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2007/12/07

Hey, We Should Crash the Party on New Years Eve


À semelhança desta publicidade parva, um dia partirei os viadutos que unem os dois lados da montanha, um dia explodirei as pontes que unem as duas margens de um rio, um dia acabarei com os laços que me ligam, os quais permitem que o meu corpo humano continue vivo.

Mas... para quê partir coisas se a hora da partida foi adiantada? Rompeu-se com o partido e o atrevimento ficou incompleto. De perdidos passamos a tristes. De tristes a sozinhos. Se fui alguma coisa nesta vida, hoje nada sou. Raios me partam!

Hoje chega o tema #25, uma grande música de 2007: "Lost to the Lonesome" dos Pela, extraído do álbum, 'Anytown Graffiti', uma das boas revelações de 2007. Mais informações sobre os Pela podem ser lidas aqui.

"hey, we should crash the party on christmas eve
hey, we should write our name on every wall we see
hey, we should break our wallets at every bar
hey, we could break the bed without broken hearts
la la la la
and we could leave the lonely and lost
to their lonesome hearts
don’t just stand there with your face in your hands
don’t just stand there
clean up your broken glass!
"

2007/05/23

Psychic Ill



Eu se fosse ao Mário Lino, apostava na construção do novo aeroporto na Margem Sul. Sendo essa zona um deserto e dadas as proximidades com a Região do Magreb, nunca se sabe se não roubaria tráfego aos aeroportos de Tanger e Casablanca.

Alguém sabe o ponto de situação da guerra no Iraque?

2006/11/08

Sarrabulho


Se o deserto é circular, se as paredes são negras, se as lacunas estão rabiscadas, se a pop, tal como Marte ataca, se o soalho não é o meu altar, se os anjos não têm cores, se o camionista faz puzzles enquanto o colega mata a luz, se o meu cão corre de olhos fechados, se o espelho reflecte a minha febre, se a minha mente não cabe numa concha, então o melhor a fazer é abençoar este sangue.

## Marte não ataca, volta.

2006/03/15

Isaura ou o Maná no Deserto


Há pessoas que se deixam controlar, como se fossem robots expostos de uma forma obscena. Mas a fachada... lá continua... e rígida! Têm esta noção, mas depois deixam-se embrulhar com papel de parede por uma espécie de abraço iluminado ou um beijo afogado.

Devasta e recoloca. Abre a porta: mas, a porta de correr, e prolonga o corredor como se o espaço e o momento permitissem a negação da tua própria inteligência. Tipo "sou o (a) teu (tua) escravo (a)". Qual o motivo? Não há. Sou e pronto.

Agora em vez da banheira quero um roupeiro. E depois quero uma sala em vez de um estábulo. Eu sei: quando quiseres deitar-me para o lixo, eu vou junto com a corrente, pelo cano do esgoto até ser impedido de continuar o caminho, por um qualquer dique holandês.

Como é possível valorizar o original e restaurar o que se degrada? Não será seguramente a subtrair o espaço disponível em favor de outros programas duvidosos: passa por arrumares as ferramentas e dedicar-te à criação de animais.