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2009/02/17

Paté de Pato com Vinho do Porto

Pois... seria hoje que o defunto Paixaum >+++'> faria 4 aninhos, mas olha, foi para a buraca. Acho piada a mim próprio falar disto aqui. É o significado de pregar partidas a mim próprio. A paixão do Paixaum >+++'> para me ajudar a esquecer as palavras que escrevi.

Na realidade, como dizem os The Maccabees com este clip fresquinho do tema "No Kind Words", uhuh, "if you got no kind words to say, you should say nothing".

É o caso.


Video Credits: TheMaccabees @ youtube.com

No Kind Words, pelos The Maccabees
:-:-: The Maccabees, via Kraak FM <'+++<

2008/12/02

Top 31-2008-A Alvorada dos Mortos


Parar e decidir-se pela habituação é algo que por vezes pode originar alguma revolta interna, especialmente para pessoas como eu que tenta bastante fugir a determinadas rotinas. Nem que para isso seja preciso partir algum prato e depois, consoladamente apanhar os cacos do chão. Quando se apanham os cacos, aproveita-se para fazer uma limpeza, descobrindo coisas que sem os cacos não encontraria a sua certeza.

Ao fim de horas, dias, semanas e meses o consolo limitou-se a percorrer a noite, observando o silêncio, observando ao longe o nascimento de presenças, vendo o renascer dos mortos, sentindo a proximidade externa da ressurreição dos mesmos. O que origina muito medo. Demasiado.

Nada como estar perfeitamente à vontade para fazer figura de parvo.

O tema #30, "Dawn of the Dead", dos britânicos Does It Offend You, Yeah?, single extraído do álbum 'You Have No Idea What You're Getting Yourself Into', é um tema que me permitiu ter realmente medo de histórias do passado que se poderiam transformar em casos sem resultado, mais uma vez... Já basta quando as pessoas se separam por circunstâncias paranormais.

Para ouvir:
Dawn of the Dead, pelos Does If Offend You, Yeah?
:-:-: Does It Offend You, Yeah?, via Kraak FM <'+++<

2008/02/14

Fucking Valentine's Day, Part TWO



Tell me something I don't know. Please give me decent days and nights.

2008/01/11

A Humidade da Cova

Eu não tenho medo da vida. Da morte, acho que também não: habituei-me há alguns anos à ideia da sepultura. Apesar de seco, ainda tenho água para alimentar o contorno do meu caos. Sem humidade, também consigo valer-me dos fósforos ou do isqueiro para acender o rastilho do inesperado.

A questão é que a água é um bem cada vez mais escasso.

2007/12/02

... But I Crumble Completely When You Cry


Neste momento em que escrevo este post, o sol já desapareceu para dar lugar à lua. Tudo parece longe. Adormeço e acordo. Quando adormeço tenho uma sensação de fuga para não me esquecer dos belos momentos que vivi. Quando acordo pareço querer fugir para não me esquecer dos belos momentos que não vivi. Na realidade fingimos mentir. Fingimos estar bem. Fingimos ignorar que a comida de ontem é a mesma de hoje. Será a mesma de amanhã. Sem prazos de validade. Sem caducidade e com cadência, choro. Choro porque já te vi ou te fiz chorar: Morro. Porque me fizeste chorar. De alegria: Morro; de tristeza, luto para não morrer.

É bom relembrar o quarto 505. O vôo 743. O quarto 34. As assoalhadas da minha casa. Sem tempo de vôo. O teu quarto. Ou o quarto de hora que nos separa.

Hoje chega o tema #30: "505" dos Arctic Monkeys, extraído do álbum 'Favourite Worst Nightmare'. Para quem estiver interessado, algumas informações por mim escritas sobre os Arctic Monkeys podem aqui ser lidas.

"But I crumble completely when you cry,
It seems like once again you've had to greet me with goodbye,
I'm always just about to go and spoil a surprise,
Take my hands off of your eyes too soon,

I'm going back to 505,
If its a 7 hour flight or a 45 minute drive,
In my imagination you're waiting lying on your side,
With your hands between your thighs and a smile!
"

2007/11/04

Quando a Alma Dói


Nestes errantes dias, nestes falsos destinos que arranjo, nestas duras distâncias a percorrer, pensei em ti. Pensei em ti como se o meu assassinato fosse imprevisível e o improvável acontecesse. Como se construísse um balão para sobrevoar a deliciosa Roscoe pensando na vaidade de tal cidade. Cheguei e parti.

