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2008/06/22

Desabafa Comigo: Hoje, Kraak

[post #1000]

Quando na passada 6ª feira descobri que a minha mãe voltou a piorar do seu estado de saúde, passando todo o dia deitada, porque se sentiu mal devido ao jogo Portugal vs. Alemanha, é caso para dizer que qualquer dia é o filho quem vai para o Júlio de Matos.

2008/05/04

Tune In For... MAMI


Mãe, felizmente poucas foram as noites que te dei sem descanso, medo e incerteza. Mesmo nestas sempre bem soubeste os seus significados e logo a seguir reencontraste-me a um nível superior.

E tu... tens uma coisa linda, aquelas coisas próprias de
mãe, ou seja, guardas tudo no teu coração, mesmo quando algum sofrimento te oprime. Os teus planos de amor e sabedoria ajudam-me sempre a partir os tijolos do muro que me rodeia. E não me queixo. E agradeço-te. E sinto-me sempre assim quando me dás a tua mão. Amo-te! Vem comigo mais uma vez, desta vez não a Hollywood, mas a Praga. :)

[photo by Edyta @ Praga (CZ), 27 Abr '08]

2008/02/04

Um Guia Para o Forasteiro

Ao longo de muitos anos, sempre me ensinaste que cada vez que descemos, estamos ao mesmo tempo a subir. Engraçado, não? Nesta etapa algumas coisas caem e outras se elevam. Todo um processo. Toda uma vida. Todo um conjunto que nós próprios não nos apercebemos, excepto apenas quem nos vê de fora dos diagramas.

Mesmo hoje em particular, quando envelheces mais um ano, continuas a dizer-me que a vida é um gesto e que se alguém me quiser raptar que me deixe ir, sobretudo porque segundo as tuas palavras, alcançar a plenitude passa por amar, ajudar os outros e faze-los felizes. O resto é mundano.

Mãe, obrigado pelo esforço que fazes para que eu deixe de sentir o presente. Parabéns a ti!

2007/02/04

O mar não tem paredes


Tu gostarias ainda de escrever pelas paredes, palavras bonitas com uma transparência interminável. Às vezes as paredes são frias, opacas, moucas, mas tu sempre com a tua frescura sobressaltada, mesmo com a tua mão levemente desligada, traças de forma delicada a surpresa de um desenho.

Por isso é que amamos o mar. As palavras aí não têm senhorio. Subimos e descemos. Morremos e nascemos. É por isso que te amo, Mãe. Feliz Aniversário!

2006/02/14

Paixaum >+++'> Rewind, #10 (Fase: Ternura)


No trilho do Paixaum e após a estação passada, aparecemos então no mês de Novembro '05, naquela a que posso chamar a Fase Ternura. Continuou com postas da "Fase Edição", ou seja, muita escrita sem ficção, onde infelizmente nem todos que me visitam têm brain suficiente para compreender certos posts.

Mas o importante a salientar é que esse mês também se caracterizou por alguns aniversários de amigos (Natinhas e Random), a operação da minha mãe e o blink de um blogue da Estónia, de uma senhora muito simpática que assina como Tiiu (e que curiosamente fez 'amizade' com a amiga Fernanda) a qual convergiu para o Paixaum >+++'> atraída pela música.

Tantos bons acontecimentos e tantos motivos para escrever coisas bonitas e ternurentas que o lamentável incidente deste post, foi rapidamente atirado às cobras.

Por falar em cobras, houve uma posta particularmente importante sobre os animais e que muito me tocou a qual gostaria novamente de assinalar: Quem são as feras?

E mais uma vez um novo mês havia chegado ao fim e com uma posta dedicada, obviamente, à minha querida mãe e à sua recuperação.

2006/02/04

Hollywood com a minha mãe




Mãe querida, apesar do mundo estar repleto de sujidade, canalhices e outras coisas que podem terminar em "ices", cá estou eu ao teu lado, a carregar a minha ou a nossa cruz, num local onde já não sei bem onde se situa. Mas hoje não te quero cantar algo triste, não. NOT! Esquece. Nesta estação do amor, com a minha presente rebeldia desde puto que se mantém na minha idade cota, perdoa-me se quero ajudar-te a enterrar o passado e especialmente no dia de hoje, quero estar contigo a rir, tu a dançar e eu a cantar ou ao contrário, a caminho do palco. Embora apanhar o avião para Hollywood?

Parabéns e Feliz Aniversário! Já vou estar contigo. Em meia-hora :)
AMO-TE!

