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2007/09/26

O Triunfo da Gaivota



Hoje pela manhã recebi uma visita inesperada: a minha amiga de sempre voltou a visitar-me, só que desta vez consegui tirar-lhe uma fotografia. Como habitualmente, instalou-se no parapeito da janela e dali me observava. Movimentava-se de um lado para outro sem ignorar os meus olhos. Normalmente esta minha amiga aparece sempre em situações em que a minha mente está conscientemente a atravessar um túnel ou um desfiladeiro com alguma dificuldade.

Fiquei feliz ao cumprimentá-la. Trouxe-me satisfação, forçou-me um sorriso e passou-me a mensagem do triunfo, tal como sempre as gaivotas fazem.

Mais que isso, serviu-me para chegar ao outro lado do percurso, concluindo que até posso ser como o gato Zorbas que ensinou a gaivota Ditosa a voar, mas sem perfil para chocar o ovo do qual nasceu Ditosa.

Na realidade, tudo aquilo a que nos dignamos fazer, se tivermos mesmo vontade que elas aconteçam, seguramente o conseguimos.

[photo by Kraak/Peixinho @ Lisboa, 26 Set '07]

2006/12/12

O general Panaché


[continuação deste post]

Chegou a tua hora, infeliz. Fizeste a tua malita? Viste como estava a tua cara, seu ordinário? Lentamente foste chegando ao fim. Pena que haja muitas pessoas que não chegaram ao seu fim da mesma forma que tu, porco. Muitos, directamente ou indirectamente por ti mandados, foram executados subitamente.


Pelo acaso do destino (adoro estas aleatoriedades) bazaste para o outro lado no Dia Internacional dos Direitos Humanos. A maioria do povo chileno deve estar satisfeita, bem como a grande comunidade internacional.

Não terás aqui a tua fotografia, seu boi, terás a de um lutador que, como muitos, tiveram que fugir desse belo país que era o teu. Este post é uma homenagem para todos eles, seu cretino. Alguns desses, conheci eu pessoalmente.


O teu coração já não bate e já não batia como deve ser. Os teus olhos já não vêm; já nada reconheces. Só tenho pena que não tivesses apodrecido na prisão, pulha! Ninguém percebe porque isto não aconteceu. Por razões desconhecidas...

Dedico-te esta música para o teu funeral, seu cara-de-merda. dRIP (don't rest in piece) é o que te desejo.

Hoje chega a #17 (em audição nesta data): "For Reasons Unknown", dos The Killers.

"I flew and flied.
I know if destiny’s kind, I’ve got the rest on my mind.
But my heart, it don’t beat, it don’t beat the way it used to
And my eyes, they don’t see you no more
And my lips, they don’t kiss, they don’t kiss the way they used to,
and my eyes don’t recognize you no more.
For reasons unknown; for reasons unknown."