2008/05/26

Kraak FM <'+++<, Ano #4


Kraak FM <'+++<
Músicas para a minha Paixaum >+++'>, já que elas são os meus únicos crimes.

Sem crimes,
3 aninhos de existência! WEEE!

2008/05/25

Why?

God put a song on my palm that you can't read.

2008/05/24

Still in Djing Post

A quem possa interessar, ficam aqui registados os últimos dj-sets feitos por mim ou com a minha participação:

Kraak (com O Puto) @ Sound Club, 21 Mai '08;

2008/05/20

Os Invertebrados


Quando queremos arranjar nomes para os Nomes as coisas podem ficar verdadeiramente complicadas. De igual forma quando queremos fazer transparecer as ideias das nossas palavras mágicas. Para acabar com a complicação, o melhor mesmo é arranjar um meio, um equilíbrio para alcançarmos o supremo das noites sem-nome.

Em jeito de equilíbrio, penso na minha amoreira carregada de amoras. Vai-se até ali à frente, apanham-se montes delas caídas ao chão e trazem-se para casa. Após muito bem lavadas e esmagadas sem os pés, pesam-se. Para manter o equilíbrio, igual peso de açúcar. Depois é deixar ferver.

Na continuação do equilíbrio, as duas próximas noites de 21 e 22 de Maio serão especialmente equilibradas, pois eu e o meu amigo O Puto iremos levar ao lume muitas amoras sonoras para, em doses equilibradas, oferecermos a todos os presentes bons doces para o paladar auditivo. É só aparecerem: dia 21 Mai '08 no Sound Club, Largo de Santos nº 9 e dia 22 Mai '08 no Incógnito, Rua dos Poiais de São Bento, nº 37, ambos em Lisboa.

Tragam compoteiras!

2008/05/19

A Analogia da Base Binária


Ser um gajo analógico num mundo digital é como olhar para os salgados em cima da mesa e dizer que sabem a crack. Interessante analogia.

Já Mário de Sá Carneiro dizia que a sua Alma fugira pela Torre Eiffel acima.

2008/05/18

As Estrelas Não Têm Horas

Hoje dei comigo a pensar nas estrelas. Enquanto descansava, comprovava que efectivamente elas não têm descanso. Mesmo quando não as vejo, outros, noutras longitudes e/ou latitudes, estão a admirá-las. Alguns no dia anterior, alguns no dia seguinte.

2008/05/17

Hoje Há: In the Loft of My Brain (c/ Monomonkey + Till), by Kraak

Maio é o mês da perfeita harmonia, apesar de nos últimos dias aparecer trajado de cinzento, como se tem notado nesta nossa primavera envergonhada.

De terras com menos sol que os nossos dias têm tido, mas na esperança de nos dar algumas novas cores às nossas noites, chega-nos a melancolia de vestes anti-depressivas de leste (
Till) e de oeste (Monomonkey), para nos confortar a alma na noite de 17 Maio no MusicBox Lisboa.

Neste sentido estão convidados para aparecer em mais uma noite parcialmente animada cá pelo dj de serviço, "In the Loft of My Brain", para que as nuvens saiam rapidamente dos nossos sótãos para dar lugar à entrada de alguma luz nas nossas vidas.

Fica feito o convite, com o desejo de nos encontrarmos todos por lá, numa noite onde o indie-rock e o saudosismo vão encabeçar o papel principal.

Mais informações no blog da Undergrave Productions, no MySpace da Undergrave Productions ou no meu MySpace.



Até logo! :D

2008/05/16

Invertebrado

Se eu fosse artista faria algo que pusesse a Terra do avesso. Como não sou, cavo a terra escura que se movimenta à procura da beleza da linguagem. Se não me levantar, é um ínfimo pormenor.

2008/05/15

Bloggers Unite for Human Rights


A minha citação para o "Bloggers Unite-Human Rights":



["All I Need", pelos Radiohead]

Se algumas mulheres no mundo civilizado soubessem como é ser mãe no mundo não civilizado, seguramente tratariam as nossas crianças de forma diferente.