2005/11/29

O Nariz da Minha Mãe

Fecho os olhos e vejo-te neste momento. Há uma intensidade de energia que irradia do meu corpo e que envio para ti. Levaste uma injecção de sono, uns comprimidos para a inconsciência, e eu fico ao teu lado em consciência, como um peixe carinhoso dentro de ti, submergido nesse teu aquário com o meu coração que de vez em quando pára a pensar em ti. Hoje está sol, mas tu não sabes. Imaginas que sim. Parece que sim. Mas nesta noite e como passaste o dia sem ver a luz de tal astro, levo-te o calor que precisas bem como o brilho dos meus olhos ao ver-te que estás bem.
    Amo-te, Mãe.
      [ photo by Luis Albero from http://www.aquaonline.com.br ]

      2005/10/19

      O estado da saúde

      Após alguns momentos de tensão relatados aqui, eis que já me encontro mais calmo e pronto para relatar o que de facto aconteceu. Para já quero agradecer aos amigos que por este blog passaram e que me telefonaram ou mailaram ou smsaram para saber como estava a minha mãe.

      Na realidade, no passado dia 18 a minha mãe iria sofrer uma intervenção cirúrgica. Tudo definido há já algum tempo, entra no Hospital Egas Moniz na véspera e antes de dormir, vai uns comprimiditos para o bucho. No dia a seguir, mais alguns para a preparação da anestesia. A cirurgia estaria marcada para as 11h30m. Pelas 12h15, ligo ao meu pai para saber novidades e eis que sou surpreendido pela notícia de que a minha mãe não seria operada nesse dia e que estaria à espera que o meu pai a fosse buscar. Sabendo eu que obviamente este tipo de coisas pode ocorrer, rapidamente bazei do trabalho em direcção ao hospital para saber o que se havia passado e quando lá chego encontro o seguinte cenário:

      - No refeitório (pois a minha mãe foi corrida do quarto) encontro a minha mãe encostada ao colo do meu pai como se estivesse inconsciente, sentados cada um numa cadeira;
      - A TV aos berros assim como as auxiliares e as próprias enfermeiras;

      O meu pai diz-me então que estariam à espera do Sr. Dr. que ali apareceria para lhes dar uma explicação. Ali estive meia hora à espera e os meus pais já ali estariam há pelo menos uma hora. Eis que decido saber da Enfermeira-Chefe para pelo menos dar-me uma almofada para levar à minha mãe. Eis quando sai da sua casota (sim porque aquela mulher seria um animal falante) a dizer que "a senhora que não foi operada já teria ido embora e a perguntar o que quereria o filho".

      Passanço #1: - Não, Srª Enfermeira, a minha mãe está completamente drogada ali no refeitório à espera do médico que não aparece e julgo que a senhora deveria sabe-lo. E QUERO uma almofada para a minha mãe, sff. [já estava a falar alto e furioso]. O que é um facto é que mudou logo o seu irritante tom de voz e lá foi sacar da almofada armada em preocupada com a minha mãe a perguntar se ela estaria bem, informando com antecedência que não lhe fizesse perguntas porque não poderia responder pelo Sr. Dr.

      Almofada nas mãos, lá ficou pelo menos mais confortada a minha mãe. Mais 45 min e aparece a auxiliar aos gritos a dizer à minha mãe para se sentar à mesa para comer. Enfim, a minha mãe, que mal quase abria os olhos. A muito custo, sentou-se à mesa, até que apareceram um médico e uma outra enfermeira a chamar pela minha mãe (ela tinha que sair da sala porque seria uma baixeza muito grande ao chavaleco do sr. dr. entrar no refeitório).

      Passanço #2: - Mas o que é isto? A minha mãe é que tem que se levantar para falar consigo?

      Enfim, a arrogância do médico era de tal ordem que nem sequer aqui vou descrever. Ao fim de 3 minutos,

      Passanço #3: - O Sr. Dr. é que parece zangado com alguma coisa. Afinal quero saber se o seu colega só hoje é que viu o diagnóstico da minha mãe ou se houve um problema no bloco operatório. O Sr. Dr. é da equipa?
      - Meu caro senhor (mudando o tom de voz) houve um problema no bloco e eu estava nas urgências e o meu colega pediu-me para cá passar para dar alta à sua mãe.

      Enfim, só para dizer que a minha mãe terá que lá voltar no dia 31 para marcar nova operação! LOL! Não lembra!

      Tenho a impressão que ainda lá vou voltar antes desse dia e apresentar uma reclamação por escrito.

      [Afinal aqueles mailes que recebemos a relatar coisas nos Hospitais portugueses ocorrem mesmo!]

