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2009/04/19

I'm Just Pulling on a Line

Não me importo nada de nadar com esta malta. Fonix, isto é muito bom... Álbum do ano à vista?

"The line runs through like a train in a book,
Or metres underwater, ending with a hook
It sways in the air when there's wind enough to lift,
The fine ones are boundaries when there is a rift"




Video Credits: NettwerkMusic @ youtube.com

Pulling on a Line, pelos Great Lake Swimmers
:-:-: Great Lake Swimmers, NÃO DISPONÍVEIS via Kraak FM <'+++<. Fazem o seu debut neste blog. :)

2009/01/28

You Are My Candy Brother

Ao subir mais um lanço de escadas, entrei na primeira porta que encontrei aberta. É nesse espaço silencioso que, às vezes, sinto a tua mão no meu ombro. Uma sensação única como sentir o tecto do quarto a ceder em vários sítios. Num acto contínuo a ouvir música, acordo para te deixar mais um presente. O grande hit de 1969: "Sugar Sugar".


Video Credits: suzydastar2007 @ youtube.com

Hoje voltarei a olhar as estrelas se as nuvens permitirem.

2008/06/08

Calai-vos e Deixai-me Sonhar Esta Noite

Video Credits: EpochalProductions @ youtube.com

"Shut Up I Am Dreaming Of Places Where Lovers Have Wings", pelos Sunset Rubdown, extraída do álbum 'Shut Up I Am Dreaming'. Um dos temas para brilhar hoje no concerto dos canadianos Sunset Rubdown, na ZdB, em Lisboa. Outro dos temas, mais um daqueles que me faz chorar, "The Men Are Called Horsemen There", em audição por este blog, nesta data. Para quem quiser ouvir um dos temas mais tensos dos últimos tempos, é só carregar, via side-bar deste blog, no botão play.

Os Sunset Rubdown lançaram em 2007 um daqueles que foi por mim considerado como um dos melhores álbuns do ano: 'Random Spirit Lover'. Mais informações sobre os Sunset Rubdown, via Kraak FM <'+++<, podem aqui ser recolhidas.

Ai deles que não toquem aquelas músicas. Prevê-se hoje mais uma catarse na ZdB.

2008/05/04

Tune In For... MAMI


Mãe, felizmente poucas foram as noites que te dei sem descanso, medo e incerteza. Mesmo nestas sempre bem soubeste os seus significados e logo a seguir reencontraste-me a um nível superior.

E tu... tens uma coisa linda, aquelas coisas próprias de
mãe, ou seja, guardas tudo no teu coração, mesmo quando algum sofrimento te oprime. Os teus planos de amor e sabedoria ajudam-me sempre a partir os tijolos do muro que me rodeia. E não me queixo. E agradeço-te. E sinto-me sempre assim quando me dás a tua mão. Amo-te! Vem comigo mais uma vez, desta vez não a Hollywood, mas a Praga. :)

[photo by Edyta @ Praga (CZ), 27 Abr '08]

2008/04/15

Os Churros e As Farturas da Hilda


Foi hoje anunciado, via Blitz, que os norte-americanos The National estarão em Portugal, mais precisamente em Guimarães, no próximo dia 18 Jul '08, inseridos no Evento Manta. Não há fome que não dê em fartura... Em 2 meses, os The National vão dar 3 concertos em Portugal.

Qualquer dia já ninguém os consegue ouvir... NOT! E... 'Boxer' que, na minha modesta opinião, nem é o melhor álbum dos The National.

Deve ser aí, no berço da Nação, que a minha civilização se inverte e parto à Reconquista.

[photo by Mano Joca @ Olympia Theatre, Dublin (IE), 5 Abr '08]

2008/03/19

Hoje, Para o Meu Daddy Que É EMO!



Sendo hoje mais um daqueles dias-cliché, aproveita então a oportunidade e diz àqueles que mais gostas, especialmente ao teu pai, o quanto o amas, se for caso disso. É bom abrir o coração e expressar os sentimentos que nos preenchem a alma. Ternura e carinho não ficam mal a ninguém.

Parabéns, Pai, porque na realidade, sabes que tirando a política e o gosto musical, eu sempre segui os teus passos. Toda essa liberdade de espírito sempre permitiu que eu, cada vez mais, diga "Amo-te, Daddy Emo!".

