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2008/03/12

O Tacto do Espírito


A minha visão, apesar de periférica durante algum tempo considerável, muito recentemente expressou a minha concordância com Fernando Pessoa: ela é "o tacto do espírito".

Como estamos no princípio da primavera, fica o recado para quem melhor a carapuça se encaixar: vai colher narcisos para remediar a propagação do teu mal, pois a contemplação da tua própria imagem já anunciava um prenúncio de má sorte.

2008/02/15

Uma Música para o Xepa


Xepa, depois do dia de ontem que deve ter sido muito especial para ti e para a nossa amiga lá do outro lado (not), quero agradecer-te tudo aquilo que tens andado a fazer, mas um agradecimento verdadeiramente especial por teres tido o cuidado de não teres mencionado o meu nome para o próximo desfile de ranchos folclóricos.

Para veres que eu sou um gajo porreiro, venho hoje aqui dedicar-te uma música especial. Pá, meu, não é nova novinha, tem 3 anitos, mas olha assenta bem ao presente momento.

Xepa, para ti: "Living for the Weekend" dos Hard-Fi, na altura em que eles ainda faziam músicas de jeito. Se não te portas bem, para a próxima levas com o "Suburban Knights", embora esta até deva ser mais o teu estilo slut-pimba-fucking-with-a-tie-and-white-socks.

"Ah shit!
So my clothes are all counterfeit
So my name isn't on the list
'No you can't come in, so go home boys!' "




Vídeo Credits: loonies125 @ youtube.com

2008/02/12

I Have to Set Up


A seguir ao almoço, ainda atordoado com tudo o que ouviu, só teve tempo de ligar o seu iPOD e ouvir o resto da música que ainda estava a meio, após a última interrupção. Cantavam assim:

"Just take a look at my place
It's just such a mess
But I'll be outta this space as soon as you tell where the night is
You have to set up
Bring it on
"

Tratava-se de "Pogo", dos Digitalism, um dos grandes temas de 2007 aqui noticiado. Como dizia há uns dias atrás, há coisas que ele já não aguenta, as revelações continuam e ele realmente precisa sair de determinados espaços, não quando lhe disserem onde está a Noite, mas sim o mais rápido possível e de preferência à luz do Dia. Ele tem que dar lugar àqueles que mafiosamente querem implementar aquilo que não interessa ao bem comum, mas sim à conveniência das suas contas bancárias.

Não deseja mal a ninguém, mas tudo o que aconteceu hoje durante tal almoço faz-lhe pensar se ele pensa exactamente dessa forma ou se estaria armado em bonzinho ou em santo ao longo de toda a sua vida. De qualquer forma e para seu sossego, já aprendeu que é cá em baixo que tudo se paga.

Continua a afirmar que não sabe mais o que está para acontecer neste turbilhão de trânsitos planetários que atormentam o seu espaço sideral. Só sabe que a seguir ao dito almoço e de iPOD ligado, dirigiu-se de imediato à Loja do Cidadão para renovar o seu passaporte. Boa?

2007/12/05

How Could Anybody Not Look You in the Eyes?


Hoje, não preciso dizer nada. Basta reler este post. Basta querer acreditar que o Mundo poderia realmente ser um lugar maravilhoso.

Eu sei, eu sei. O gelo é frio.

Hoje chega o tema #27: "Ode to LRC" dos Band of Horses, extraído do álbum 'Cease to Begin'. Mais informações sobre os Band of Horses podem ser lidas aqui.

"Theres a doggie coming here to eat now
which dated back to 1993
I don't care what the people say 'cause
that dog he don't come around here anymore

no, no the dog is gone, the dog is gone
no, no the dog is gone, the dog is gone

The town is so small
how could anybody not
look you in the eyes
or wave as you drive by

The world is such a wonderful place
The world is such a wonderful...
"

2007/10/27

Nós Somos o Que Lemos e Tu És Aquilo Que Fazes



À entrada de uma qualquer biblioteca de uma universidade deste mundo, onde tudo parece ser calmo, poderia encontrar algo entre as milhares de histórias que aqui se encontram sentadas para ler.

