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2007/08/30

O Monólogo das Seringas


Se pudesse ou tivesse vontade de grafitar uma parede, teria que ser algo que me sucedesse de um sonho, como se me estivessem a injectar na pele uma seringa cheia de um líquido amarelado, tipo urina, e no outro braço, com a ajuda de outra seringa, me sugassem as palavras do sangue.

Duas seringas num monólogo precioso.

Felizmente um anjo apareceu, trouxe-me uma espingarda com uma agulha na ponta. Atingi o sonho no meio do seu osso.

Num abrir e fechar de olhos, um desequilíbrio, uma queda e o meu movimento ditou as regras, como se o sonho se esquecesse das palavras.

Como é que os lobos uivam? Awooooooooooo?

2006/12/24

Os Lobos, os Amigos e o Natal

[post #500]
[continuação deste post]

Se neste Natal pudesse, divagaria na minha mente através de um roubo de um carro, ia para bem longe e esperaria que a minha transformaçao ocorresse entre o por e o nascer do sol. Sei que é estranho, mas... começo já a sentir a minha mente a mudar, o formato do meu corpo a alterar-se... mas... estou a gostar!


Sem tarifas, sem lobos, sem sonhos, abro as minhas mãos para que as vossas repousem sobre as minhas.

Um Feliz Natal a todos os (young & old) Folks!

Tal como ontem, hoje chegam-nos 2 temas para número #6, devido a mais um empate técnico entre 2 maravilhosas músicas de 2006: "Wolf Like Me" (em audição) dos TV on the Radio, álbum 'Return to Cookie Mountain' (15º melhor álbum de 2006, na minha opinião) e 'Young Folks' do trio sueco Peter Bjorn & John, álbum 'Writer's Block' (para mim o 7º melhor álbum de 2006) (clip disponível no Kraak FM <'+++<).

"My mind has changed
my bodys frame but god i like it
my hearts aflame
my bodys strained but god i like it

Charge me your day rate
ill turn you out in kind
when the moon is round and full
gonna teach you tricks that'll blow your mind
mongrel mind
baby doll i recognize
you're a hideous thing inside
if ever there were a lucky kind it's
you you you you"

2006/05/07

Pulsação


Quando era lobo, mas queria estar à beira do mar, sentia-me meio mamífero meio aquático. O que sentia eu em terra e procurava nas ondas? Nuvens de gás? Remoinhos? Não sabia. Em terra via pedras e no mar sentia a pulsação do coração.

Eram tudo casualidades da minha mente.

Em terra não via emoções, nas ondas via anos de espuma doce. Não hesitei por muito tempo em saber onde estaria a minha toca marinha. Tudo era uma ilusão e uma desilusão. Decepção. O que é sinistro é que a minha vida voa, não à velocidade de um concorde, mas talvez à de um boeing. Custa a crer, mas quero que a minha vida nade. Nada de bater asas. Acho que fui roubado.