2008/02/04

Um Guia Para o Forasteiro

Ao longo de muitos anos, sempre me ensinaste que cada vez que descemos, estamos ao mesmo tempo a subir. Engraçado, não? Nesta etapa algumas coisas caem e outras se elevam. Todo um processo. Toda uma vida. Todo um conjunto que nós próprios não nos apercebemos, excepto apenas quem nos vê de fora dos diagramas.

Mesmo hoje em particular, quando envelheces mais um ano, continuas a dizer-me que a vida é um gesto e que se alguém me quiser raptar que me deixe ir, sobretudo porque segundo as tuas palavras, alcançar a plenitude passa por amar, ajudar os outros e faze-los felizes. O resto é mundano.

Mãe, obrigado pelo esforço que fazes para que eu deixe de sentir o presente. Parabéns a ti!

2008/01/28

A Parte do Universo Onde Eu Não Estou

És o meu irmão real, mas ao mesmo tempo já não és verdadeiro. Existes noutra dimensão e assim, todos os anos, neste dia acabo por permanecer em silêncio. Silêncio pelos gestos que fiz, muitos com certeza pela tua ausência, pelas linhas erradas que percorri, pelas frases pouco estruturadas que escrevi. Sabes, mano, cada vez mais as imagens prateadas que tinha dos invernos passam a quadros alaranjados que se movem, como se do fogo do inferno eu estivesse a falar. Apesar disso, tu ajudas-me sempre a ultrapassar essas farpas quentes que picam o meu peito, não que te inventasse na minha existência, mas pela memória de muita coisa que não tive ao teu lado.

Curiosamente, sinto-me triste por te imaginar longe deste mundo, mas ao mesmo tempo satisfeito porque alegremente estarás em parte incerta, mas longe deste mundo humano. Um dia seguramente irei ver-te à luz do dia. Durante a noite e como já aqui disse, veremos os dois juntos as estrelas, mas de cima.

Neste dia de hoje, o meu presente para ti são selos. Ofereço-te selos.
Com estrelas.

2007/09/26

O Triunfo da Gaivota



Hoje pela manhã recebi uma visita inesperada: a minha amiga de sempre voltou a visitar-me, só que desta vez consegui tirar-lhe uma fotografia. Como habitualmente, instalou-se no parapeito da janela e dali me observava. Movimentava-se de um lado para outro sem ignorar os meus olhos. Normalmente esta minha amiga aparece sempre em situações em que a minha mente está conscientemente a atravessar um túnel ou um desfiladeiro com alguma dificuldade.

Fiquei feliz ao cumprimentá-la. Trouxe-me satisfação, forçou-me um sorriso e passou-me a mensagem do triunfo, tal como sempre as gaivotas fazem.

Mais que isso, serviu-me para chegar ao outro lado do percurso, concluindo que até posso ser como o gato Zorbas que ensinou a gaivota Ditosa a voar, mas sem perfil para chocar o ovo do qual nasceu Ditosa.

Na realidade, tudo aquilo a que nos dignamos fazer, se tivermos mesmo vontade que elas aconteçam, seguramente o conseguimos.

[photo by Kraak/Peixinho @ Lisboa, 26 Set '07]

2007/09/20

O Que as Ruas Dizem


Let your light shine on me, when I'm lost on the road. I was young of age, I took you for my world.

But now I'm almost alone in the east and I gave you all I got, but if I pass back this way, there's still light on me.


["Seems Like Home to Me", by Two Gallants]


[photo by Anna @ ul. Bracka, Varsovia (PL), 2007.09.15]

2007/09/17

Gdansk Fetiche




O mais surpreendente é como uma cidade agarra o seu passado e faz dele o seu dinâmico presente.

Tendo a sua existência desde o século VII através de uma colónia de pescadores, rapidamente ganhou importância devido ŕ sua estratégica posiçăo geográfica.

O que năo surpreende é como a cidade foi várias vezes saqueada e passada de măos em măos, desde a sua pertença polaca, como território prussiano, como cidade livre, como parte do Império Alemăo por duas vezes e finalmente, desde o fim da 2Ş Guerra Mundial, voltou a ser polaca.

Gdańsk, a cidade onde o império comunista começou a entrar em ruína, desde a greve geral ocorrida em Ago '80, liderada pelo famoso Sindicato Solidarność (Solidariedade) onde ŕ cabeça estava o conhecido Lech Walesa.