      2005/10/18

      Tensão

      Aqui a trabalhar
      Quero esta manhã rapidamente passar
      Porque sei que breve breve para o quarto vais voltar
      E eu mais tarde perto de ti vou estar

      O teu abraço de ontem foi apertado
      O teu beijo de ontem açucarado
      O teu olhar motivado
      Com um sorriso ainda não anestesiado

      Cafés, copos com água
      Já muito hoje bebi
      A alternar a minha mente
      entre gráficos, conflitos e o que de ti recebi
        Na certeza que esta manhã, com todo o meu amor
        Estou a enviar em conjunto com o Universo
        Energia para ti e para o doutor
          [ Mãe, espera-me logo ao fim da tarde ]

          2005/04/29

          MÃE, 2005.MAI.01

          Mãe Querida, neste dia que não vou poder estar contigo, deixo-te aqui um pequeno pedido meu. Um pedido que não te verbalizei, mas que tu implicitamente atendeste. Num dos meus dias mais tristes deste ano, deste-me colinho. Não foi preciso que tivesses lido isto nem pedir-to: tu (já) sabias.

          Deixo-te aqui também alguns dos nossos momentos pelos pontos por onde passámos: os 2 juntos ou eu sózinho... E tu vinhas sempre visitar-me. Chaves, Valpaços, Porto, Oeiras, Funchal. Estive tanto tempo sem ti. Ainda bem que voltaste.


          1984, g'anda deboche, naum? Estavas a rir de uma cena
          qualquer sobre uma melhoria de nota que naum melhorei, LOL



          Arrábida, '91. Repara nas tuas perninhas... hehe. Estavas
          cansadita? Tu querias era dançar que eu bem me lembro...


          Porto, 1982. Que dia! Querias ir a pé da Boavista à Batalha,
          bia antigo estádio do DRAGAUM! Estabas impossíbel nesse dia! (LOL)
          E eu tinha que me lembrar dos caminhos que fazias nos teus
          tempos de moçoila quando andabas pela Imbicta


          Porto Moniz, '88. Lembras-te quando fugimos para o Funchal?
          E o teu atrofio em Porto Santo? Haha :)


          Valpaços, 2004. Pai! Obrigado por teres casado com a Mami.
          O que fazem aí o Brac e o Golfinho? Que é do Talgo?

          Mãe, já ninguém se lembra. Só tu. Dança comigo uma daquelas danças antigas.
          Bailemos
          com os teus cabelos soltos, a voar, a enrolarem-se à nossa volta.
          Deixa-me olhar-te... que bela és! Os teus olhos doces impedem-me de dizer seja
          o que for, mas...
          Tu sabes o que eu tinha para te dizer.
          Finalmente, o tempo parou...

          Fala-me de ti, quero saber o
          que fazias, se era esta a vida que querias,
          como te vestias e como te penteavas.

          Nesta noite farçola, esqueçamos tudo:
          os teus problemas e os teus discursos sobre o pai, rugas, idade e
          juízo...
          Embora fugir! Há tanto tempo que não estamos os dois juntos...
          Não, Mãe, a culpa não é tua e apesar de tudo,
          sinto-te sempre à minha beira mesmo quando não estás e
          Estás dentro de mim, hoje que sou um homem.

          Quero ver-te mais feliz, dizer-te muitas coisas,
          mas... sabes, Mãe
          esta vida faz-me, por vezes, tremer e são sempre os sentimentos
          os primeiros responsáveis.

          Amanhã queria desaparecer para parte incerta, entretanto,
          vou passear contigo e
          eu
          só queria que me levasses
          a dançar.

          Volta a ensinar-me uma daquelas tuas danças
          que ninguém sabe fazer, que ninguém mais sabe fazer.

          Beijaste as minhas lágrimas salgadas
          com o teu sorriso e o teu abraço.
          Agarraste-me como se fosses um Aquário.

          Kraak/Peixinho, 12 Fev '05

          [Aos meus amigos: se eu não voltar do MAR, mostrem isto à minha MÃE, sff]

          2005/02/23

          Nuno Markl e a Pastelaria de Benfica

          Tenho efectivamente que agradecer ao Nuno Markl... Conseguiu fazer-me rir a bandeiras despregadas hoje pela manhã quando vinha trabalhar, LOL. Estive parado no parque de estacionamento de Campolide à espera que acabasse de relatar a sua odisseia por essa pastelaria.

          Depois de uma passagem logo cedinho por casa dos meus pais, recebi o convite simpático da minha mãe para tomarmos o pequeno-almoço juntos. Queria conversar comigo logo pela fresca? Ou queria companhia mesmo para comer a sua almofadinha mista e tomar o seu café?

          Love MUM