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2009/03/31

Now and Again ou A Fúria

Senhor, dá-me sabedoria para entender alguns colegas porque se me dás força, parto-lhes a cara.


Video Credits: RemoteControl @ MySpaceVideo

Now and Again, pelos It Hugs Back
:-:-: It Hugs Back, via Kraak FM <'+++<

2007/12/26

When the Conversation Has Slowed and They Take Back Your Own Time


Movermo-nos numa nova direcção ajuda-nos a encontrar um novo queijo.

Zézinho, com as luzes apagadas, teve consciência do seu medo. Pensava se haveria pela sua vida perigos ocultos. Imaginando todas as coisas assustadoras que lhe poderiam acontecer, aterrorizava-se a si próprio. Ao se aperceber que o seu medo estava a piorar as coisas, começou a rir. Então, fez o que faria se não estivesse com medo: seguiu por uma nova direcção. Alimentando a sua alma, deixou-se levar para o que lhe estava reservado, mesmo não sabendo bem o que aquilo seria. Assim, gostava cada vez mais de si próprio, mesmo que se perguntasse constantemente porquê se sentia tão bem.

Conclusão: não há queijo e não sei para onde vou, mas quando me movo para lá do meu medo, sinto-me livre.

[extraído e adaptado de um dos livros mais idiotas que apareceu cá em casa nos últimos tempos: "Quem mexeu no meu Queijo?", do Dr. Spencer Johnson]

Pois... não sei se devo soltar foguetes por aqui também não nevar com frequência. Alguém viu o meu queijo por aí?

O tema de hoje do Top Tracks 31-2007 chega da Escócia pela mão dos The Twilight Sad: "Talking With Fireworks/Here, It Never Snowed", extraído do álbum 'Fourteen Autumns & Fifteen Winters', um dos 10 melhores álbuns de 2007, na minha opinião. Mais informações sobre os The Twilight Sad, aqui no sítio habitual.

"And --overshadowed demons/over shiver, they move --
When the conversation has slowed
And they take back your own time

And only songs well know
That the lies all move her
And come over to me
And everybody's --armor--

And did you feel no good
When you see that your all mine
See that your all mine"

2007/08/21

O Problema da Chave


Lúcido ou não, preciso seriamente reflectir sobre as personagens que me rodeiam.

Cresço e emagreço. Gozo e engordo.

Os outros que encham?

2007/08/08

A Morte Não Tem Fotografia

Estarei eu preparado para a morte? Há pessoas que têm medo dela. Eu sinceramente não sei se tenho medo ou da vida ou da morte. A morte é um estado sereno. A vida nem sempre é serena. Toda a cultura ocidental vê o fim da vida como algo que se acaba, que se perde.

Esta madrugada estive ao telefone com uma grande amiga. A Ana Lúcia. Falávamos precisamente sobre o falecimento do seu pai, facto que ocorreu há uma semana. Se para ela é muito difícil, para a sua mãe, mais difícil se torna. Tudo passa. O tempo ajuda. O que sobra?

Ainda ontem respondi a um comentário sobre o tema: a minha idade começa a ser crítica em relação a pessoas muito próximas. Estarei eu efectivamente preparado para tal?

A seguir ao almoço, recebo de repente a notícia da morte de um ex-director meu. Fulminante. Finou-se em 4 meses. Estou chateado. Já estava triste de manhã. Pior fiquei durante a tarde. Ainda ontem à noite também melancólico estava ao lembrar-me do pai da minha grande amiga Ana e no que ela e a mãe estariam a passar.

Até onde vai a dimensão da morte? Até onde vai a experiência da vida? Será isto um paradoxo? Um dilema? Uma dúvida? Um axioma? Um teorema? O meu ex-director, sempre tão forte, tão frontal, tão blindado, não foi capaz de combater a morte, apesar de toda a sua resistência. E o pai da Ana Lúcia? Tão católico que era, estaria ele apto a aceitar tal destino? A religião ensinou-lhe que seria assim?

(E de repente, lembro-me do Brac, do meu tio que faleceu ano passado, da minha prima passada à ferro na A2, dos pais do Quim, do meu colega de faculdade e amigo Paulo, ...)