2008/05/13

Kraak Entubado no Concerto dos The National

Como fui youtubado durante 2 minutos, hehe. A conferir, aqui.

2008/05/12

A Minha Superfície Pavimentada


"I have your good clothes in the car
So cut your hair so no one knows
I have your dreams and your teeth marks
And all my fingernails are painted

I'm here to take you now

You were right about the end
It didn't make a difference
Everything I can remember
I remember wrong

How can anybody know
How they got to be this way
You must have known I'd do this someday
Break my arms around the one I love
And be forgiven by the time my lover comes
Break my arms around my love

Break my arms around the one I love
And be forgiven by the time my lover comes
Break my arms around my love

I don't have any questions
I don't think it's gonna rain
You were right about the end
It didn't make a difference

I'm here to take you now

Out among the missing sons and daughters of the SoHo riots
Out among the missing sons and daughters of the SoHo riots

I'm here to take you now

How can anybody know
how they got to be this way
You must have known I'd do this someday
Break my arms around the one I love
And be forgiven by the time my lover comes
Break my arms around my love

Break my arms around the one I love
And be forgiven by the time my lover comes
Break my arms around my love

Break my arms around the one I love"

["Daughters of the SoHo Riots", pelos The National]

[photos by Kraak @ Aula Magna, Lisboa, 11 Mai '08]

2008/05/10

Kafka à Beira-Mar




levanto-me. vou à janela de trás. respiro. de pé permaneço. olho para as minhas mãos. uma força impressionante leva-me até ao meu disco externo. aqui revejo algumas fotografias. depois desta imagem, ficam aqui mais estas duas.

nada a fazer. as células do corpo renovam-se todos os meses. depois de publicar isto, voltarei novamente a olhar para as minhas mãos.

[photos by Kraak @ Praga (CZ), 26 Abr '08 e @ Porto Santo, 30 Abr '05]

2008/05/09

Joana! Relativamente à Nossa Conversa de Ontem,


encontrei num livro a deixa ideal para a tua defesa: "Há um país onde as vacas leiteiras passam o tempo à procura de tenazes."

É só uma questão de adaptação da tua parte. No meu caso particular, já fiz a devida leitura.

2008/05/08

O Milagre das Coisas Que Eram Minhas


A propósito da Undergrave Productions, ainda hoje me tornaram a dizer: "Fogo! Tu consegues tudo o que queres.", afirmação bonita e de certa forma, expressiva, embora algo me tenha novamente caído mal...

Wrong! Consegui algumas coisas nesta vida, a maior parte delas com muito suor. Não tenho a pretensão de conseguir tudo o que quero, até porque duas delas, apenas duas, são praticamente impossíveis de as (voltar a) ter, confesso.

Assim, vou conseguindo outras, através de mapas da surpresa, através de cabos que se contornam para nascente, através de ilhas com nomes novos, através de bússolas transparentes e compassos luminosos.

Sempre a tentar que o longe fique mais perto.

[photo by Kraak @ Praga (CZ), 26 Abr '08]

2008/05/06

Não Sei Quantos Sentidos Tenho


"A distância que se invalida..." palavras d'O Piano. De um pranto que se forma através de um elogio que não mereço. O pranto é uma parte das nossas palavras instrumentais e instrumentalizadas que saem geometricamente dos seus contornos. Como se tirássemos as palavras de nós próprios e ao mesmo tempo tivéssemos uma pá para as recolher.

Fecho os olhos e aguardo pelos raios de sol que andam aí a chegar. Sem distâncias e na altura própria, o meu pranto fica para a minha sepultura, como numa reflexão fora de prazo, roído pelos arranhões dos gatos que povoam o subterrâneo do caixão.

