Não Passas de Mais um Nome
Eras como um farol de encaminhamento dos barcos, onde alguns se chocaram contra as falésias da tua guarda. Tu guiaste o meu barco ao teu encontro. Tinhas tanta luz nessa casa, de várias cores, e esses momentos não nos foram eternos. Passaste a ter uma luz artificial enquanto a minha era mesmo natural. Eu, um navegador com bússola mas também com conhecimentos práticos dos sistemas temporais.
Eras igualmente como um jardim, também cheio de cores, como as luzes do teu farol. E que buscavas tu em mim? Estarias à procura de um jardim perdido? Nada se perdeu em mim. Eras como algumas flores suplicantes por carinho e atenção. Um grito de desespero. Daqui muito veio. Daí muito deixou de vir. Como me doem os instantes intensos por mim vividos. Na (in)certeza de que tudo se eternizasse, não passaste de ser apenas mais um nome. Era altura de levantar a âncora e zarpar. Para alto mar, onde não há farois. Nem jardins.
Dedico-te isto (Just Another Name, by Lifehouse, in "Stanley Climbfall", 2002). Toda a gente sabe o teu nome, mas ninguém sabe quem tu és. E vou dedicar-te sempre posts todas as vezes que apareceres. Como os reflexos de Plutão sobre Neptuno.