Eu não sei, mas acho que tenho que cortar os meus pulsos para recuperar a minha voz.

Este post não é ilustrado... a morte não tem fotografia.

2007/04/03

Down the Line


"An argument for consciousness
The instinct of the blind insect
Who never thinks
Not to accept its fate, that's faith
There is happiness in death
You get to the next one
You get to the next on down the line
You get to the next one
You get to the next on down the line"

[excerto de "I Believe in Symmetry" by Bright Eyes]

2007/03/27

A Degradação


Há pessoas que estão aclimatadas ao poder e por isso conhecem bem todos os clientes que ali demandam. Não sei como conseguem viver num sucessivo bem e mal estar. Devemos ter pena? Penso que neste caso, sim. Pena porque perderam o encanto e hoje mergulham no medo. Encontram-se com o desespero e não sabem como se desembaraçam dos delinquentes.

Caminharão sobre pregos? Sim, e eu sou um delinquente.

2007/03/21

Foi ao fundo? Não. Ainda não foi. Há de ir. Breve.


Gosto do título do novo álbum dos Modest Mouse: "We Were Dead Before the Ship Even Sank". Ao contrário dos ratos que bazam do barco quando sentem o perigo, nada como pensarmos que estamos a morrer afogados, mesmo quando à priori já sabemos que estamos mortos.

2007/03/20

Dá-me aí o balde e a esfregona


Depois querem que eu esteja bem disposto e sorridente... Depois de ter decidido na passada 5ª feira em parar de fumar, depois da bela notícia de passar 15 dias em Bruges com um coleguinha meu, eis que hoje descobri as datas da minha estadia em Bruges: primeira quinzena de Julho. (!!!)

Fui comido pelo Super Bock Super Rock. É caso para dizer que fui mesmo fodido. Isto só a mim, porra!

Que mal fiz eu, caraças? Só pode ter que ver com o sonho: viagem esperada numa data inesperada. Bleargh!

Joga à forca! C _ _ _ L H _!
(nível: muito fácil)

2007/03/06

Plano FATS (F*ck All This Sh*t)


Há já algumas semanas que a minha vida profissional tem sido um pouco estranha. Sinto-me por vezes como se há meses não saísse para tomar um copo. Poderia começar a chorar lágrimas de crocodilo, mas o melhor é rir às gargalhadas, cínicas é certo, como se as merdas que fazem tivessem algum impacto na minha forma de pensar.

De qualquer forma parece-me formidável a relação entre os que não bebem e que se drogam. Acho que não preciso ir a um terapeuta especialista na matéria, pois mesmo que meta para o bucho as erradas, não começo a vestir-me como um idiota.

Na realidade eles não têm um plano. Andam apenas a ver o que se passa. Já não sei em quem confio: se em Deus ou nos dEUS.

2007/01/22

Hvala Lepa



VRUUM VRUUM! Fui! :) Trá-lá-rá.

2007/01/15

Mutação


Seria bom que num destes dias, pela manhã ao acordar, fosse irradiado pela graça de sofrer uma metamorfose e transformar-me em algo irreal. Pertencer a uma espécie, esta também algo irreal, que ciclicamente passasse por uma mutação.

Assim seria fácil dispôr na maior parte das vezes de um álibi bem forte para poder estar-me nas tintas para algumas coisas.

Tão emocionante como fritar um ovo, tão aéreo como um dragão que não cospe fogo, tão frio como uma parede de tijolos, tão light como uma barra de cereais, tão estruturado como um programa de computador.

Se alguém conhecer o algoritmo, que me indique o Passo #1.

2006/12/26

Fruit Passion


[continuação deste post]

Com a chegada do tema de hoje, uma música lindíssima, mas muito triste, nada como relaxar a mente e esquecer o stress diário que nos domina a maior parte das vezes. Vou fazer uma massagem com pedras quentes e óleos e maracujás e pensar que ainda consigo andar, mas noutra velocidade. Recuperar a energia e as minhas emoções. Viajar pelo meu corpo, acelerar o meu sangue, aliviar os meus músculos, desbloquear os meus canais.

