Mostrar mensagens com a etiqueta Alucinações. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Alucinações. Mostrar todas as mensagens

2009/05/31

Somebody Told Me


(pelas 4h35 num dj-set, com Sonic Youth a bombar)

Ela - olha, não podes passar rock?
Kraak - :O. WHAT? isto não é rock???
Ela - sim, 'tá bem, mas rock old school pah... tipo, não tens aí o último dos Yeah Yeah Yeahs?

(...)

A sério, eu ainda vou escrever um livro de memórias da noite.

2009/01/13

Miss Missing


Há 2 dias andava eu alucinado. Hoje, já recomposto pelo meu reencontro nocturno e inesperado com os New Order, encontro quem ainda me fala como se estivéssemos em 1998 e fosse normal perguntar por pessoas que deixaram de pertencer ao meu universo doméstico mais ou menos nessa altura. Fica aqui uma fase intermédia da minha vida, para que ela não se esqueça. Talvez não seja preciso recuar ainda mais no tempo. Nem avançar.

Há com cada uma...

Shake It Baby... (All Night Long). Faz isso por ti.

Miss Lucifer, pelos Primal Scream
:-:-: Primal Scream, via Kraak FM <'+++<

2008/06/12

Cogumelos de Amesterdão


A trip que esta madrugada não tive foi mesmo real. Justifico:

Posso ser a droga mas nenhuma tomei.

Não se trata de estar num deserto com quatro camelos e um cão. Trata-se de viajar em alta velocidade por um túnel que me levava para o infinito. Fatalmente apanhado fui por algo que consegui fugir e que, mais calmo, como se fosse um vidro, vi a serena água que se aproximava lentamente e que, ao escorrer, penetrou os poros de toda a minha pele.

Atento e sensível, com medo e assustado, nesta madrugada, dei-me conta do que estaria fora do meu alcance. Hoje, mais tarde, disseram-me que eu era exemplar.

Indiquem-me uma imagem no mapa onde para sul possa rumar. E voltar.

2008/06/06

Situações Pouco Lógicas

À medida que quero deixar de fumar ou reduzir ainda mais a quantidade diária de cigarros que fumo, dou-me conta de continuar a comprar maços de tabaco e a fazer stock em casa.

Hum... há aqui qualquer coisa que não entendo.

2008/03/21

O Chocolate Está Mais Caro


No dia mundial da poesia, no dia mundial da árvore, nesta 6ª feira santa, só tenho a dizer que a representante nacional no poético Eurovision Song Contest '08 é delicadamente assustadora.

Poeticamente mais assustador é o tema que representa Portugal.

2008/03/05

Tem Perguntas?

A resposta: "Aconteça o que acontecer". HAHAHAHA!

2008/01/30

O Vôo TP290108: Rio de Janeiro/Lisboa, via Marte

Num aeroporto desconhecido encontro-me entre o autocarro de serviço e as escadas que dão acesso ao avião para embarcar num vôo da TAP. Uma senhora brasileira aproxima-se e diz:

- Mi disculpe, mas eu não falarr English, 'cê poderia tjirar uma foto dji mim apanhando a terra?
- A terra? Mas qual terra?, perguntava eu enquanto ao mesmo tempo imaginava a senhora a rebolar-se nas placas de cimento da zona onde o avião estava estacionado, enquanto eu lhe tirava a fotografia.
- Aquela ali! A Terra!, respondeu a senhora apontando para o horizonte do céu o qual estava a um nível inferior ao nosso.

Olho para esse horizonte e vejo a Terra e a Lua ao longe, vejo um ponto que assinalava Vénus e muitas e muitas estrelas.

Foi lindo.

2008/01/26

LCD Colour TV

Pah, estou completamente sob o efeito do álcool....

olá? - o catano!
és giro? - vai-te foder!
a demo? - manda-me, caraças! está ok porque seguramente vou mandar-te a mensagem, porra.
que merda é essa no teu cabelo? - pompons do camandro? :S
bom descanso? - yeah, baby. depois fazemos contas, dude.
vais bazar? - dasse, ainda era tão cedo...
Lit Up? - Passou-se?
Sufjan Stevens? - era o que me faltava!
siga? - yeah, pela esquerda. Sim, também sou de Chaves. Obrigado, Sr. Agente.

