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2007/01/28

1969


A minha mala estará sempre pronta para um dia ir ter contigo. Quando decidirem, nada me impedirá. Um canto trágico para mim que a cada ano, nesta data, sempre me bate à porta. Tu descansas e dormes de forma pacífica e calma. Não sei qual o tamanho do teu berço. Não sei qual a largura da tua caminha.

Ajuda-me a aprender que há vidas que não recupero. Ajuda-me a poder avistar para lá do oceano.
Ofereço-te flores. Flores garridas num universo gélido. A natureza morta é algo que nos pertence e o nosso encontro levará, certamente, algum tempo. O tempo de uma vida inteira. Da minha, neste caso. Pacificamente.

2007/01/27

As Nuvens de Emona


Deixa-me entrar! O inverno persegue-me e não há sombras pelas casas, não há brilho nas esquinas dos prédios. Há um branco pelos telhados e terraços e um cinzento pelo alcatrão das estradas. O branco confunde-se com o céu de nuvens baixas; os galhos das árvores confundem-se com a côr das ruas.

Longe alguém me espera. Eu, de olhos semi-molhados. Lavo a minha cara. Seco a minha face. Com água da neve. Com calor do irradiador. Descongelam as minhas asas. Voltarei novamente a esta Emona, mas acho que não gosto de ter uma casa nas Nuvens.

2007/01/26

Alenka e as castanhas (novamente)


Sempre este lamento de nunca aqui te encontrar. Aponto para o céu e vejo o castelo da tua cidade. Não percebo a razão pela qual já não vendes aqui castanhas. Não tinhas farda: luvas e cachecol no inverno, óculos de sol na primavera, t-shirt no verão.

Por onde andas, Alenka? Estou farto de andar à tua procura e não encontro nenhuma pista. Isto já cheira a decadência.

2007/01/25

Um Momento


Invento um pequeno comboio, a vapor, diesel ou eléctrico, um comboio que passa pelas esquinas deste lugar, quer seja dia quer seja noite. Neste comboio volto para casa a pensar que ele me transporta para uma nova vida. Uma nova vida feita de pequenos e grandes momentos. Aqui, ali, além, acolá. Nele percorrer as estações do ano, decidir, analisar, conseguir. Permanecer com amor.

Será que a vida é apenas um momento?

2007/01/24

Gornji Trg


Se aqui encontro alguma paz, por mais frio que seja o inverno e por mais dias de sol que perco, não me importo, pois rapidamente a chave do cadeado é usada e volto a ressuscitar para o local onde se encontra o meu coração.

Aqui também sinto as mãos que aquecem e acalmam a minha vida, pois transporto tudo o que me cabe no peito.


Ainda não vivi tudo.

2007/01/22

Hvala Lepa



VRUUM VRUUM! Fui! :) Trá-lá-rá.

2006/08/30

Plutão


A minha cidade (já) não dorme com a noite e as estrelas vistas cá de baixo têm um brilho diferente, uma outra luz, uma cor diferente. Dormir, comer, ter visões, após dias na escuridão.

Flui luz!

Se eu tentasse descolar com a ajuda dos pirilampos que voam à volta e iluminam os corredores aéreos, seguramente caíria e o crash seria fatal, quer por falta de rede, mesmo que esta fosse móvel, quer por não ter formação circense.

Descobri há dias que Plutão perdeu o estatuto de planeta, mas no meu sistema solar, ainda existe. Até encontrar um abrigo.


Vou ao mar arrefecer os meus pés.
Muito tarde para me salvar e sarar as minhas feridas.

2006/02/20

Rota das Especiarias


Fácil seria afogar este blogue (para grande alegria de muita gente) e não esperar mais nada do que o reflexo das antigas fronteiras de sal e areia que aqui deslizavam. Como ainda mantenho os olhos abertos, atento como um verdadeiro navegador com bússola e mapas, mudo uma coisa aqui e outra ali, inverto o sentido de navegação nalgumas viagens e tento que o clamor das escamas siga a rota Ocidente-Oriente, sem andar à deriva.

"Através do teu coração passou um barco que não pára de seguir sem ti o seu caminho."

[by Breyner, Sophia de Mello; "XIV" in "Navegações"]

Paixaum >+++'> Ano #2 RULES! :)

2006/01/27

Arquivo Recuperado: Reportagem Fotográfica-SZ (#2)






photos by Kraakinho @ Estação de Ljubljana, SLO, 2006.01.26

2006/01/26

Alenka



Pois... agora que a Alenka é rica, trespassou o negócio das castanhas para o pai. Esta mulher não faz mais nada na vida senão estar sempre a mudar de ramo profissional. Já dizia a minha avó que todas elas têm sorte...

Zona


Hey boyzzz, this is not what you had planned...

Nascente/Poente


Quando o frio é tanto e o calor interior imenso, é importante aperceber-me que as águas deste rio não congelam, antes pelo contrário, continuam a correr para o mar. Isto ninguem me tira.

Arquivo Recuperado: Reportagem Fotográfica-SZ



2006/01/25

Imagem

O meu coração não é composto de palácios ou de centros de conferência com elevadores, intercomunicadores, ligações WLAN e garrafas de água à descrição. Eu ainda consigo tocar o tempo quando estas coisas estão presentes.

    Sinto apesar de tudo um sentido pouco usual de paz. Mudar todo o convencional, mas sem cair na aberração da aparência fashion. A imagem chega para fazer a diferença entre o individual e a aparência... e eu surjo precisamente fora da imagem, intencionalmente para criar essa impressão.

      2005/06/03

      Tudo



      Tudo o que eu fazia
      Tudo o que eu via
      Tudo o que eu sentia
      eras tu
      Tudo o que eu sabia
      Tudo o que eu daria
      Tudo o que eu quero
      és tu

      (by Kraak/Peixinho 2004, Viagens de Comboio pelo Mar, 1965-XXXX)

      2005/04/13

      Happy Endings #3 (Hvala Lepa)


      What's wrong with this picture?

      ALENKA (still) em Ljubljana


      Para os mais curiosos, depois de ter encontrado a Alenka nesta praça a fazer de tudo um pouco, desde vender castanhas, varrer as ruas, conduzir o mini-comboio e dar informação aos turistas, eis que desta vez estava a coitada a vender flores. Qualquer dia ainda vejo esta mulher na prostituição. :\

      2005/04/04

      A Caminho de Ljubljana


      This boy (now playing by Tom Baxter) flying to Ljubljana...