2007/08/03

O Flautista Hipnotizado



Se a lenda se passa em Hamelin, a verdadeira realidade está mesmo por aqui perto. A doença do meu tio lembra-me o poder do flautista de Hamelin. O meu tio não hipnotizou ratos durante a sua vida, mas as ratazanas que hoje se esquecem do que ele já foi fazem-me pensar nos habitantes daquela aldeia alemã.

Era bom que pudesses afogar estas ratazanas num qualquer ribeiro perto de ti, mas as tuas forças já não existem. A cabeça, sobretudo esta, invadida por algo a que um senhor, também alemão, de apelido Alzheimer, descobriu.

As ratazanas não sabem distinguir um bordel de uma casa de jogos.
Pairam como as moscas e incomodam como as melgas. Precários como o que surge do nada. Adoram-te mas nada por ti fazem. Dão palpites, mas nada resolvem. Como se andassem em círculos e facilmente passam bola para outro lado. Como estes.

Parece que quem foi hipnotizado foste tu, tio. E se há imagens que ficam registadas na minha memória serão as de ontem em que quando te vi, agarraste-me fortemente nas mãos, como se me estivesses mesmo a conhecer. Quando parti, parecias uma das crianças hipnotizadas pelo flautista, deitado, com uma flauta na mão e um ursinho de peluche a brincar como se fosses um bébé. Sem ruídos.

Silêncio e tristeza foi o meu caminho até casa.

2007/07/04

A Partida do Brac


"Nunca vivi na rua, mas fiz dela grande parte da minha vida. Contrariamente a outros cães não precisei de suplicar por comida em lares ou estabelecimentos alheios. Fui um cão feliz com toda a liberdade que tive. Sempre fizeste tudo por mim durante estes 13 anos (ralhavas comigo algumas vezes, mas tinha que ser, claro, senão nunca iria aprender determinadas coisas...).

Sempre soube também o meu lugar. Tive alguns mimos e sempre te defendi como podia assim como me safavas quando achavas que já estava a abusar. Fui mesmo feliz! Tivemos muitos momentos particulares juntos e eu sempre te compreendi e sempre estive ali ao teu lado para o que foi preciso.
Arranjavas sempre uma solução para mim, tratavas-me sempre que era necessário e no meu último ano de vida, deste-me muito (vou dizer "muito" em vez de "máximo" porque sei que ainda darias muito mais se ainda de ti necessitasse) de ti próprio com muitos sacrifícios da tua parte.

Entretanto, chegou a minha hora. Parti. Estou ao pé do meu mano de sempre, o Talgo. Já tinha saudades dele pois já não o via há 6 anos. Já não me conseguia coordenar e já pedia para que me levassem deste mundo pois imaginarias que estaria com algum sofrimento. Tu estiveste comigo nesta última noite. Era só isso que queria. Que me visitasses pelo túnel que construiste. A partir daí fiquei mais calmo e parti como num sonho em que esboçava um focinho rufia enquanto ladrava.

Até Sempre,
Brac."
O Brac partiu esta manhã, pelas 9h30.
E eu não estava por perto fisicamente. Já imaginava, pois utilizei o túnel esta noite e hoje pela manhã quando me levantei. Quando ia de comboio para Bruxelas também viajei pelo túnel. Espero que ele tenha ficado reconfortado.

:'(

A Chuva Não Inunda o Túnel


Nesta cidade de Bruges, hoje pelas 19 hs a vista da minha casa era esta... e eu, por momentos, chorava como o céu que desabava sobre mim, com barulhos de trovões que te fariam ladrar como valente que eras. Hoje talvez te escondesses nas minhas pernas.

Cada passo que dou, cada homólogo teu que vejo na rua ao lado dos donos, faz-me sempre recuar até ti, quase sabendo como te sentirás neste momento. Sei que não estás melhor. Não tens feito progressos. Ou melhor, tens, mas muito pouco visíveis ainda.

Apesar de longe e mais uma vez, também escavei um túnel para chegar rapidamente até ti. E eu sei que me sentes. Sabes que vou e venho num pulo. Não de gato, mas de cão. Aí não chove, mesmo que submerso.

Hoje, aí em Lisboa, provavelmente irás ouvir os Arcade Fire a cantarem este tema para nós. Depois diz-me se eles cantaram e se ouviste, pois ainda não quero espalhar as tuas cinzas.

2007/07/02

Preciso do Código de Acesso




Eu adoro estar aqui. Ao menos por estas bandas todos me reconhecem, LOL. E tu, Brac? Será que ainda me reconheces?