Que alucínio de noite. Preciso de um galão.

2008/01/22

A Importância do Nome de Família

O que seria da raça humana se as pessoas tivessem apelidos de raças de cães?
- Bom dia, diga-me o seu nome.
- Rita Caniche.
- Muito prazer, chamo-me João Labrador.
- Que engraçado, no liceu tinha um colega com esse apelido.
- Em que liceu andou? Eu andei no Filipa Basset.
- Ah! Eu também! Andei desde 1979 a 1982.
- Que coincidência! Também eu! Espera... não me digas que tu és a Rita, a amiga da Joana Pitbull?
- Sim! Que giro. Tu davas-te com o Zé Boxer e com o Tózinho Terrier, não era?

2008/01/09

É A Fingir?


Nos últimos 2 dias, mais uma vez encontrei uma música a qual por acaso gosto bastante ("A Hand to Take Hold of the Scene", dos Okkervil River) e que parece encaixar-se neste cenário de talkshow sensacionalista que pareço estar exposto.

Não é que este tema me faça chorar, antes pelo contrário. Permite concluir que embora o solo se tenha aberto à minha frente, ainda consigo ter o discernimento, não de arriscar a dizer o preço certo, não de adivinhar qual a letra inicial da capital da Letónia, mas sim de perguntar se não há para ali ninguém a deitar uma mãozinha a esta encenação.

[photo by Kraak/Peixinho @ Prime Club, Colónia (DE), 25 Nov '07]

2007/12/07

Hey, We Should Crash the Party on New Years Eve


À semelhança desta publicidade parva, um dia partirei os viadutos que unem os dois lados da montanha, um dia explodirei as pontes que unem as duas margens de um rio, um dia acabarei com os laços que me ligam, os quais permitem que o meu corpo humano continue vivo.

Mas... para quê partir coisas se a hora da partida foi adiantada? Rompeu-se com o partido e o atrevimento ficou incompleto. De perdidos passamos a tristes. De tristes a sozinhos. Se fui alguma coisa nesta vida, hoje nada sou. Raios me partam!

Hoje chega o tema #25, uma grande música de 2007: "Lost to the Lonesome" dos Pela, extraído do álbum, 'Anytown Graffiti', uma das boas revelações de 2007. Mais informações sobre os Pela podem ser lidas aqui.

"hey, we should crash the party on christmas eve
hey, we should write our name on every wall we see
hey, we should break our wallets at every bar
hey, we could break the bed without broken hearts
la la la la
and we could leave the lonely and lost
to their lonesome hearts
don’t just stand there with your face in your hands
don’t just stand there
clean up your broken glass!
"

2007/09/29

Converse All Star e Lições de Polaco

Depois d'O Problema da Chave, esta semana deparei-me com o Problema dos All Star.

- Compraste na Polónia?
- Não, comprei em Barcelona.
- Mas são polacos ou espanhóis?
- (cara de enjôo quase a vomitar) Não, são americanos.
- Amaricanos, queres tu dizer...

Os polacos têm uma palavra muito familiar para os nativos de língua portuguesa a qual dizem com muita frequência: "kurwa" e que deve ser lida tal e qual "curva", em português. Na realidade "kurwa" significa "puta", mas não no sentido directo de prostituta, mas sim no sentido de "cabra", "cadela" e similares. Entretanto, os polacos têm outra palavra, mais forte e mais bela quando pronunciada, "strefa", que significa "área" ou "zona". Curiosamente os eslovenos, para a mesma palavra, usam outro termo, como aqui podem ver.

Como, quem me conhece, sabe que sou perito em andar a inventar novos termos ou fazer trocadilhos com as palavras, há 2 semanas atrás passei a adoptar o termo "strefa" quando me refiro a situações em que quero dizer "cabra".

Voltando à questão dos All Star, só tenho a dizer que poderias ser uma STREFA, não? Se fosse a ti, despedia-me e ia trabalhar para este cabeleireiro.

2007/09/11

Afasta-te Tiburón!



