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2007/02/26

Os que caminham adormecidos (Svefn-g-englar)

... e na sequência do post anterior, enquanto a RTP continua a insistir na TV Rural, enquanto em Portugal nos preocupamos com merdinhas comezinhas tipo Alberto João, a saga na Câmara Municipal de Lisboa, o fecho das urgências em Valença, etc. (coisas que não eram supostas acontecer neste suposto país do século XXI), outros, supostamente mais provincianos, continuam a dar passadas mais largas.

A banda islandesa Sigur Rós estive no passado mês de Setembro '06 em África, mais concretamente na Suazilândia, e fizeram uma pequena reportagem sobre os órfãos (ainda sobreviventes) cujos pais foram afectados pelo vírus VIH. Trouxeram fotos onde testemunham o estado de sobrevivência da população.

A reportagem pode aqui ser lida. As fotos encontram-se aqui. Há um tema belíssimo dos Sigur Rós, do álbum 'Ágaetis Byrjun', que se chama "Svefn-g-englar", o qual sugiro aqui o seu clip.

Medita.

2006/02/12

Paixaum >+++'> Rewind, #8 (Fase: Férias)


Momento: Setembro '05. No seguimento desta posta, o mês de setembro foi caracterizado por alguma ausência da blogosfera (Fase Férias), motivada pelas merecidas férias (hum..., já ia outra vez!). Fase marcada também pelo regresso com o novo CD dos Sigur Rós, 'Takk...', na cabeça.
    "Deixa-me cantar-te esta canção de embalar.
    Ou esta canção de amar. No meu berço.
    Canções que nos mantém vivos.
    Deixa-me recuperar a minha infância. E também a tua.

    Voa comigo até a Islândia. Terra do gelo e do fogo.
    Terra de vulcões, geisers e águas termais.

    Sem bagagem. O mar acompanha-nos."

    2005/12/30

    Saltar (dentro) das Poças


    (continuação deste post)

    Mais um alto momento do ano de 2005: a descoberta desta canção no álbum dos Sigur Rós. Outro momento importante foi, numa destas noites, descobrir a letra da mesma em islandês para poder então cantarolar. E esta música acompanhou-me bastante, especialmente nos meus momentos marítimos e de reflexão.

    E no seguimento de um outro post, também este inspirado nos Sigur Rós, quero dizer que em jovem, queremos velhos ser e assumir uma série de responsabilidades que nem sempre é suposto te-las nessa idade. Mais tarde, já mais velhos, possivelmente queremos regressar a um passado que já não o podemos ter.

    Sim, deixem-nos viver o que podemos agora. A sorrir. A rodopiar. A abraçar as mãos.

    E eu hoje encontro-me a ver o mundo feito num 8, mas a continuar de pé. Embebido e completamente encharcado. As botas de borracha que eu não tinha estavam a correr dentro de mim como se quisessem emergir de dentro de uma concha. O vento na minha face, o teu cheiro externo a brotar do teu cabelo... bati tão rápido quanto podia com o meu nariz... a saltar dentro das poças, completamente molhado, embebido e sem botas calçadas... Mesmo com o nariz ferido, a deitar sangue, o importante é arranjar força para, logo de seguida, estar novamente de pé.

    Sugiro, para os mais interessados, uma passagem pelo clip desta canção o qual se encontra disponível logo no princípio do side-bar do meu blogue de desdobramento, Kraak FM <'+++<.

    Hoje chega a #2 (em audição): Hoppípolla, dos Sigur Rós.

    "Hoppípolla
    I engum stígvélum
    Allur rennvotur (rennblautur)
    I engum stígvélum
    Og ég fæ blóðnasir
    En ég stend alltaf upp
    (hopelandish)
    Og ég fæ blóðnasir
    En ég stend alltaf upp
    (hopelandish)
    "

    (continua)

    Kraakinho escreveu sobre o Concerto dos Sigur Rós (Coliseu de Lisboa, 20 Nov '05) aqui.

    2005/11/18

    Emissão de Gases


    Quem quiser partilhar connosco, é só fazer copy paste. Amanhã seguiremos para a Nova Zelândia. Que me perdoem os Electro-Domésticos hoje, os convidados de amanhã, os Sigur Rós no domingo. Já avisei a minha chefia.
      21-22-27-30-40 + 5 e 6

      2005/09/22

      Infância, Amor e Vulcões

      Posta de Paixaum >+++'> dedicada a todos os meus visitantes
      e a ti, em especial. M'némené 4 u! :)


      Imaginei este pequeno texto hoje, há pouco, pelas 2 da manhã, na praia dos Gémeos/Moinho (Carcavelos), inspirado no clip a passar aí ao lado (Glósóli, by Sigur Rós), no meio de um silêncio nocturno onde o leitor de CD's do meu carro passava esta canção.

      Neste grupo de miúdos que orquestram um tempo que
      não se sabe ao certo quanto tempo vai durar,
      rodeados de motivos, amor, tambores e pedras, quero
      a minha infância recuperar.

      À luz do sol governado pela paixão,
      orientado pelo amor sob o luar,
      levo comigo toda a beleza e razão
      para apanhar tudo o que sobrar.

      Sol, chuva,
      sorrisos e risos,
      maluqueiras infantis
      e juvenis a aproximarem-se.

      O meu amor não cabe no meu peito.
      [Deixei-o entrar; não o deixo sair mais. Prendo-o nas mãos.] O que chamar a isto?
      Eu e tu.
      Ele espalha-se pela brisa do mar, corre pelas planícies e não é só medido por poemas e músicas, mas também por pequenos gestos como chamar-te indirectamente e... ouvires!


      Deixa-me cantar-te esta canção de embalar.
      Ou esta canção de amar. No meu berço.
      Canções que nos mantém vivos.
      Deixa-me recuperar a minha infância. E também a tua.

      Voa comigo até a Islândia. Terra do gelo e do fogo.
      Terra de vulcões, geisers e águas termais.

      Sem bagagem. O mar acompanha-nos.


      [ Kraakinho a regressar à blogosfera ]

      2005/09/15

      Takk


      [ photo by Kraak/Peixinho @ Sta Margherita di Pula, Sardenha (I), 2005.07.07 ]

      Quero viver nas salinas desse teu corpo com eterno sabor a mar, albergar-me como um peixe nessa baía de escorpiões, tendo como antídoto o meu coração, para que possas repousar nas escamas do meu peito ao som da canção em audição ('Hoppípolla', do álbum Takk..., dos Sigur Rós).

      Takk por existires.
      :)