Um pequeno cão aparece ao pé de mim para comer, um pequeno cão que parece ter cerca de 14 anos, um pequeno cão que tal como eu não se rala para o que as pessoas dizem, pois ele nunca mais por aqui passará.

Não. Não se rala. Está-se nas tintas até porque o cão já se foi.
Nessa pequena cidade suburbana onde estavas, como podem as pessoas ignorar-te e não te olharem verdadeiramente nos olhos? Como podem algumas pessoas, roídas não se sabe bem por qual razão, cuspirem-te críticas pela forma como conduzes a tua vida?

Queria acreditar que o mundo é um lugar bonito. Mas não. Sou deveras desconfiado, apesar de pensar sempre nas outras pessoas antes de mim. Se calhar o inferno é que é um lugar bonito.

Isto pretende ser não só uma homenagem a todos os cães abandonados, mas também a todas as pessoas que se sentem abandonadas. O cabrão do Guillermo Habacuc Vargas, bem como toda a comitiva da puta da exposição deveriam, no mínimo, ser presos.

[Adaptação livre do tema "Ode to LRC" dos Band of Horses, em audição no Kraak FM <'+++<]

2007/09/29

Converse All Star e Lições de Polaco

Depois d'O Problema da Chave, esta semana deparei-me com o Problema dos All Star.

- Compraste na Polónia?
- Não, comprei em Barcelona.
- Mas são polacos ou espanhóis?
- (cara de enjôo quase a vomitar) Não, são americanos.
- Amaricanos, queres tu dizer...

Os polacos têm uma palavra muito familiar para os nativos de língua portuguesa a qual dizem com muita frequência: "kurwa" e que deve ser lida tal e qual "curva", em português. Na realidade "kurwa" significa "puta", mas não no sentido directo de prostituta, mas sim no sentido de "cabra", "cadela" e similares. Entretanto, os polacos têm outra palavra, mais forte e mais bela quando pronunciada, "strefa", que significa "área" ou "zona". Curiosamente os eslovenos, para a mesma palavra, usam outro termo, como aqui podem ver.

Como, quem me conhece, sabe que sou perito em andar a inventar novos termos ou fazer trocadilhos com as palavras, há 2 semanas atrás passei a adoptar o termo "strefa" quando me refiro a situações em que quero dizer "cabra".

Voltando à questão dos All Star, só tenho a dizer que poderias ser uma STREFA, não? Se fosse a ti, despedia-me e ia trabalhar para este cabeleireiro.

2007/01/08

Vi-te mas não te vi


Vi-te algumas vezes, não muitas, mas as suficientes para perceber um pouco da inutilidade de algumas pessoas que nos são apresentadas. Beijinho para lá e para cá, após apresentação. Uma vez mais, beijinho para cá e para lá. Vá lá, houve mais uma vez: beijinho para lá e cá. Há pouco tempo, fingiste que não me viste. Passaste nas minhas barbas pelo menos umas 4 vezes.

Para onde irias? Para o Nada.

Ao princípio ainda pensei em dizer "olá", mas felizmente arrependi-me de imediato em tal pensamento.

De onde virias? Talvez de um Azul muito Escuro, embora o teu sorriso fosse forçado, comprometida que parecias estar.

Não sei porquê, vi-te, mas na realidade não te vi.

Gosto das pessoas que passam por nós e fingem ignorar-nos, sem nenhum motivo aparente.

2006/10/03

Mediocridade e Cinismo


Lembro-me de um tempo em que quando se apagavam as luzes, eu tinha medo. Não sei se tenho ou não saudades dessa época. Época onde a inocência dos fantasmas e das bruxas arrancava a pele dos meus ossos sem eu saber que festa era essa ou em qual dos canais de televisão tal ocorria.

Agora tenho medo de algumas luzes que se acendem: aquelas em que não acredito no que se passa à minha volta, as que me causam transtorno mental, as que me causam vómitos políticos, as que não iluminam seguramente o meu quotidiano profissional.