Canais ferroviários que se prevêm muito dificeis no novo ano que se avizinha. Será que alguma vez irei encontrar uma harmonia entre o meu corpo e a minha mente tóxica?

Permaneço estacionário. Mas a minha mente continua a andar, escravizada pelo som.


Para hoje, o tema #4 (em audição), "Steady Rollin'" dos Two Gallants, do álbum 'What the Toll Tells', eleito por mim como sendo o 8º melhor álbum de 2006.

"And everyday is just another town.
The more I search you know the less I've found.
Me, I'm a sucker, just a slave to sound.
Death's comin', I'm still runnin'.

Well I come from the old town baby,
where all the kids are crazy.
If I remain then I'm to blame.
But if you should ever need me,
I'll go where'er you lead me.
It's all the same, the same old game."

2006/12/18

Põe-te no teu lugar


[continuação deste post]

Para os espertinhos e espertinhas que se julgam donos seja do que for, o tema que hoje chega é-lhes dedicado. Ideal para aqueles colegas de trabalho invejosos, chico-espertos, donos da sabedoria e da verdade saloia. Comigo não pega e já por mais de uma vez, não foi preciso muito para os pôr no seu devido lugar.

Atenção: também serve para os amigos, algumas vezes.


Hoje chega a #12 (em audição nesta data): "Put You In Your Place", dos The Sunshine Underground do álbum 'Raise the Alarm' (eleito por mim como o 22º melhor álbum de 2006).

"I'm on top are you trying to stop me now
I'm on top are you trying to stop me now
I'm on top are you trying to stop me now
I'm on top are you trying to stop me now
I'm on top are you trying to stop me now
I'm on top are you trying to stop me now

I just dont think I'm coming down
And what's the reasons why you proud
I cant stand to see that side of my face
I need to put you in your place"

2006/10/03

Mediocridade e Cinismo


Lembro-me de um tempo em que quando se apagavam as luzes, eu tinha medo. Não sei se tenho ou não saudades dessa época. Época onde a inocência dos fantasmas e das bruxas arrancava a pele dos meus ossos sem eu saber que festa era essa ou em qual dos canais de televisão tal ocorria.

Agora tenho medo de algumas luzes que se acendem: aquelas em que não acredito no que se passa à minha volta, as que me causam transtorno mental, as que me causam vómitos políticos, as que não iluminam seguramente o meu quotidiano profissional.

O melhor é pôr o tempo presente de lado e, antes que a mediocridade e o cinismo cheguem com um atraso inferior a 15 minutos, sugerir àqueles que acendem as luzes que efectivamente assustam, que escalem a sua chaminé do sucesso dentro da sua própria caixinha de plástico da loja dos 300, pois os monstros não estão no céu nem descem da montanha até ao povo: já cá estão e não voltam para onde vieram.

Gente assim não deveria sequer tirar os sapatos. Apesar da classe (social) que julgam ter ou fingem ter, devem ainda pensar nos tempos em que as luzes estavam apagadas e divertiam-se a mandar peidos.

Em breve surgirá um novo comboio InterCidades que nos leva da Mediocridade para o Cinismo.

2006/07/31

Carrega no Autoclismo


Definha o mundo, transfiguram-se as paisagens, penduram-se os trapos, arruma-se a mala. Eu volto para a cama, lentamente, como se aprecia um bom vinho.


Um bom vinho merece um brinde. Mas a quê? Às ideias que nos são roubadas? Aos espertos que se julgam melhores que nós? À desistência de uma melhor forma de trabalhar? Não admira o mundo em constante luta, pois as pessoas não conseguem concretizar os seus objectivos (se é que os têm) sem arrasar os restantes. A ideia não será levar a nossa estratégia à frente, defende-la, mas sim destruir a do adversário. Isto é o que se vê cada vez mais: no desporto, nas empresas, nos jogos e na própria vida. A história repete-se: o dia pariu a noite e a noite abortou o dia.

Instante após instante continuo a subir a montanha, mas pareço estar no mesmo lugar, pois julgo ver o mar na mesma posição. Carrego a arma.

As pessoas perdem o que de melhor guardam em si.