Quando aí estiver realmente só, darei largas à imaginação da minha dor e lembrar-me-ei de um dos grandes álbuns dos Built to Spill: 'There's Nothing Wrong with Love'. Pois não. Não há nada de errado. Nós é que muitas vezes o matamos. Quer sejamos obrigados. Quer por não termos dado conta. Quer por não termos paciência.

Como se cada verso fosse uma diferente história.

"I thought I bored me but I learned to think like you
Now nothing bores me that's that nothing is thought through."

[photo by Kraak @ Praga (CZ), 26 Abr '08]

2008/05/05

A Comunicação do Facto


A confiança que deposito no meu poder de confiança pronunciou-se diversas vezes e das mais variadas formas neste blog, através de muitas palavras. Uma em particular, alinhada ou não, com ou sem pranto a ouvir "All the Wine" dos The National, persegue-me muitas vezes... não é que esteja a querer mais vInHo, mas sim lutar pela salvação da minha própria existência.

Um dia pedi todo o vinho apenas para mim. Outra vez achei que todo o vinho era mesmo para mim. Mais tarde, achei que estaria sendo demasiado egoísta e concluí que esse vinho seria quase todo para mim.

Domingo, 11 Mai '08, aproxima-se... e partilho todo este vinho convosco e contigo em particular, mesmo que tenha que fazer um press-release da prisão.

[photo by Anna @ Praga (CZ), 24 Abr '08]

A "(P)Rendinha" Alinhada da Carla


Este blog recebeu o carinhoso selo da "Campanha pela Amizade" oferecido pela querida Carla, através do seu blog Palavras em Desalinho. Um muito obrigado para ti, Carla, sabendo nós que todas as amizades, pelo menos as verdadeiras, para além de importantes, são muito especiais.

Esta "rendinha" é destinada a Todos aqueles que se sentem Amigos do Paixaum >+++'> e do seu dono, Kraak.

2008/05/04

Tune In For... MAMI


Mãe, felizmente poucas foram as noites que te dei sem descanso, medo e incerteza. Mesmo nestas sempre bem soubeste os seus significados e logo a seguir reencontraste-me a um nível superior.

E tu... tens uma coisa linda, aquelas coisas próprias de
mãe, ou seja, guardas tudo no teu coração, mesmo quando algum sofrimento te oprime. Os teus planos de amor e sabedoria ajudam-me sempre a partir os tijolos do muro que me rodeia. E não me queixo. E agradeço-te. E sinto-me sempre assim quando me dás a tua mão. Amo-te! Vem comigo mais uma vez, desta vez não a Hollywood, mas a Praga. :)

[photo by Edyta @ Praga (CZ), 27 Abr '08]

2008/05/03

A Melhor É a de Trigo


Mas é claro que apesar da minha alegria relativa e mesmo que me liberte das coisas comezinhas de trazer por casa, já James Murphy muito me ensinara sobre as nossas tribulações. Se há perguntas que antes fazia com alguma amargura, hoje verifico que há consolos próprios pelos quais nos devemos agarrar e através deles conquistar os nossos próprios méritos.

Há dias dizia que confiava no poder da minha confiança. Quanto mais confio, mais acho que ela se concretiza.

[photo by Edyta @ Praga (CZ), 26 Abr '08]

Cheers!


Eu nada sou... cabeleireira curta, parte dela branca como a neve. A sua brancura pode reflectir-se na minha relativa alegria que pode abranger muita coisa, quanto mais não seja porque há outras pessoas que bem se encontram e esta felicidade é a mais importante, apesar das minhas dificuldades exteriores no longo e estreito corredor que percorro.

Revelo-me relativamente alegre porque felizmente, e tal como esperava, inveja e ciúmes não se prendem no meu coração e não invadem a minha alma, como se estivesse num inferno sepulcral criado por terceiros.

Preocupar-me comigo mesmo é tão desinteressante como os flocos de neve que caem e se dissolvem antes de tocarem alguma coisa... pois até a simples neve pode ser tipificada: a que se acumula e a que se dissolve.

