2006/01/18

Privilégio

Na conquista de um mundo, não quero comprar filosofias que me tentam vender, pois se procuro alguma coisa, esta não se vende. Ajudado pelos seus cavaleiros andantes, Carlos Magno conseguiu muita coisa, muitas conquistas e eu também posso conquistar algumas. Para alguns posso ser o paladino disposto a ajudar, a colaborar, a permanecer e a viajar sem fim lado a lado.

Para outros não.

Estes que me procurem do outro lado, pois amanhã não sei qual será o preço a pagar. É estranho dares um presente a um inimigo? Justamente quando pensas que estás safo, a alucinação mental parece voltar a atacar. Parem! Eu não estou à venda. Há tantos eléctricos que por aí passam, porquê é preciso apanhar o 2? Às vezes penso se não serei o único a girar na nora.

Quando amanhã o dia nascer, lá me levantarei com os braços e olhos abertos e saberei que vou poder escolher entre o vinho e a água para me acompanhar junto ao cheiro da tua pele na almofada ao lado da minha. E... isto não dá direito a multas. Nem a pagamentos. Nem a negociações. Nem
trade-offs. Este é o meu privilégio.

2 comentários:

Extravaganza disse...

é um "privilégio" ler alguém que o escreve correctamente!! :)

Kraak/Peixinho disse...

Extravaganza :) Obrigado pelo privilégio de te ter conhecido e de me leres :)

Bjzz correctos