Parti e cheguei. O que me permite concluir que além de tragédia, também sou um desastre. Partiram-me como um desastre animal, um desastre humano. Chegaram-me com uma fuga. Partido, deixei-te descansar. Vivo aconchegado e a sós comigo, já sem reuniões na cave do meu cérebro, mas com um encontro com a televisão e a minha aparelhagem.


Às vezes há palavras que não conseguem sequer começar a descrever a beleza de uma música, quanto mais de uma mente como a minha. "Balloon Maker" dos Midlake, para os mais distraídos. Para os curiosos, seguir este link.

2007/08/31

Reclama Comigo: Hoje, Campo Pequeno



Sempre embirrei com este espaço medonho, mas mesmo assim e por uma questão de proximidade geográfica, lá ia almoçar durante algum tempo e cheguei mesmo a aqui assistir ao concerto dos Muse, em 2006. Penitencio-me por isto. Fui engolindo alguns sapos, é certo, mas há cerca de 1 mês que deixei de lá pôr os pés. Tudo por causa de uma campanha dos proprietários das lojas os quais descaradamente ofereciam bilhetes à borla para a tourada se fizesses compras no Centro Comercial do Campo Pequeno. Qual é a legitimidade deste acto? Alguém sabe?

Nunca desceu tão baixo. Já não bastam os patrocinadores habituais, o mundo mafioso estende-se desde ao futebol, passando pela TV, alcançando os próprios donos dos estabelecimentos que de uma forma, directa ou indirecta, financiam espectáculos como este.

Chegará o dia que o cortejo vai ser outro. Em vez dos touros de lide serem conduzidos, serão eles que espetarão as cabeças de toda essa corja com os respectivos aguilhões.

A resistência aí será inútil.

2007/07/30

Varre a Água


Queixavam-se da chuva em julho? Que saudades que eu tenho dela! Nem que tivesse que usar estes sapatos!

O problema não seria usar os sapatos, mas sim decidir qual seria a côr que iria optar.

Este calor dá-me cabo da cabeça e não consigo postar nada de jeito. Felizmente a temperatura baixa amanhã para valores normais.

2007/04/03

Down the Line


"An argument for consciousness
The instinct of the blind insect
Who never thinks
Not to accept its fate, that's faith
There is happiness in death
You get to the next one
You get to the next on down the line
You get to the next one
You get to the next on down the line"

[excerto de "I Believe in Symmetry" by Bright Eyes]

2006/08/11

Polvo vs Kraak


As fotografias que nos tiram podem ter sempre um toque mais ou menos aquecido... mas após o estalar dos dedos, parece que nos sentimos um pouco como as nossas chaves de casa. Milhares de vezes tocadas, centenas de vezes caídas ao chão, dezenas de vezes presas à porta, algumas vezes a furar os bolsos das calças.

Estando por vezes destinado à minha própria sorte, sou com certeza muito menos do que aquilo que qualquer pessoa poderia perder. Por isso, o melhor a fazer é cozer-me, barrar-me com manteiga, temperar-me (sal, ervas e vinhaça - pimenta já tenho muita -), e transformar-me em meia dúzia de pastéis fritos.

Tudo isto porque hoje sonhei que me tinham oferecido um saco plástico transparente cheio de polvos.


Dá-me aí uma pílula de açúcar, sff. Sem tentáculos.

2006/07/19

Morto Com defeito


... e num misto de raiva e amor, solidão e alegria, sentimentos estes que todos nós, em vários momentos ao longo da nossa vida, possuímos, há que saber passar dos nossos momentos ditos fechados, para uma exposição a uma vida mais conectada, porque na realidade, só vivemos uma única vez (será?).

Dirigido em especial aos meus conterrâneos nortenhos, fica o convite para o lançamento do novo livro de Vítor Pinto Basto, "Morto com defeito", amanhã, dia 20 Jul '06, pelas 21h30, no D. Tonho, Cais da Ribeira, na cidade do Porto.


O autor, jornalista no "Jornal de Notícias" e tendo passado por outros jornais de relevância nacional, escreveu "O Segredo de Ana Caio" ('96) e publicou no ano passado, "Gente que dói", uma literatura real para quem vive o conflito no País Basco.

Image Credits: Deriva Editores.