À tua!

[photo by Michal @ Praga (CZ), 25 Abr '08]

2008/05/01

O Imperador Kraak IV


À minha frente, ao meu lado e atrás de mim, gente. Aos magotes. Homens de meia-idade, mulheres novas, homens novos, mulheres de meia-idade. Jovens. Estudantes. Grupos. Parzinhos. Máquinas fotográficas, telemóveis, cigarros, sorrisos, falatórios, gritos e bandeirolas.

Por associação de ideias, lembrei-me de ti, como se me tivesse naquele instante dado conta que não estava em Lisboa, o que não deixa de ser intrigante. Fecho os olhos - como se durante 4 segundos conseguisse dormir e sonhar - com paciência e amor observo-me-te em silêncio e acordo. Acordo numa [(in)feliz] realidade, mas com uma visão cativante.

Confio no poder da minha confiança.

[photo by Kraak @ Karlův Most, Praga (CZ), 26 Abr '08]

2008/04/30

O Silêncio Infiltra-se


Às vezes dizemos frases e damos respostas que nos saem de forma espontânea, directa, sem termos tido tempo para reflectir. E assustamo-nos. Não nos foi permitido tempo para dormir sobre o assunto e no dia a seguir, voltar a meditar sobre o tema. Não há tempos para hesitações nem para falsas humildades. O que há após isso é tempo para reflectir, aguardar de cara erguida pelos sofrimentos que se aproximam, confessar a nossa miséria por tudo o que não compreendemos.

A única referência que temos é o nosso próprio reflexo.

[photo by Kraak @ Praga (CZ), 25 Abr '08]

2008/04/29

Kraak (Com FranJapanalak), Fever-Set, 26 Abr '08


A quem possa interessar, um resumo do set da noite "Fever", onde partilhei o djing com o norte-americano Franjapanalak, encontra-se aqui disponível! :)







[photo by Anna @ Blind Eye, Praga (CZ), 26 Abr '08]

2008/04/28

Uma Questão de Fuso Horário


Quando os sinos das igrejas de Praga anunciam, em voz alta, os simples mistérios da minha própria vida, é altura de pensar que a minha alegria é pequena comparada à insignificante dor que sinto quando, próximo à minha garganta, se encontra um bocado de comida quente. De alguma forma também misteriosa ando com ela a rolar, entre os dentes e o céu da boca, até que ela arrefeça.

Como a comida quente custa a arrefecer o melhor mesmo é empurrá-la com um copo de vinho. Aceita-se portanto que ela não sabe a nada.

São estes pequenos acontecimentos que me permitem concluir que o tempo não se expande.

[photo by Kraak @ Castelo de Praga, Praga (CZ), 26 Abr '08]

2008/04/24

Jezabel Era Puta, Pata Brava ou Spam?


A comédia de algumas vidas humanas é divina. Não faltam por aí princesas fajutas que agem como a princesa Jezabel. Sim, fajutas, porque para ser princesa é preciso ser filha de rei.

Supostamente determinadas, contemporâneas e assumidas como independentes, putas não serão, pois estas, as verdadeiras, já a própria Bíblia as citava e não seriam de todo independentes. As semi-putas, aquilo a que chamo de putas decorativas, ignoram o dinheiro da queca e trocam-no pelo valor cambial da moeda figurativa que mais valor acrescentado lhes trouxer na altura. Agem como as patas bravas que se disfarçam para alcançar os seus objectivos bicando aqui, picando acolá, mordendo além, ladrando para a vida dos outros em modo colchão-migratório.

A sociedade anda impregnada de spam sem estilo.

[photo by Mano Joca @ Dublin Writers Museum, Dublin (IE), 7 Abr '08]

2008/04/23

As Rotas Circulares



A propósito de rotas e existências, existem carreiras que são circulares.

