Mostrar mensagens com a etiqueta Pedro Paixão. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Pedro Paixão. Mostrar todas as mensagens

2006/09/05

O Meu Não Se Gasta


Como uma daquelas linhas directas, uma síntese clara e rápida feita por esta menina: "É para ti. Não te ofereci nada no teu aniversário."

Há muita gente que se cruza, gente esta vinda de vários mundos, com várias roupas diferentes e com culturas diversas. Mas o que importa é que o recitador entoa a veêmencia nua da palavra. [Adaptado de "Tripoli 76" in "O Nome das Coisas" de Andresen, Sophia de Mello Breyner]

Obrigado pelo presente. Espero nunca vir a deixar de falar por palavras e por gestos. (pág. #23, linha #5)

2005/04/21

Por Detrás da Máscara

Um dos livros de Pedro Paixão que ainda não li tem o nome "Cala a minha boca com a tua". Hoje, a seguir ao almoço, dei uma vista d'olhos pelo respectivo. Um dos contos do livro tem o título deste post. Neste blog alguma coisa já se afirmou, comentou e rimou sobre "Magia".

Voltemos novamente ao tema, pois o parágrafo seguinte obrigou-me a uma pausa.

"Toda a gente sabe que a arte é uma forma de magia. O que ninguém sabe é o que é a magia. Torna presente o que está ausente, sem que se saiba como. Acontecem coisas sem que se compreenda por que acontecem e, precisamente, o que menos interessa é saber ou compreender. Fascina e arrepia. Eu andei a brincar com coisas que não devia. Percebi tarde que as consequências do que fazia fugiam por completo ao meu controlo, que a partir de certa altura, bem cedo, não era eu que jogava, era eu o jogado."

Paixão, Pedro in "Cala a minha boca com a tua", Edições Cotovia 2002

Alguém comenta?

2005/03/15

Fui

eu que quis vir até aqui, decidi, não me arrependo. O que tem de maravilhoso tem de assustador, equilibradamente. Mostra e expõe os dois lados da vida para quem os quer ver. Nada do que é humano está decidido, esteve alguma vez decidido, é um enigma, um futuro. Lembro-me uma última vez de coisas que vou esquecer, que preciso esquecer para continuar. Outras ficarão guardadas no meu sangue.

(Paixão, Pedro in "PortoKyoto")