Com o All Music Guide a anunciar Rex Smith e o seu álbum 'Sooner or Later' como o álbum do dia 11 Set '07, não fico nada admirado se o Bin Laden decidir enviar mais um dos seus vaidosos vídeos para Washington.

Eu se fosse o Bin Laden, ia passar uns dias a Cadaquès a ver se aí conseguiria conquistar a pureza dos peixes e a sabedoria dos animais.

Talvez nos devolvesse qualquer coisita.

2007/06/29

Ejaculação Certificada


Continuando rumo à bestialidade e após passar pelas fases "boçalidade" e "demência", os lisboetas ou as pessoas que habitam na cidade ou arredores, podem agradecer à Carris por ter inaugurado várias carreiras para um novo e exótico destino na cidade de Lisboa: Certificada.

Alguém sabe onde se situa a Certificada?

Como alguns diziam, "ces choses que j'éjacule" ou estou a ter uma alucinação?

2007/05/02

Maio, Neves Mil?


Não acho isto normal, mas... vejo neve do lado de fora da minha janela.

2007/04/30

Janela de Emergência


A janela de onde tirei esta fotografia situa-se num local que para mim representa aquilo a que se pode chamar tortura. Aí há mais loucos por m2 que num hospício.

Enquanto palravam sobre banalidades imbecis como se num jardim-escola estivéssemos, tentava que não houvesse algo que impedisse o meu olhar. Nada que me limitasse. Imaginava que aquele espaço, onde estava meio dentro meio fora, seria a minha janela de emergência, pelo menos naquele momento.


Quando viajo de avião, penso efectivamente se não seria interessante que as suas janelas se abrissem momentaneamente... mas isto seria um tema muito sério e longe de mim exigir que esses loucos percebam o que quero dizer.

2006/08/01

O Som, #6 - Final


Pode ser lido aqui.

2006/07/24

O Som, #5 - Continuação


[continuação deste post]

Já em casa e depois de vir todo o caminho a pensar no que tinha acontecido, reflectiu bastante e concluiu, apesar de tudo, que não estava arrependido do sucedido. Mais até: "viver na ignorância é para os fracos e eu não sou assim. Vou resolver esta trampa toda e ficar limpo de toda esta sujidade".


Num repin, decidiu ir tomar café (coisa que nunca fazia no exterior à noite) e ao sair de casa voltou para apanhar o seu telemóvel. Os seus pais estavam um pouco baralhados com todo aquele alvoroço mas como sempre não faziam perguntas. Saiu e disse que não se iria demorar.

No café, começou a percorrer a lista dos seus contactos no telemóvel. Pensava em ligar a Marta. Mas (já) não tinha o seu contacto. Procurou 'Júlia'. Mas Júlia também não existia... e lembrou-se que se calhar não estaria registado como 'Júlia', mas sim como 'Dada' (foi assim alcunhada há muitos anos atrás...). Encontrou 'Dada'. Felicidade.

Após algumas hesitações decidiu não telefonar a Júlia e ao sair do café atalhou rapidamente para a praça de táxis que ficava no quarteirão seguinte ao do café.

- Boa noite. É para Estrela, mesmo ao pé da basílica, por favor.

Durante os 10 minutos da corrida, Miguel pensava "mas que porra vou eu fazer?". Mas rapidamente Miguel divergia do seu pensamento, sabendo que, fosse o que fosse, teria que ter aquela atitude para regressar à Holanda, pelo menos descansado com a sua consciência.

Basílica; táxi pago, andou alguns metros até ao prédio onde Dada ou melhor Júlia vivia. Tocou. A porta abriu-se. Subiu.

- Heeeeeee! Por cá? Mas que surpresa...
- Posso entrar Júlia?
- Claro! Entra. Sirvo-te um café?
- Não, obrigado. Já tomei café antes de vir até aqui.
- Um whiskey ou outra coisa qualquer?

Miguel, sem grandes cerimónias, ignorou a pergunta e sentou-se no sofá da sala onde alguns segundos depois Júlia também abancou.