Existência



Dizer que nunca ignorei as palavras dos outros talvez seja demasiado forte. Sempre precisei delas. E das minhas. Os outros que procurei, com as suas palavras, sempre abrangeram um vasto leque de indecisão, inocência, força, sentido e sobretudo de existência, pois para ouvirmos outras palavras é preciso saber onde as buscar. Não apenas uma, mas duas, três ou quem sabe, quatro ou mais.

Se somos o que a nossa gramática aceita como palavras correctas, pelas veias que habitam o nosso corpo passam frases prontas que ecoam os nossos sentidos, nomeadamente o da audição. Tanto ouve o coração como a mente.

As rotas por onde vou partem de mim próprio. Sou eu que as escolho. Nunca me obrigaram a ir para a esquerda quando sabiam que eu queria ir para a direita. Nunca me proibiram de ir para a esquerda quando sabiam que me iria custar muito se para lá não fosse.

2008/04/22

Olhos Fechados. Cara Molhada.

"Come sail your ships around me
And burn your bridges down.
We make a little history baby
Every time you come around.
Come loose your dogs upon me
And let your hair hang down.
You are a little mystery to me
Every time you come around.

We talk about it all night long
We define our moral ground.
But when I crawl into your arms
Everything comes tumbling down.




Come sail your ships around me
And burn your bridges down.
We make a little history baby
Every time you come around.





Your face has fallen sad now
For you know the time is nigh
When I must remove your wings
And you, you must try to fly.

Come sail your ships around me
And burn your bridges down.
We make a little history baby
Every time you come around.
Come loose your dogs upon me
And let your hair hang down.
You are a little mystery to me
Every time you come around."

[The Ship Song, por Nick Cave & The Bad Seeds]

2008/04/20

Uma Parte da Mente Trabalha e Não Damos Conta


Não muito..., nada de vulto..., talvez mesmo nada, embora muitos, por afinidade me digam que sim. Acho que todos nós, se tivermos tempo, fazemos alguma coisa na vida. De qualquer forma e por um determinado lado, nada fiz comparado à escrita de um livro. Pelo menos sei quando abrandar o passo quando a fadiga aparece. Se tivesse jantado, não teria fome, é certo.

O meu juízo felizmente não seca e como não sou filho de pai burro nem de mãe puta, sei que para entrar na piscina, primeiro tenho que me descalçar.

Voar, talvez seja um dos maiores feitos da engenharia humana.

[photo by Kraak @ James Joyce Centre, Dublin (IE), 6 Abr '08]

2008/04/18

Electric Engine, by Kraak a 19 Abr '08


Se no Inferno, os tormentos não podem ser vencidos pelo hábito, a suprema tortura desse lugar é a sua eternidade... Como não compreendemos muito bem o teor dessa palavra, o melhor mesmo é imaginar que as penas do Inferno não são assim tão terríveis. Como isto com certeza não dura sempre, o melhor mesmo é saírem de casa no próximo sábado, para suportarem (haha) mais uma noite animada [cof cof - estou com tosse, deve ser do tabaco :S -], "Electric Engine", que decorrerá a partir das 23 hs, no Bar do Bairro, Rua da Rosa, nº 255, em Lisboa. O dj-set é feito cá pelo Kraak. :P

"Cause holy cow, I love your eyes
And only now I see the light
Yeah, lying with me half-awake
Oh, anyway, it's looking like a beautiful day
"

Último dj-set: The Purgatory Line (c/ Suprah + The Bleeps), 12 Abr '08, via Kraak FM <'+++<.
Flyer by Tiago Santos

2008/04/17

Xeque ao Rei


Os corações das cidades recordam-me outros portos, nostálgicos, onde os tempos modernos ainda permitiam alguma harmonia. O porto, esse era e ainda é pequeno. Um cenário vivido intensamente onde se desenrolavam diálogos a dois cujas testemunhas eram as paredes com azulejos pintados de castanto claro, as plantas ora verdes ora amareladas pelo sol e as janelas que se escondiam por trás de uns cortinados também claros.

