2008/01/21

Está Lá? Era um Bilhete Para Ulan Bator, Por Favor

Às vezes sento-me à mesa da cozinha, não para comer, mas para olhar para a fronteira que separa aquele espaço do resto do mundo. A embalagem do compal de maracujá, a caixa do Persil, as bolachas cream-cracker, a caixa do pão, o calgon, o jardim para além da janela, as plantas por trás da minha fronteira.

Medito. Acho que deveria ser produtor de televisão. Medito. Criaria um programa inspirado numa música dos The Chemical Brothers, tipo "As Produções do Salmão", ou mais fino, "Salmon Productions", a qual criaria concursos idiotas, mas de qualidade. Medito. Consulto o relógio. Medito, mas não encontro a solução. Como se me chamasse Enésimo Peixe. Pela n-ésima vez.

4 comentários:

IM disse...

(Kraak....uma notinha de rodapé: nada de Persil, nada de Calgon....são produzidos por empresas que testam em animais!!!!!)
Beijos atentos!

Kraak disse...

Im :) Ohh!! Naum sabia! :S Tenho que passar a comprar outros produtos...

Bjzz agradecidos

éme. disse...

:) Estou com a im!!

Quanto à meditação... lá na faculdade anda tudo meio faz-de-conta-que-zen em nome da meditação que Bolonha não permite! :) Isso de aproveitar uns instantes à mesa da cozinha... fiquei cá a pensar se não será uma boa ideia para começar o dia (se houver tempo na corridita do pequeno-almoço) ou na volta, depois de mais uma aceleração sem norte, do dia!

Com que então com um jardim em frente, a matizar o horizonte, não é?! Que bom!!

Kraak disse...

Éme :) Bolonha? Meu dEUS! Ainda bem que já estou afastado do meio académico... Nem quero imaginar como seria...

As meditações podem ter lugar a qualquer hora. Ao pequeno-almoço, quase só mesmo ao fim-de-semana... quando tenho mais tempo. Nos outros dias, é mais à noite... quando a fronteira só é vencida pelas luzes artificiais que iluminam o horizonte desse espaço. ;)

Bjzz à janela