O melhor é pôr o tempo presente de lado e, antes que a mediocridade e o cinismo cheguem com um atraso inferior a 15 minutos, sugerir àqueles que acendem as luzes que efectivamente assustam, que escalem a sua chaminé do sucesso dentro da sua própria caixinha de plástico da loja dos 300, pois os monstros não estão no céu nem descem da montanha até ao povo: já cá estão e não voltam para onde vieram.

Gente assim não deveria sequer tirar os sapatos. Apesar da classe (social) que julgam ter ou fingem ter, devem ainda pensar nos tempos em que as luzes estavam apagadas e divertiam-se a mandar peidos.

Em breve surgirá um novo comboio InterCidades que nos leva da Mediocridade para o Cinismo.

2006/03/05

Ser e Estar


Verbos parecidos, muitas vezes com o mesmo significado, mas determinadas vezes com uma diferença enorme. Há pessoas que são e que estão. Outras que só são, quase nunca estão. Outras que estão, mas quase nunca são. Contando com outros tempos verbais, podemos imaginar as que foram e estiveram e possivelmente aquelas que nunca foram nada e que nunca estiveram em lado nenhum.

Espaços amorfos, com muito pouca história, alguns complementos pouco estéticos, mas que nunca ganharam personalidade, autonomia ou expressão própria. Objectos resguardados dos olhares, tal como algumas máquinas encastradas nas cozinhas.

O espaço é pequeno, mas foi agradável. As pessoas mínimas, mas funcionais, tais como as máquinas encastradas significam mais espaço e melhor arrumação. Como as pessoas que não estiveram, mas já foram.

Estou cansado, se não se importam.

2006/01/16

A experimentar números


Quando eu amanhã adormecido acordar, vou ainda tentar sonhar que não ligo às questões profissionais, imaginando que os anjos me trazem bifanas e pregos para o almoço e cachorros e arroz doce para o jantar. É só telefonar:

-Está? Já fizeste o que te pedi ontem?
-Sim. Tudo tratado.
-Pois então, destrata porque há opiniões contrárias.

É a aproximação do carnaval que faz com que não levemos a mal determinadas atitudes. Eu vou aparecer vestido de índio ou talvez de homem-aranha porque a elasticidade que esta personagem possui, permite que eu me converta num fiel pagão, semi-pronto para subir ao alto de uma montanha, não para recitar poemas, mas sim para cuspir fogo sobre essa classe, que até as folhas varridas de um outono acabado se riem, mesmo já mortas.

Eu também poderia ser como as putas do SinCity. Sem chaves, à procura de uma lareira para aquecer os pés, sabendo o que fazer sem o terem aprendido na escola. Demasiadas felinas para um único domador.

Dizei-me vós, estranhos colegas, porque está o meu espírito profissional como um jogo de sudoku desde Outubro de 2004? Eu sei a resposta. Nem conseguem sequer perceber as regras do jogo, quanto mais fazer um joguito Nível 1 (Muito fácil). E então, embora experimentar todos os valores possíveis!

É como apanhares um elevador para o último andar e entrarem uns pacóvios que não sabem para onde querem ir e carregam em todos os andares.

Qualquer dia perco a paciência e desmascaro o que de tenebroso existe pelas cabeças pensantes daqueles que supostamente tentam poupar o dinheiro implicitamente pago por 6 milhões de portugueses. Já faltou mais.

2005/11/10

A Pobreza das Palavras

Há palavras que soam como caídas no vácuo de um buraco. São tão pobres, tão vazias de significado, tão obsessivas e defuntas ao mesmo tempo. Não surpreendem, pois são vozes febris. Uma linguagem que não se vê, uma árvore que perdeu a sua raíz, uma semântica que não se lê, uma sintaxe que não se sente. Pobres como o lixo. Persistentes como a morte já sem argumentos. Rastejantes como eram estas cobras
que agora são aqui servidas fritas.


