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2010/08/13

E Se

eu de repente, voltasse a escrever neste multifacetado blog?

2008/01/11

A Humidade da Cova

Eu não tenho medo da vida. Da morte, acho que também não: habituei-me há alguns anos à ideia da sepultura. Apesar de seco, ainda tenho água para alimentar o contorno do meu caos. Sem humidade, também consigo valer-me dos fósforos ou do isqueiro para acender o rastilho do inesperado.

A questão é que a água é um bem cada vez mais escasso.

2007/09/11

Afasta-te Tiburón!



Com o All Music Guide a anunciar Rex Smith e o seu álbum 'Sooner or Later' como o álbum do dia 11 Set '07, não fico nada admirado se o Bin Laden decidir enviar mais um dos seus vaidosos vídeos para Washington.

Eu se fosse o Bin Laden, ia passar uns dias a Cadaquès a ver se aí conseguiria conquistar a pureza dos peixes e a sabedoria dos animais.

Talvez nos devolvesse qualquer coisita.

2007/08/16

O Cenário da Despedida


Ao escrever aqui sobre o último trabalho dos Two Gallants, o EP 'The Scenery of Farewell', só me vinha à cabeça uma situação que gostaria de ter ontem gritado para este blog.

Se calhar a idade já me permite ser directo em determinados assuntos ou não acreditar em certas coisas. Bem, na realidade nunca acreditei muito nas propostas de separação conjugal quando um dos componentes do par diz para "darmos um tempo". Pá, sorry, mas isto não existe. As razões invocadas podem ser todas válidas de ambos os lados (ou apenas do que quer "tempo para pensar"), mas sinceramente, acho que há coisas que não têm volta, pelo menos (quase que) imediata.

Custa-me muito ver pessoas a sofrerem pelo egoísmo de outras. Para quem "perde" é como realmente passar o tempo a contar as horas pelas colheres de café que se ingere.

Pela ilusão de alguns, pela delicadeza de outros, perdem-se vidas. Encontram-se desencontros inferindo que tiveram a vida errada no local errado.

E assim, tu princesa, que nunca foste dançarina, começarás atada, a bailar na prisão do rei.

2007/01/02

Caça (da) grossa


[continuação deste post]

Agora que já estamos em 2007, dão-me licença para pôr uma questão?

Será que ainda há algo mais que nos possa fazer medo? BRRR! O outro tipo, ordinário é certo, foi capturado e no último dia do ano passado foi o espectáculo que foi: em directo, via web, para quem quisesse ver e imaginar que aquelas imagens iriam salvar o ano que se findava.


A questão é que o perigo continua à espreita, à luz do dia e na calada da noite e há coisas que não conseguimos controlar. A raça humana continua a descer a um nível muito baixo e não sei onde iremos parar.

Não haverá outras formas para morrermos? O que me preocupa não é a morte do Saddam, mas sim daqueles inocentes, de sangue novo, que perderam a vida para que algumas pessoas assistissem em apoteose à morte da besta.

Cheira a marisia.

Hoje chega-nos o tema #2, de 2005 em 2006: "Upon This Tidal Wave of Young Blood", do excelente álbum début e homónimo dos Clap Your Hands Say Yeah.

"we are men who stay alive
who send your children away now
we are calling from a tower
expressing what must be
everyone's opinion
"they are going out to bars
and they are getting into cars
i have seen them with my own eyes."
'america please help them!'

they are child stars..."