2008/02/28

Party On: Up on the Rooftop (by Kraak) é HOJE!

"Ó homem que passas tranquilo na rua
atrás de qualquer próximo perfume
e chegas a casa sem incidentes
ó homem que tens à espera de ti
virada a esquina da rua e do tempo o teu próprio rosto
não tenhas pena de quem morre
de árvore para árvore
e é diferente no princípio e no fim da rua"

[Belo, Ruy - Metamorfose in "Todos os Poemas"]


Fevereiro. Mês do salgueiro. Árvore da Lua.
As cores deste mês são claras e é esta claridade que ajuda a compensar o equilíbrio nas nossas vidas. Assim sendo, este filho da Água deixa o convite para aparecerem em mais uma noite de encantamento indie (brrr, medo!), "Up on the Rooftop", HOJE, 28 Fev '08, a partir das 23h30 no MexeCafé, Rua do Trombeta, 4, ao Bairro Alto, em Lisboa (por trás do Mah-Jong).

Continuando a falar a sério (!??!), sem encantamentos e sem feitiços, haverá sempre 1 fatia de bolo para quem aparecer, atendendo ao dia de ontem. :P

Mais informação sobre o tipo de música a rodar, como habitualmente, via Kraak FM <'+++<. aPAreÇAm! :D

2008/02/27

34 in Reverse


Há 43 anos dormitava na barriga da minha mãe, sensível aos seus movimentos. Uma história banal tanto em 1965 como em 2008. Meio futuro, meio passado.

Na realidade, gostaria de ser como os The National: "We are looking for astronauts, isn't it a little late for this?"

Hoje, recordo-me como no passado recente me informaram do desalento da humanidade, através de um presente. Como dizia há dias, em certa medida o boomerang que atirei não é o mesmo que regressou. Em 43 anos muitas mortalhas caíram para as bermas das estradas e muitas almas separadas. Hoje sou um ponto de partida para um porto distante.

Quase todo.

I'm a festival. I'm a parade. Apesar de belho, carago.

[post inspirado nas palavras do Toné, dos D'Age, através dos temas "Em Nome de Deus", "Roubar-te o Sossego" e "A Pérola", presentes no álbum 'Todo Este Mar', de 1992, e também nas palavras escritas num cartão onde constava a referência aos The National, "Looking for Astronauts", do álbum 'Alligator', de 2005. Curiosamente há exactamente 2 anos atrás foi quando publiquei no Kraak FM <'+++< uma review sobre o álbum 'Alligator'.]

2008/02/26

A Liberdade Reflectida num Comboio InterCidades



As pessoas vão e voltam. Perdem-se num intervalo onde julgam arrumar no roupeiro a vestimenta de verão até a próxima meia-estação, mesmo sabendo que no inverno e, nos casos especiais de dias como o de hoje, podemos andar de manga curta.

Não sei se tal característica tem algum nome. Se são pessoas, se são figuras, se são como algumas estrelas vistas cá da Terra que ora brilham ora se apagam. Será que são como alguns cometas que passam de tanto em tanto tempo? Serão cíclicas? Entidades que chegam de comboio a contrariar tudo isso, em nome de uma liberdade residual, em nome de um "prefiro que não vejas como sou", em nome de um graffiti indecifrável, em nome de uma ausência que clamava pelo amor da liberdade.

Com o bónus deste lado, fico com as pautas da minha música rasgadas, com as folhas de papel reciclado da minha mente queimados, com o meu candeeiro tapado, tal como uma estátua petrificada, sem a liberdade de movimentos para ser efectivamente livre.

Não sei, mas parece que há qualquer coisa escondida nos meus olhos. Para além de já ter assumido que era a "tragedy", também sou a drug e nunca me disseram. Se "tragédia" e "droga" podem estar relacionados, qual a verdadeira diferença entre "liberdade" e "ser livre"?

2008/02/25

Naum Sei

se a insanidade é minha por ainda parar para te ouvir ou se é tua por quereres contar o que se passou na casa da vizinha.

Acho que o administrador do meu prédio tem uma paixaum secreta por mim.
:S

S.O.N.O.

O meu cansaço é demasiado grande para conseguir adormecer.

2008/02/24

Up on the Rooftop, by Kraak @ MexeCafé a 28 Fev '08

[PROMO]

Noites com nome, ligadas ao tempo,
Sem silêncios, com imagens que cantam os sons que se libertam.