2006/07/07

Pode Ser Sical


Às vezes quando presencio determinadas atitudes, pergunto-me o que leva tantas pessoas a inventarem ficções banais, quando a realidade que nos rodeia ultrapassa qualquer folhetim barato produzido pelos animais desta selva.

Embora fazer um intervalo? Preciso de um café.

2006/07/06

Terceiro Carril


Bem... hoje é melhor manter-me afastado deste blog senão ainda posto o que tenho escrito em rascunho... Num dia vulgar como o de hoje, sem grande interesse para rir, sem grande tristeza para chorar, continuamos neste mundo mesquinho como se estivéssemos num canyon despido.

Se houvesse um dilúvio, não sei se nadava ou se me deixava afogar.

2006/01/18

Privilégio

Na conquista de um mundo, não quero comprar filosofias que me tentam vender, pois se procuro alguma coisa, esta não se vende. Ajudado pelos seus cavaleiros andantes, Carlos Magno conseguiu muita coisa, muitas conquistas e eu também posso conquistar algumas. Para alguns posso ser o paladino disposto a ajudar, a colaborar, a permanecer e a viajar sem fim lado a lado.

Para outros não.

Estes que me procurem do outro lado, pois amanhã não sei qual será o preço a pagar. É estranho dares um presente a um inimigo? Justamente quando pensas que estás safo, a alucinação mental parece voltar a atacar. Parem! Eu não estou à venda. Há tantos eléctricos que por aí passam, porquê é preciso apanhar o 2? Às vezes penso se não serei o único a girar na nora.

Quando amanhã o dia nascer, lá me levantarei com os braços e olhos abertos e saberei que vou poder escolher entre o vinho e a água para me acompanhar junto ao cheiro da tua pele na almofada ao lado da minha. E... isto não dá direito a multas. Nem a pagamentos. Nem a negociações. Nem
trade-offs. Este é o meu privilégio.

2006/01/16

A experimentar números


Quando eu amanhã adormecido acordar, vou ainda tentar sonhar que não ligo às questões profissionais, imaginando que os anjos me trazem bifanas e pregos para o almoço e cachorros e arroz doce para o jantar. É só telefonar:

-Está? Já fizeste o que te pedi ontem?
-Sim. Tudo tratado.
-Pois então, destrata porque há opiniões contrárias.

É a aproximação do carnaval que faz com que não levemos a mal determinadas atitudes. Eu vou aparecer vestido de índio ou talvez de homem-aranha porque a elasticidade que esta personagem possui, permite que eu me converta num fiel pagão, semi-pronto para subir ao alto de uma montanha, não para recitar poemas, mas sim para cuspir fogo sobre essa classe, que até as folhas varridas de um outono acabado se riem, mesmo já mortas.

Eu também poderia ser como as putas do SinCity. Sem chaves, à procura de uma lareira para aquecer os pés, sabendo o que fazer sem o terem aprendido na escola. Demasiadas felinas para um único domador.

Dizei-me vós, estranhos colegas, porque está o meu espírito profissional como um jogo de sudoku desde Outubro de 2004? Eu sei a resposta. Nem conseguem sequer perceber as regras do jogo, quanto mais fazer um joguito Nível 1 (Muito fácil). E então, embora experimentar todos os valores possíveis!

É como apanhares um elevador para o último andar e entrarem uns pacóvios que não sabem para onde querem ir e carregam em todos os andares.

Qualquer dia perco a paciência e desmascaro o que de tenebroso existe pelas cabeças pensantes daqueles que supostamente tentam poupar o dinheiro implicitamente pago por 6 milhões de portugueses. Já faltou mais.

2005/10/18

Tensão

Aqui a trabalhar
Quero esta manhã rapidamente passar
Porque sei que breve breve para o quarto vais voltar
E eu mais tarde perto de ti vou estar

O teu abraço de ontem foi apertado
O teu beijo de ontem açucarado
O teu olhar motivado
Com um sorriso ainda não anestesiado

Cafés, copos com água
Já muito hoje bebi
A alternar a minha mente
entre gráficos, conflitos e o que de ti recebi
    Na certeza que esta manhã, com todo o meu amor
    Estou a enviar em conjunto com o Universo
    Energia para ti e para o doutor
      [ Mãe, espera-me logo ao fim da tarde ]