NHAM NHAM! Tão bom :)

2005/08/29

Autárquicas, #3-Seriedade e Susto by PS


[photo by Kraak/Peixinho @ Estação de Oeiras, lado Mar, 28 Ago '05]

SOS! SOCORRO! Um bocadito de fairplay era capaz de lhe ficar bem, não Emanuel? Ainda por cima tem um nome pimba! LOL. Não viu as provas das fotografias que lhe tiraram? Fonix. Que susto. Desapareça, pá! Mudança tranquila? Passaríamos a viver aterrorizados no Concelho com a sua presença como Presidente. Já sabe que vai perder, não? Já é um bom consolo, mesmo assim. Vou cuscar a sua página.

1. Desculpe, mas a musiquinha de fundo é de ir ao cu, naum? Que cena mais pseudo-ecléctica-vulgar-bacoca-sofrível.
2. O quê? Tem um blog? Espante-me! Estará aberto a comentários? Hummm... Espere pela minha visita.
3. Com uma pós-graduação em Marketing Político e um mini MBA em Gestão pelo ISCTE" --> O que significa mini MBA? LOL. Nonsense.
4. "O candidato socialista à Câmara de Oeiras é um profundo conhecedor do concelho ao qual se candidata devido à sua já longa relação..." --> Hahaha! Imensamente conhecedor. Deve ser mas é da Feira Popular. :P
5. DISCURSO: As empresas municipais, as que antes serviam para albergar, primos, sobrinhos e afilhados do PSD, e que continuamente davam prejuízo, têm no exemplo de gestão de Luis Pires na Parques Tejo a prova acabada do mérito do nosso trabalho: Um ano de gestão e Hellas! passou a ser economicamente rentável e funcional. E omito tantos outros casos… até por pudor" --> Sr. Dr., poupe-nos por favor a sua retórica. Hahaha! 'Um ano de gestão e Hellas!" Hellas? Hellas era se o Sr. Dr. ganhasse as eleições, LOL. "E omito tantos outros casos..." --> Não me faça rir!! É melhor omitir mesmo, porque em termos de pudor, o seu partido em nada fica a dever ao PSD.
6. Oeiras como terra de BEM ESTAR ainda tem muito para criar." --> Isto é como um daqueles versinhos farsolas que costumo fazer, LOL.

Sr. Dr. Emanuel Martins, a sua página é uma seca. Defenda os seus interesses, dinamize o seu programa em vez de andar a dizer mal do que os outros andaram a fazer. Que coisa mais enfadonha. Ainda por cima aquela música de fundo (como já disse) é um enjôo. Parece que anda a armar ao Guterres com o Vangelis.

Uma sugestão: mande retirar todos os cartazes da sua campanha. Faça novas fotos. Mais descontraído. Com um sorriso menos forçado. Ninguém acredita em si, LOL. E acredite que (já) é chacota de muitos munícipes.

Só mesmo o PS para apostar em si para um concelho como este onde este ano as eleições estão ao rubro (PSD vs Isaltino) e de onde o seu partido até poderia colher bons frutos. Mas não: o PS não quer de forma alguma conquistar esta Câmara.

2005/08/05

Falinhas Mansas

É curioso o ponto onde chega a lata das pessoas... Este post é atirado em várias direcções e é um reflexo de e-mails, mensagens sms, convites, telefonemas e tentativas de conversas no Messenger que tenho recebido e tido nos últimos tempos.
    Manquem-se, porra!
      As alucinações parece existirem e não ocorrem só como reflexos de Plutão em Neptuno (sim, novamente Plutão e Neptuno!). Mas até quando vão continuar a tentar invadir o Mar de Neptuno? Já houve alguns tsunamis por estes mares, mas parece não ser suficiente. Chegará o dia em que esses planetas que gravitam à sua volta serão engolidos de vez pelas suas águas.
      Planetas com luzes que outrora muito brilharam, outros com luzes que iluminaram muito pouco o caminho, mas que de alguma forma nos mares de Neptuno navegaram.