- Júlia, é assim: a minha visita não vai demorar muito tempo nem quero entrar em grandes pormenores sobre o passado. Vim mesmo aqui expressamente para te pedir uma coisa.

Júlia com uma expressão facial um pouco modificada conseguiu balbuciar um "pede-me".

- Júlia, sei que as coisas não foram fáceis para ti e todos nós tivemos as nossas razões... O que é um facto foi que Marta decidiu dar-te crédito e quem ficou na merda fui eu, não só por perder a Marta mas também pelo peso que andei a carregar no meu ombro.
- Mas...
- Cala-te se fazes favor. Deixa-me continuar. O que é uma realidade é que as vidas mudaram e se queres mesmo saber já tinha orientado este assunto comigo mesmo de outra forma. O acaso juntou-nos novamente e não vou desperdiçar esta oportunidade para esclarecer algumas coisas. Não tenho o menor interesse em Marta. Este assunto já está emoldurado no meu museu particular.
- Ainda não percebi o que queres...
- Se queres continuar a ter a amizade de Marta, não apareças amanhã ao nosso encontro. Inventa uma desculpa qualquer, marca com ela no sítio onde combinámos e depois liga a desmarcar, ou que apareces mais tarde, olha não sei, faz o que entenderes melhor, mas deixa-me ter algum tempo de conversa a sós com ela. É importante. Hoje mesmo consegui antecipar a minha viagem para Amesterdão para sábado porque não quero estar com esta treta na mente.
- Oh pá... isso é complicado... ela iria desconfiar. Que iria eu dizer-lhe?
- Não. Ela não vai desconfiar. Aliás até pode desconfiar, mas acredita que é isso que ela quer. Pode ser?
- Mas eu gostava de estar convosco...
- Fodass Júlia! Que porra! Tu sempre foste a 'Dada', agora 'loira' é que não. Duh! Custa-te assim tanto? Ou preferes que as coisas tenham outro rumo?
- Do que me estás a ameaçar, hein?
- Nada. Pode ser? Sim ou sopas?
- Tu sempre foste um bardino, a fazer todas aquelas coisas à Marta, e...
- Hey! Espera aí... interrompendo Júlia e com a voz num tom acima. - Nada disso. A fazer aquelas coisas que TU supostamente imaginaste... e que NUNCA esclareceste à Marta. E mais: queres saber? O Frog sabe disso. Imagina! Até aquele ghetto absurdo sabia como as coisas eram. Só mesmo a tonha da Marta para te passar cartão... Essa sim, aloirada. Bah.
- O Frog??
- Sim, ele sempre te deu protecção porque gostava de Marta e sabia que vocês eram inseparáveis. Conquistando-te a ti, teria Marta com mais facilidade. Burra! Nem pareces mulher.

Mas a mente de Júlia era muito mais poderosa que Miguel supunha.

- Olha, caguei. Não sei. Vou fazer um café e respirar um pouco. Pensava que já não iria viver este filme outra vez. Dasse! Se arrependimento matasse, eu já morava na Buraca.
- Pois olha Júlia, eu vou para casa. Não vou ficar aqui à espera das tuas incursões pelo planeta dos robots. Se quiseres dar-me uma satisfação podes ligar-me ainda hoje para casa dos meus pais. Imagino que ainda tenhas o número. Caso contrário, lá estarei às 23 horas no Bairro, no sítio onde combinámos. Quer vás ou não, garanto-te que não vou ficar estático como se as coisas se remetessem novamente à paranóia.

Levantou-se, abriu a porta e saiu. Nem se despediu de Júlia. Apanhou um táxi e começou a mexer nos bolsos à procura de qualquer coisa. Era o seu iPod que buscava o qual ficou em casa. Ao chegar começou violentamente a percorrer a lista das 4000 músicas à procura daquela que se assemelhava ao som que lhe percorreu a mente no encontro vespertino com Marta e Júlia.

-----------------------------------
Continuação aqui quando a partner tiver pachorra e inspiração :)
-----------------------------------

Cronologia: Início; O Som, #2; O Som, #3; O Som, #4.

