2008/06/30

A Atmosfera


Quase que deixava propositadamente passar as horas à espera do dia dia seguinte, dia que ansiava por estes apontamentos de pele alva. Sossegado, esperei que o dia se transformasse em noite, para tornar o meu cérebro alegremente espantado pelas abertas radiações solares do dia que se fez e, pela noite que ainda assimilava tal nudez.

À certa altura, procurava uma palavra certa, um termo adequado, mas nenhum deles me surgiu, apenas o gesto directo e honesto, como se um poderoso encantamento me dominasse ao mesmo tempo que o meu coração batia no interior do meu peito, como se um trovão rasgasse as nuvens que pairavam entre a atmosfera e a Terra.

Lua e mar como testemunhas, todo o brilhante cenário se transformara em maravilhosos momentos, plenos de melodia, no limiar entre dois mundos.

[dedicado à Humanidade, by Kraak, 2005, Viagens de Comboio pelo Mar, 1965-20XX]

2008/06/29

Love Comes in Waves


Se seguirem este link, poderão ver um dos muitos momentos mágicos da noite do passado dia 26 Jun '08, no Santiago Alquimista, em Lisboa, durante o concerto de Malcolm Middleton: o tema "Love Comes in Waves", um dos temas de 2008, extraído do álbum 'Sleight of Heart'.

Um pequeno resumo do concerto pode ser lido no blog do amigo
Crama, através deste link. O alinhamento do concerto de Malcolm Middleton, para quem estiver interessado, pode ser conferido aqui, através do blog da Undergrave Productions.

2008/06/27

A Falência Técnica


ocorre quando atravesso, no meio do calor da hora do almoço, a Av. da República, e verifico que, ao ouvir numa das minhas intermináveis playlists, o tema "The Other Side", dos The Strokes, o combustível do meu iPOD acabou. De qualquer forma, no meio da avenida e ainda antes do iPOD se apagar, ainda fiquei a saber pelos The Strokes que ninguém estaria do outro lado da avenida à minha espera.

2008/06/26

HOJE: Malcolm Middleton + D'Age @ Santiago Alquimista

[PROMO]














Line-Up

21:30 - Abertura de Portas
22:00 - Lançamento do livro "Mitos Urbanos... Ou Assim..."
23:00 - D'Age
00:00 - Malcolm Middleton

Bilhetes à venda na bilheteira da sala, Bliss, FNAC, Liv.Bulhosa (Oeiras Park e C.C.Cidade do Porto), Lojas Viagens ABREU, Worten Postos Megarede,
Ticketline, Flur e Louie Louie.


2008/06/25

Looking for Astronauts



Soube há pouco tempo que a ESA-Agência Espacial Europeia andava a recrutar 4 pessoas para o lugar de Astronauta. Hum... sei de bom grado, pelo menos 40 nomes (nacionais) interessantes para se candidatarem.

2008/06/24

Mitos Urbanos + D'Age + Malcolm Middleton


No próximo dia 26 Jun '08, pelas 22hs, no Santiago Alquimista, o amigo Ant irá lançar, antes do seu concerto (D'Age) e o do Malcolm Middleton, o seu livro "Mitos Urbanos... Ou Assim...", apresentado pela amiga Isabel Mendes Ferreira. Três óptimas propostas para o serão da próxima 5ª feira. Apareçam! :)

Mais informações via MySpace ou pelo blog da Undergrave Productions.

2008/06/23

Pois... É Mesmo Too Loud


Do trabalho ou da universidade pouco importava. De comboio ou de carro também não fazia diferença. Encontraram-se finalmente. Cada um com histórias diferentes, como se tivessem ambos sobrevivido ao fim do mundo, mesmo que durante alguns segundos, parados permaneceram com a cabeça erguida e com um sorriso quase de primeira página. Ninguém comera como deve ser numa conversa tão animada como comprida que tomou conta das personagens, como se a vida adulta não passasse tão depressa, como se o tempo se assustasse consigo próprio pelo prazer dos ponteiros do relógio avançarem de forma lenta.

Nesta mesma manhã ao acordar com o vento que lhe baloiçava as cortinas da casa, apesar do verão já presente, só pensava que o dia hoje, para seu próprio bem, deveria correr muito depressa, num abrir e fechar de olhos, como se as divergências pudessem alguma vez violar a revolução que ambos tentariam alimentar.

A uma determinada altura o relógio tonto teve que dar sinal, mas ao mesmo tempo avisou que ali, ninguém iria morrer, porque a escama prateada talvez fizesse parte da cripta subterrânea que uma deliciosa barra de chocolate traria à superfície, como se ao chegar a casa ambos tivessem a necessidade de elevar o som do amplificador, nem que fosse para sentir o mar mais perto.