Portos intemporais, recatados, povoados pela calma transmitida pelas cores, pelas frutas na mesa presentes, pelos olhares de conforto que só sentimos em casa. Tudo acompanhado com um bom café que através da sua suave e espumante alegria líquida se derramava por estas palavras.

2008/04/16

A Transição





Where are you going?






[photo by Kraak @ Dublin (IE), 5 Abr '08]

2008/04/15

Os Churros e As Farturas da Hilda


Foi hoje anunciado, via Blitz, que os norte-americanos The National estarão em Portugal, mais precisamente em Guimarães, no próximo dia 18 Jul '08, inseridos no Evento Manta. Não há fome que não dê em fartura... Em 2 meses, os The National vão dar 3 concertos em Portugal.

Qualquer dia já ninguém os consegue ouvir... NOT! E... 'Boxer' que, na minha modesta opinião, nem é o melhor álbum dos The National.

Deve ser aí, no berço da Nação, que a minha civilização se inverte e parto à Reconquista.

[photo by Mano Joca @ Olympia Theatre, Dublin (IE), 5 Abr '08]

Pouca Coisa


Falam-me de coisas. Não acredito nelas. Mas porque me incomodam aqui, se eu tenho estado noutro sítio que não este? Passaria bem sem isso, apesar de alguma informação retida. Para o futuro... nunca se sabe. Aprendi tanto acerca das pessoas que o que me deixa ainda mais boquiaberto é ficar a dever o que não devo a pessoas com quem a minha comunicação foi reduzida e que agora, o que ainda resta se reduz a restos de comida de plástico raspados de um caixote de lixo.

[palavras inspiradas no texto de Samuel Beckett, "O Inominável"]

[photo by Mano Joca @ Dublin (IE), 6 Abr '08]

The Purgatory Line + Suprah + The Bleeps @ MusicBox, 12 Abr '08


A quem possa interessar, um pequeno resumo sobre o concerto dos Suprah e dos The Bleeps no passado dia 12 Abr '08, no MusicBox, em Lisboa, pode ser aqui lido e visto. Obrigado, Crama!. O set da noite "The Purgatory Line", pode aqui ser conferido. :)

2008/04/11

The Purgatory Line (w/ Suprah + The Bleeps) a 12 Abr '08


Já estamos em Abril e, apesar dos intensos aguaceiros recentes, o sol, ainda novo, vai delicadamente rebentar pelos arvoredos trazendo consigo novas cores e tonalidades, mesmo que nos locais mais distantes deste país. Como não podemos dormir de olhos abertos neste mundo cheio de novos tons, terá lugar no próximo dia 12 de Abril, no MusicBox, a partir das 23 hs, o primeiro concerto organizado pela mais nova empresa promotora de espectáculos nacional: a Undergrave Productions.

A Undergrave Productions nasceu como o fruto de uma paixão militante dos seus 2 sócios fundadores (eu e a Rita Maria Josefina) pela Música que ultrapassa a vulgaridade dos tops comerciais.

Desta forma, serão todos bem-vindos para o concerto dos britânicos The Bleeps, cuja 1ª parte é assegurada pelos portugueses Suprah. O DJ-Set é assegurado pelo dj de serviço, de nick Kraak, com a noite baptizada de "The Purgatory Line".

Entrada: EUR 10, com direito a uma bebida. :)

Aproveitem o passatempo que se encontra a decorrer na Rádio Radar, 97.8 FM que dá direito a entradas duplas.



Line Up:

23:00 - Kraak DJ-Set
0:00 - Suprah
(Kraak DJ-Set)
1:00 - The Bleeps
(Kraak DJ-Set)

Mais informação via Kraak FM <'+++<, onde tudo acontece. O set da última noite, Boredom & Insanity, encontra-se aqui disponível.