2006/07/20

O Som, #5

Continua durante o fim-de-semana pois Marta e Miguel marcaram um encontro para amanhã, às 23hs na "Calling At Omaha" :P A Júlia não sabe de nada. Agora não se ponham a bilhardar à Júlia que eles agendaram um encontro secreto :P

2006/07/16

O Som, #3


[continuação deste post]

Ao reparar no pequeno embaraço em que Miguel se encontrava e apesar da (disfarçada) indiferença de Marta, foi esta que rapidamente mudou o curso da resposta de Miguel à pergunta de Júlia. Não se sabe ao certo o que lhe passou pela cabeça durante 2 segundos: talvez a recordação dos momentos que teve com Miguel, desde o momento do primeiro beijo fugaz ao à vontade que se seguiu, sobretudo quando um dia Miguel lhe disse que a queria na sua banheira - "É na minha banheira que te quero!".

- Miguel!, exclamou Marta. Que surpresa ver-te!

Miguel, um pouco aliviado com o corte da tensão, mas ao mesmo tempo surpreendido com a atitude de Marta, não teve outro remédio senão começar a fazer conversa de ocasião...

- Olá Marta. Como estás? E tu Júlia? Imaginava-te definitivamente a viver no Porto. Voltaste ou estás cá a passar uns dias?
- Não, já não vivo no Porto. Voltei para Lisboa definitivamente. É aqui que quero estar. Aquilo lá pelo Norte não correu muito bem... mas também não quero falar disto agora. E tu? Conta-me! Ouvi dizer, ou melhor, soube pela Clarinha que terias ido viver para Amesterdão por razões profissionais. Que tal? Que andas a fazer?

Marta, um pouco incomodada com o seguimento da conversa e, verdade seja dita, irada com a tentativa de monopolização da conversa por parte de Júlia, tentou intervir, mas sem grande sucesso, pois Miguel já estava a dizer que estaria em Lisboa durante 4 dias e que depois regressaria à Holanda. E Marta apercebeu-se que quando Miguel lhes dizia sobre o seu regresso que os seus olhos não fixavam os de Júlia, mas sim os dela.

- Mas tu estás giro, pá! Bem, sempre foste um poço de tentação para mim, mas nunca levei o teu cântaro à minha fonte, ahah! Foi pena a minha nora nunca ter por aí rodado.

Durante alguns segundos ouviram-se as moscas... Marta olhava, a fingir-se distraída, para umas folhas caídas pelo passeio e Miguel não sabia bem o que dizer e começava a aparentar um ar ligeiramente furioso ("esta cabra não perde uma hipótese"). Sempre pronto a dar uma resposta aos imprevistos, Miguel começava a sentir-se efectivamente como um baralho sem trunfos.

- Não digas isso Júlia. Mas, olha, temos que combinar um café ou um jantar com mais calma. Hoje é 5ª feira. Tenho vôo no domingo à tarde. Apesar de alguns compromissos que vou ter, era fixe encontrarmo-nos. O que vos parece?
- Claro que sim!, responde prontamente Júlia. Quando? Quando? Marta, quando é que pode ser?
- Vão vocês os dois. Eu não sei se vou poder porque amanhã tenho um jantar com uma malta especial e sábado tenho o baptizado do filho de uma amiga.
- O baptizado é ao fim do dia? Vá, deixa-te de coisas, Marta. Ou é amanhã à noite, tomamos um copo no Bairro Alto ou jantamos os três no sábado porque no domingo não vou ter muito tempo.
- Três?!? Sabes Miguel, é que houve algumas mudanças... posso dizer-lhe Marta?, grasnava Júlia excitadíssima por querer contar ao Miguel as novas do burgo.

Marta olhava meio apática para aquela conversa e só pensava: "mas que raio... acho que tenho que pôr as minhas tropas em combate... e já." - Sê a minha porta voz, Júlia.
- A Marta está prestes a ir viver com o Frog. Lembras-te do Frog?

Miguel fez um ar incrédulo.
- Wat?(1) O Frog? Aquele ghetto?

(1) Interjeição típica neerlandesa que significa "O quê?"

-------------
Continua no blog da Sea, quando ela entender oportuno :)
-------------

Cronologia:

Início
O Som, #2