[dedicado à Humanidade, by Kraak, 2005, Viagens de Comboio pelo Mar, 1965-20XX]

2008/06/22

Desabafa Comigo: Hoje, Kraak

[post #1000]

Quando na passada 6ª feira descobri que a minha mãe voltou a piorar do seu estado de saúde, passando todo o dia deitada, porque se sentiu mal devido ao jogo Portugal vs. Alemanha, é caso para dizer que qualquer dia é o filho quem vai para o Júlio de Matos.

2008/06/21

Faz Já a Mala!


Foi curioso imaginar que por volta do meio dia de hoje, o tema "Paris", dos Friendly Fires rodava cá em casa em modo repeat. Curto muito esta música. Mesmo. Ela passa uma mensagem tão fortalecedora, como se no meu desconcerto deste dia quente eu estivesse em casa a tremer de frio.

Não que queira ir viver para Paris, mas a música "Paris" ajuda-me a realizar o meu feng shui periódico, respondendo aos amigos porque ando de determinada forma. Não há muitas músicas assim: que nos põem para cima, que nos fazem sorrir e a pensar (de forma ingénua) que vamos ser felizes para o resto da vida com a juventude que o verão apresenta. A vida é muito mais dura que isso. Resta-me, no dia de hoje e nos próximos 3 meses, sem caranguejos, sem escorpiões e sem peixes, acumular energia para nos meses frios continuar a ter a maturidade de ter acumulado um pouco mais do meu crescimento.

O videoclip deste fantástico tema pode aqui ser visto. Outras informações sobre os Friendly Fires podem ser obtidas, via Kraak FM <'+++<, através deste link.

"Paris" é seguramente um dos temas de 2008! :)

2008/06/20

Diálogo no Messenger

- Como estás?
- Void. :S

A Careca da Gravata Não-Fumadora


A nova Lei do tabaco trouxe, a meu ver, inúmeras vantagens. Para além de despoluir o ar congestionado de alguns ambientes de trabalho, serviu também para, no meu caso particular, reduzir o número diário de cigarros. As vantagens indirectas que esta mesma Lei trouxe foi, por um lado, proporcionar um certo convívio entre colegas que eu jamais na minha vida tinha ultrapassado o mero cumprimento e por outro, foi a de perceber o REAL comportamento de alguns dos meus colegas, os que alcunhei de engravatados, na sua maioria não-fumadores, que volta e meia mandavam a boquinha quando alguém estaria à porta do prédio a fumar.

Normalmente, da parte da tarde fumo 3 cigarros: um quando venho do almoço (pelas 14h15), outro por volta das 15h30/16h00 e outro quando vou tomar café pelas 17h30/18h00. Qualquer uma destas minhas fugas tabaco/café não duram mais de 7 minutos. Quando me dirijo ao 2º turno do cig-break, o das 15h30/16h00, é engraçado porque TODOS os dias encontro alguns dos meus colegas engravatados os quais inevitavelmente vêm a falar ao telemóvel (ou a simular que falam) a chegar do almoço.

É muit'a chato descobrir a careca do pessoal. Um incómodo mesmo.

Passatempo

Qual é a capital da Lua?

2008/06/19

Em Todos os Jardins

Precisamente há 3 anos atrás caminhava eu de Menorca para Lisboa. Semana passada recordei essas merecidas mini-férias que nessa altura tive porque fui confrontado com a trágica notícia do falecimento da filha de uma grande colega de trabalho, filha de nome Joana, 28 anos, vítima de um acidente de viação em... Menorca.

Hoje, ao pé das suas cinzas que também hoje aterraram em Lisboa, foi-me oferecido uma pequena folha de papel, cortada às pressas, com a fotografia da Joana e com um poema que comecei a ler.

"Em todos os jardins hei-de florir,
Em todos beberei a lua cheia,
Quando enfim no meu fim eu possuir
Todas as praias onde o mar ondeia.

Um dia serei eu o mar e a areia,

A tudo quanto existe me hei-de unir,
E o meu sangue arrasta em cada veia
Esse abraço que um dia se há-de abrir.

Então receberei no meu desejo
Todo o fogo que habita na floresta
Conhecido por mim como num beijo.

Então serei o ritmo das paisagens,
A secreta abundância dessa festa
Que eu via prometida nas imagens."

["Em Todos os Jardins", de Sophia de Mello Breyner Andresen in "De Poesia", 1944]

Joana, (possível) adoradora do mar e de Sophia. Todo o mar é para ti. Todos os jardins são para ti. Toda a poesia é para ti.

Aguardente Velha e Pasta de Anchovas


Ó Batukada, mas que porra é esta? Vou pensar num bife tártaro para o jantar. De sobremesa pode ser pudim de abóbora.

LOL.

2008/06/18

O Fetiche do Dia 18 Jun, Parte #3


Descobri alegremente hoje que o NOVO livro do meu querido e saudoso amigo Xavier Queipo, "Dragona", já foi publicado em Portugal pela Deriva Editores. Mais informações sobre o livro podem ser lidas via blog do António Luís Catarino, Deriva das Palavras.