      Ó Luz Brilhante, tu se não tivesses existido talvez nunca me terias permitido neste blog alguma coisa ter escrito. Agora, o sonho acabou. Há já algum tempo considerável. Regressa ao teu sofá, permanece em frente à tua televisão, ouve a musiquita do costume porque esse mundo não é o meu. Deves pensar que és muito esperta. Só lamento é que subestimes a minha mente quando tentas passar-me mensagens nonsense.
        E vós, Luzes das Pilhas Fracas, apagai-vos de uma vez por todas do meu candeeiro. Nunca ouve energia suficiente para o vosso brilho. Um pouco de coerência não vos fica nada mal. A bateria não se carrega por si e não tenho paciência nem disponibilidade para desempenhar o papel de recarregador de gente básica e com pouco interesse mental.

        2005/06/29

        Ecos

















        Infelizmente, já te tinha dito:

        Não passas de mais um nome. Um nome quase imaginário como esta linha imaginária acima de outra também imaginária que separa dois hemisférios completamente distintos.

        [Photo by Kraak/Peixinho @ Algures entre San Juan del Cabo e La Paz (Mx), 13 Set '04]

        2005/06/27

        Masturbem-se, Cambada de Burgessos

        Às vezes fico a pensar se me tomam por ter um "O" na testa. Depois dizem-me que tenho que ter "jogo de cintura" porque espeto suavemente facas no peito das pessoas. Mas será que ainda não aprenderam? 17 anos a trabalhar neste deboche pegado e os prémios e louvores vão para os outros? Será normal? Os tanços aqui a fartarem-se de dar ao coiro e as outras mulas que cá estiveram (e que agora estão do outro lado e naum fazem ponta de um corno) é que têm direito a fotos de intranet e prémios chorudos (€€€ - isto mesmo, guita!).
        Estou-me a cagar para os prémios chorudos que aquelas putas recebem à pala da minha equipa de trabalho. Preocupo-me é com o bem-estar dos meus colaboradores os quais não se sentem nada confortáveis com esta situação merdosa.
        É bom termos cartão da colectividade: PSD ou PS. Conforme dá jeito. A gaja é do PS e o corno do marido é do PSD. E nós temos cartão do PCB (Partido da Colectividade dos Básicos).

        Já não bastou a cena rocambolesca do encerramento do Túnel do Rossio e agora deslocamo-nos para outra Empresa para fazer o trabalho que lhes era suposto? E quem continua a fazer o trabalho somos nós e aquelas cabras só sentam o rabo ao meu lado uma vez em 2 dias consecutivos, a fingir que percebiam o que estavam a dizer/fazer?

        E depois ainda tem a minha Administração o descaramento de me perguntar porque nunca mais lá pus os pés? Fodam-se. Não papo grupos. Montem-se! Não sustento chulos nem alinho no putedo. Ouviram o que não quiseram. Aperceberam-se do estado da Arte. Caguei d'alto nesses gebos.
        (Desculpem o post e a sua linguagem - estou fodido)
        Preciso é de Indie Rock 'N' Roll.
        :#

        2005/06/20

        Não Passas de Mais um Nome



        Eras como um farol de encaminhamento dos barcos, onde alguns se chocaram contra as falésias da tua guarda. Tu guiaste o meu barco ao teu encontro. Tinhas tanta luz nessa casa, de várias cores, e esses momentos não nos foram eternos. Passaste a ter uma luz artificial enquanto a minha era mesmo natural. Eu, um navegador com bússola mas também com conhecimentos práticos dos sistemas temporais.

        Eras igualmente como um jardim, também cheio de cores, como as luzes do teu farol. E que buscavas tu em mim? Estarias à procura de um jardim perdido? Nada se perdeu em mim. Eras como algumas flores suplicantes por carinho e atenção. Um grito de desespero. Daqui muito veio. Daí muito deixou de vir. Como me doem os instantes intensos por mim vividos. Na (in)certeza de que tudo se eternizasse, não passaste de ser apenas mais um nome. Era altura de levantar a âncora e zarpar. Para alto mar, onde não há farois. Nem jardins.


