prédio sito numa das mais movimentadas avenidas da capital, bicava insistentemente no vidro com vontade de entrar. Depois andava de um lado para outro a perseguir-me e a olhar-me. O que quereria ela? Alguma suspeita de tormentas no mar? Ela espreitava-me do parapeito e através do vidro sem medo de cair. Teria fome? É que eu sou um peixinho :)
        [ photo uploaded from http://fotos.sapo.pt/kastilho ]

        2005/11/01

        Uma sequência estranha

        Como será um livro sem capítulos? Esta minha pergunta é, no mínimo estranha, porque seguramente já li livros que apesar de terem capítulos, não tinham separações. Mas tinham prefácios. Passeio-me por casa, pelas ruas do corredor, pelas travessas da cozinha e pelas avenidas da sala. Num pequeno exercício físico corro até ao carro, até à rua e depois vôo devagar até um local perto de casa. E medito sobre os silêncios, sobre as fugas e sobre as loucuras. E as personagens? Ultrapassarão estas fronteiras? Depois disto, e em jeito quase que de malabarista, vivo a criação desta ficção. Talvez este tríptico seja temporário. Eu quero situar-me no 1º quadrante. Como dizia o outro, será que escrever é mesmo um acto de irresponsabilidade? Ou isto não passa de uma tertúlia absurda entre peixes?

        2005/09/03

        Kraakinho Prepara-se Para o Ataque


        [photo by Mano Joca @ Valência (ES), 25 Ago '05]

        Para início de férias, foi bom estar recolhido nestes dias, adormecer na sala ao pé da aparelhagem, acordar, voltar a deitar, levantar, ir outra vez para a cama, acordar... Que preguiça!

        Vou fazer-me à estrada que amanhã é o dia do ataque.
        :P

        2005/08/31

        Peixinho a Abarrotar...


        [photo by Mano Joca @ Valência (ES), 25 Ago '05]

        ... e a arrotar a todo o spam que paira neste blog.

        Esta posta de paixaum >+++'> é para todos os
        Hurricane Katrina (fuck you!), Viagras (up your ass!), Catholic Faith (tks a lot!), HDTV Receive Satellites (trash 4 you too), Casino (need some money, yeah babe), Enlargement Penis (don't think so, motherfucker!), Nice blogs (fuck off, bitch!) etc...

        Naum! Esqueçam. Naum vou pôr ceninhas de identificação das letras do alfabeto nos comments como se fossemos todos anormais.

        2005/08/27

        Peixinho na Sua Fase Perigosa


        [photo by Mano Joca @ Valência (ES), 25 Ago '05]

        2005/08/26

        Kraakinho's World


        [photo by Mano Joca @ Valência (ES), 25 Ago '05]

        2005/08/19

        Calafrio

        Foi o que senti quando vi isto no blog do meu amigo C.S.A. Por favor, façam qualquer coisita, tipo uma petição, uma lista, um abaixo-assinado, um programa de TV, uma rifa, qualquer coisa, mas SALVEM-ME.

        [Peixinho no seu momento de súplica]

        2005/06/20

        Foto de Família


        um presente enviado pela Sereno :)
        Kraakaum in VITRO

        2005/06/04

        Wat?


        Ofereceram-me hoje. O que há aqui de errado?
        :~

        2005/05/08

        My Declaration - Versão Chulos


        "Todo este mar como lençol e o horizonte para navegar. Mergulho como um peixe."
        (by Toné in "Todo Este Mar", D'Age, 1992)

        Esta fotografia não representa seguramente nenhuma das minhas Paixões.
        Socorro!