Mais uma excelente notícia a chegar no dia 18/6! :)))

[image credits: Deriva das Palavras]

O Fetiche do Dia 18 Jun, Parte #2

Hehehe! Mais um barco ao fundo! Afinal parece que tínhamos razão. O dia de hoje começa a ficar recheado de acontecimentos positivos. :)

O Fetiche do Dia 18 Jun, Parte #1

Parece que cá para os meus lados e para os da Rita se arranjou um fetiche especial com o dia 18 Jun. Não sabemos exactamente o que levou a arranjarmos tal tema de conversa, mas nos últimos tempos parece que tudo vai acontecer no dia 18. Mal cheguei à garagem do trabalho fui informado que, em vez de estacionar o carro na 3ª cave, passaria a estacionar na 2ª cave.

Começou bem o dia.

2008/06/17

Eu Não Tenho B.I.

O comboio que o leva desde Irún a Lisboa percorre várias paisagens, várias serras e várias estações. Paisagens que, a medida que os carris ficam para trás, a temperatura começa a baixar, até que, mais perto do seu destino, ela começa a aumentar. Sentado na sua carruagem couchette, decide ir à carruagem-restaurante, onde passado algum tempo acaba por conhecer uma espanhola, que veio a saber, entrara em Burgos e saíria em Coimbra. B. Coimbra-B. Ana viajava também sózinha. Acompanhava-a um cálice de vinho do Porto sobre a mesa. O que o acompanhava era um walkman enorme, de marca Crown, vermelho, com cassettes gravadas de programas radiofónicos que passavam a altas horas da noite.

Perguntava-se a si próprio porque não teria consigo uma revista ou um livro para ler na carruagem-restaurante enquanto ali permanecia. Ele próprio não obteve resposta. Estava demasiado cansado para pensar no assunto. Pediu o seu habitual café e sabe-se lá por qual motivo, sentou-se ao pé de Ana.

- Sabes, aprendi a viver de outra maneira, tal como tu que trazes esses headphones nos ouvidos.
- Pois, é por essa razão que nesta viagem imagino que esta carruagem é uma esplanada que desliza em cima das águas de um rio.
- Tenho aqui uma fotografia dos meus avós - portugueses - abraçados. (Tira a foto). Queres ver?
- Tens avós portugueses? Que giro. Sim, quero. Claro que quero ver a fotografia.
- Toma.
- Hum... Isto é puro. Vê-se tão bem que são ou foram felizes. Será que hoje em dia estamos dispostos a conceder este tipo de amor?
- Canta-me em voz alta o que estavas a ouvir.
- Não.

[dedicado à Humanidade, by Kraak, 1985, Viagens de Comboio pelo Mar, 1965-20XX]

2008/06/16

Searching...


No passado sábado em conversa com o Harry Madox e com O Tótó sobre as pesquisas que aterram nos blogs, fica aqui o veredicto das pesquisas mais frequentes que aterram no Paixaum >+++'>:

kraakinho (porque não "kraak"?)
cabeleireiro rua da madalena
xavier queipo
sereia de copenhaga
copenhaga-dsb
paixaum
soho riots aula magna
alforrecas menorca
now vitamin bacoca (hahaha)
o que é o coffee breique? (linda)
stella polaris
corto maltese-les celtiques-lyrics
as aves que migrão em portutal (hein?)
churros figueres (?)

se bem que a mais extraordinária de toda a lista está aqui. Através deste link, ainda há outra lista. Help.

Digam-me que isto é tudo mentira.

O Meu Desvio até Amor


Ao caminhar em direcção ao Porto pela A17 que me conduzia pelo litoral, reparo numa das suas saídas que mencionava uma terra chamada Amor. Por ser noite, decidi fazer um desvio quando regressasse a Lisboa. Ontem, confrontei-me com esta bucólica aldeia de nome muito sugestivo.

Ao que parece Amor nasceu por uma lenda de um caso amoroso entre o Rei da altura e uma sua apaixonada local. O Rei parecia baldar-se muitas vezes do seu palácio em direcção ao litoral para inspeccionar umas supostas florestas que de repente lhe passaram a ter muito interesse.

Uma bela noite, regressava o apaixonado Rei do seu abrigo de amor, quando no meio da escuridão começou a ver imagens misteriosas de fogo que se lhe apareciam à frente, como se as chamas dos vulcões o perseguissem. Assustado e ao chegar ao palácio encontrou Santa Isabel que regressava da igreja e contou-lhe o que se passara no caminho de regresso. Santa Isabel respondera: "eram as LUZES a alumiar os vossos olhos que andam ceguinhos de amor".

O meu regresso após sair de Amor foi acompanhado por Cut Copy e The Mary Onettes. Por outras luzes que não me mostraram que ali estarias. Por outras luzes que me indicavam o brando rumor da vida. Por outras luzes que me indicavam que não caminhavas ao meu lado.