        Dedico-te isto (Just Another Name, by Lifehouse, in "Stanley Climbfall", 2002). Toda a gente sabe o teu nome, mas ninguém sabe quem tu és. E vou dedicar-te sempre posts todas as vezes que apareceres. Como os reflexos de Plutão sobre Neptuno.

        2005/06/08

        Hollywood

        Bem me basta este expediente
        De te ter visto esta manhã em mente
        Nós plenos de sangue quente
        Uma alegria a subir a corrente

        Um sorriso estalado, um beijo sentido
        Uma música no ar, uma tela a pintar
        Desconhecia que agora a música invadia o teu exílio
        E que eu aprendia como as cores misturar


        É pura ilusão.
        E ainda não começou o verão.

        2005/05/21

        Poison in the Walls (Alinhamento #4)



        Não há combinações de palavras.
        A letra desta música poderia ser escrita num postal
        com selos, marcas e imagens ilustradas.

        (Não te vou enviar, :P)
        -in between dreams...

        Uma canção do álbum "Bright yellow, bright orange" (2003), que não teve direito a encore.

        Para quem quiser ouvir, é so beberem deste veneno e subirem pelas paredes.
        ZRH, 2005.05.19

        [posta de paixaum >+++'> enviada por e-mail]

        2005/03/22

        Objectos

        Que sensação mais estranha que determinados objectos ou coisas, quer seja um simples saco plástico ou mesmo um reles clips quer seja algo mais volumoso como uma almofada, um cinzeiro, um relógio, whatever…, podem ter nas pessoas.

        Hoje, a seguir ao almoço, fui abastecer o meu carro com moedinhas, tanto para sustentar os chulos da EMEL como para satisfazer os romenos e outros guetos de nacionalidade duvidosa (’tugas, inclusive) que andam a vaguear por esta cidade.

        Eis que encontro na porta do carro, do lado do pendura, quase que escondido por um velho e gasto mapa de estradas, um maço de tabaco vazio…

        Um simples e de cores bonitas maço de tabaco, ligeiramente escondido, ligeiramente comprimido e sem cigarros… o qual, pelos vistos, lá estaria há um tempo considerável.
        Ao regressar, não fiz a minha volta habitual pela estação. Não quis arriscar ver novamente o comboio não parar. Cruzei a avenida de nível. Nos semáforos.
        A minha capacidade de lidar com este tipo de situação já não desce em queda livre.
        Tudo isto significa que o meu carro já não é limpo há muito tempo.
        :=§

        2005/02/18

        Como Eu Gostaria de Ouvir Isto de Alguém... :|


        this is an audio post - click to play

        Come back to what you know, Take everything real slow I wanna lose you but I can't Let you go. Before you interfere Let me make it loud and clear, that you got no more to prove. I'm a fool. So take it easy on yourself, There's nothing new about regretting how you felt. I'll never let you down, Or ever feel the way that I've been fearing now.

        Coming back to what you know won't mean a thing. Everything that you've done keeps you from me. Now I know that I need more time, Come back and let me see you're right. I'm coming back to what you know, Cos I know that I need it now it's gone. Now I know that I need more time, Come back and let me see you're eye

        So hang on to what you've got, keep it safe. Hang on to what you've got, Keep it safe from harm. You'll find. There's nothing new that we can't leave behind.

        Come back to what you know, Take everything, real slow, I wanna lose you but I got, Far too high To let go Now the demon in me knows, What I knew so long ago Coming back to what you know won't mean a thing. Everything that you've done keeps you from me. Now I know that I need more time, Come back and let me see you're right. I'm coming back to what you know, Cos I know that I need it now it's gone. Now I know that I need more time, Come back and let me see you're right.

        So hang on to what you've got, keep it safe. Hang on to what you've got, keep it safe from harm. We got time. We got time. Come back to what you know, Take everything real slow, I tried to lose you, But I got far too close.