Apareçam! :))

2008/04/05

A Vida Cumpre o Seu Ciclo


No momento em que a agulha continua a tocar o disco, penso na magia de uma fuga e no que me sai através do teclado do computador. Uma magia que não fez de mim a deusa Banba, uma fuga que coincide temporalmente com a minha última absolvição. Como se para me perdoar a mim próprio, preciso primeiro perdoar todos os outros, o que já de si não é uma tarefa fácil. Portanto a clemência alcança-se ao fim de algum tempo, se é que um dia poderemos ter o direito de a reclamarmos para nós próprios.

Revestindo uma saga já passada, embora desta vez sem comparações à minha fragilidade existencial que permitiu a criação desta Paixaum >+++'>, volto a tentar percorrer os caminhos da magia que esta terra me permitiu, mas plenamente consciente de que só os comboios de brincar é que andam aos círculos, por pistas que montamos no chão dos nossos quartos. Consciente de que não se apanha um qualquer comboio temos que ter cuidado com os assentos, sobretudo os de madeira, para que a inercia não nos atire um qualquer cavalinho, um qualquer carrinho, um qualquer boneco Walt Disney, como se estivéssemos num parque de diversões, a girar, ao contrário da Terra, em torno de um eixo vertical assente no chão.

Para quem se apercebeu que nos parques de diversões só existem comboios fantasma, recomenda-se a fuga deles, enquanto ainda há tempo, porque estes andam em circuito fechado.

Certo? Certíssimo!
Um destes dias, quem sabe, volto a falar bonito.

2008/04/04

Stella Polaris

Num livro que não foi escrito, talvez eu não tenha existido. A impressão daquilo que é estranho é tão claro como a Terra girar sobre o seu próprio eixo. O peso da ausência actua como as estrelas que parece girarem à volta da Estrela Polar. Constelações e brilhos à parte, porque as ursas actuam como os sinais matemáticos de desigualdades: maior, menor, mas nunca igual, há que dar o sentido estrito aos pontos que coincidem com a projecção da Terra.

Nas minhas rotas marítimas, deixo-me guiar pela Cynosura. Em terra continuo a guiar-me por ela, já que o eixo da Terra aponta sempre para a Stella Polaris.

[photo by Kraak @ Estação de Entrecampos (ML), Lisboa, 3 Abr '08]

2008/04/03

April Sun


Não era "Roscoe". Não era "Neighborhood #1 (Tunnels)". Não era "Mr. November". Não era. Não era. Não era. Não era. Não era. Não era. Não era...

De cada um dos lados da multidão, os olhares cruzaram-se, o espanto chegou-me aos ouvidos como a surpresa em forma de expressão real, mesmo que com a minha voz abafada.

Se eu pensava que só a vida nos feria, apercebi-me que também a música, de certa forma, o pode fazer. Se duas flautas (ou pelo menos uma delas) procura(m) a absolvição do tempo, repõe-se a música do princípio - contador do tempo = 00:00 - e, entre portas que se abriam e fechavam, fiquei sem adivinhar em que estação iria descer. 4 minutos e 21 segundos depois, a força e a doçura da música permitiram-me sair na estação habitual.

Não me roubem esta canção. E tu, que música ouves?


2008/04/01

O Meu Encontro Acidental com James Murphy


Hoje à tarde, decidi ir até à estação com uns colegas para tomar um café. Qual não é o meu espanto, quando ao passar pelas bilheteiras, um cavalheiro vem ter comigo e pergunta:

-Sorry, do you speak English?
-Yes. Can I help you?
-Could you help me to find a train to Oporto?
-Of course I can. Let's check the timetable.
(estivemos a ver os horários e expliquei-lhe como deveria fazer)

-Thank you very very much. You saved my life.
-Did I? Haha. No, you saved mine! Look, you are James Murphy, aren't you? From LCD Soundsystem.
-How did you recognize me? :S

.
.
.

e assim fomos os 2 alegremente tomar uma refastelada bujeca ao café da estação. Depois acompanhei-o ao comboio. Pronto, não foi um Coffee Scum, mas um Beer Scum.

WEEE!