Se pudesse, juro que arranjava uma forma de krakar o código para a tua saúde. Asseguro-te que ando à procura dele, mesmo longe de ti, neste momento.

2007/05/19

Mar Sonoro


No rescaldo da Sessão "Rai Convida Kraak", nada como uma conversinha pé-de-orelha com a minha querida Sophia de Mello Breyner...

"Mar sonoro, mar sem fundo, mar sem fim,

A tua beleza aumenta quando estamos sós
E tão fundo intimamente a tua voz
Segue o mais secreto bailar do meu sonho,

Que momentos há em que eu suponho

Seres um milagre criado só para mim."

["Mar Sonoro" in "Dia do Mar", por Andresen, Sophia de Mello Breyner]

2007/04/22

Arroz Com Fiambre


Após a pausa ditada pelos esclarecimentos efectuados no post anterior, nada como nos refrescarmos com uma brisa ligeira a soprar nesta real primavera ensolarada.

O Brac não se trata apenas de um animal, trata-se daquele que me tem vindo a acompanhar em vários momentos, como já expresso neste blog. Aquele que outrora já expressou livremente a sua agilidade através das correrias loucas que fazia bem como dos engates de bairro com as suas amigas. Hoje, apesar do olhar triste e infeliz que transmite, não consegui esconder uma valente gargalhada com esta louca fotografia tirada, quase que, por fracções de segundos.

Será que lhe faz falta o cheiro da carne?
Mas... qual será a carne que ele quer?

2007/04/02

13 Primaveras do Brac



Hoje poderia ser (mais) um dia vulgar. De facto nada aconteceu que me pusesse a rir. Nada aconteceu para me pôr a chorar. Algumas coisas, sim, para me irritar. Outras para em stress ficar. Nem sequer um rosto belo me chamou a atenção no meio de tanta confusão.

Como se fosse um pássaro preso numa gaiola.

De facto o dia poderia continuar vulgar. Mas não: hoje, apesar de tudo, é o teu dia. E eu nos últimos tempos não pensava chegar ainda a este dia contigo cá por casa, curiosamente e apesar de todos os momentos terríveis. Volto da labuta e foi (mesmo) bom ser novamente uma criança: entrar pela casa com um sorriso, fazendo-te sorrir conforme demonstrou o teu rabo, gritar palhaçadas e fazer maluqueiras contigo... e tu (ainda) a curtires o show.

Vamos celebrar porque não quero ser um qualquer carro enferrujado abandonado à sua sorte. Tenho ali na mala um queque especial para ti. :P

2007/03/31

Belisca a Felicidade

Quem acha que os animais não são sensíveis à música, que verifique o vídeo abaixo onde o cão do vocalista dos Grizzly Bear parece apreciar e muito os Arcade Fire.

Até o Brac já foi assim. Lembro-me que ele curtia muito Swell.

Video Credits: grizzlybearband @ youtube.com

2007/01/04

Kraak vs Brac


[continuação deste post]

Cada vez que olho para ti quando te espreguiças pelas tuas mantas, parece que a auto-estrada da vida cada vez mais larga se torna. Fico feliz. As estações sucedem-se pelo teu corpo, mesmo quando te recusas a ficar pela cozinha. Além da estação fria em que estamos, também aquele espaço é algo frio.

Apesar de feliz, sinto-me estranho, como se tivesse de lidar com estes reais fantasmas todas as noites. Todas as manhãs. Mesmo quando estamos na rua a passear, não tenho tempo para apreciar algumas das belezas matinais, não tenho domínio sobre o escuro da noite e o seu silêncio, não tenho oportunidade de ouvir sons que trago nos ouvidos, só penso em encontrar a minha própria respiração quando te puxo pela trela e te recusas a andar.

Sinto-me estranho. Sinto-me feliz, mas estranho. Acho que já sou um estranho para ti. Ou serás tu um estranho para mim?

Amanhã levanto-me cedo.

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Para finalizar esta ronda musical, chega-nos hoje o tema #1 de 2005 em 2006, quase que diria mesmo a música de 2006: "Same Ghost Every Night" dos Wolf Parade, álbum 'Apologies to the Queen Mary', um dos melhores álbuns de 2005.

"Constant blue
And the same ghost every night
It was strange
Constant blue
And the same ghost every night
I go walking
Just to find
My own breath, my own breath through the path
I go walking

We are raised up very high
We are raised up very high
My own breath"