Kraak, em mais uma noite musical, desta vez baptizada "Up on the Rooftop", na próxima 5ª feira, dia 28 Fev '08, a partir das 23h30, no MexeCafé, Rua do Trombeta nº4, ao Bairro Alto, em Lisboa.

Shit!
Your name is on the list!
So you can go in, so get out home boys & girls!

:)

2008/02/23

You Turned Your Feelings Off. I Turned My Camera On.


Filmo os meus pensamentos. Fotografo os meus segredos.
Desligaste os teus sentimentos. Liguei a minha máquina fotográfica.
Nela escondo tudo. Para que se registe como eu, do lado de fora, sou visto por mim mesmo.

A minha mente matemática ["My Mathematical Mind" (MP3 aqui)] orienta-me na lógica da vida, embora nem tudo na vida seja lógico. Por isso cabe-me a mim decidir se quero ou não ser um fundamentalista racional, pois a lógica da queda não é, de todo, mensurável.

Dá-me realidade e dá-me ficção.
Dou-te realidade e dou-te ficção.

A beleza da vida também passa pelas funções bijectivas.

- Incomoda-te a música?
- Não. Os Spoon também não me incomodam.

Tudo isto para lembrar que os norte-americanos Spoon estão hoje em concerto na Aula Magna, em Lisboa. Mais informações sobre os norte-americanos Spoon, via Kraak, podem ser obtidas, no sentido figurado, através desta ligação. No sentido musical, outras informações podem ser obtidas aqui.




I Turn My Camera On, pelos Spoon, do álbum 'Gimme Fiction', 2005
Video Credits: silversides @ youtube.com

You turned your feelings off. I turned my camera on.

2008/02/22

A Teoria dos Corvos

Há coisas que já me esgotam. Há palavras que me faltam.
A inspiração derrete-se como se estivesse a fundir o ferro.
Há elementos que vão de uma forma e voltam de outra, como se lançasse um boomerang e verificasse de seguida que o boomerang que regressa não é o mesmo.

- Posso deixar a música ligada? Incomoda-te?
- Não. The National nunca me incomoda.

Febre (Azul)


Hoje, céu azul, carregado de constipação. Aterrorizado pela transformação que se perspectiva. Assustado pela febre que possa obter. Levado pelas nuvens que temiam o frio. Ao mar já muitas vezes fui aquecer-me, todavia só me tem feito caretas.

Não, hoje sou eu quem também traz uma gripe consigo. Mesmo que vire o dia do avesso, primeiro a meteorologia tratará do meu desassossego.

2008/02/20

O Quadro-Negro Que Não É Verde


É possível transformar uma imensa alegria num infinito ardor?

Procuro o mar: brilhante, fulgurante, transbordante. Pelo caminho, vejo ribeiros que galgam as suas margens. Chego à praia e encontro gaivotas a voarem... em direcção a umas escadas construídas nas rochas. Do alto, querem partir para conhecer o mundo.

E a espuma?

2008/02/17

Boredom & Insanity: Paixaum >+++'>, Ano #4

Este blog divaga por alguns mares, conhecidos ou desconhecidos, não esquece a palavra, mesmo que ande à deriva das correntes. Foge, é perseguido, busca-se nos labirintos das suas viagens, interroga o mundo, tacteia pensamentos e espanta pessoas.

Ao longo destes 3 anos de existência, um fio guia-o na saudade da vida, quer continuar a navegar em oceanos azuis, quer regressar contigo ao mesmo mar de sempre tentando atenuar os naufrágios que o mundo nos provoca. Este blog é como um jovem que recupera a pouco e pouco as suas mãos e os seus gestos e quer, neste seu 4º ano de existência, recuperar o teu amor, sílaba por sílaba.

Tu, amigo ou forasteiro, que por cá passas e paras, que espreitas, que comentas, que lês, sabes que hoje este blog é mais duro e mais quente que outrora. Alguma frescura foi perdida, outra foi renascida. Mas o Paixaum >+++'>, entre sal e cal, sob o peso do sol, como um peixe-espada, continuará com o seu amor pela vida, com as ondas do mar a dançar para si.

A todos os amigos, a todos os bloggers, um verdadeiro agradecimento por mais um aniversário do Paixaum >+++'>.

Este post foi inspirado nas palavras de Sophia Mello Breyner Andresen, através de "Enquanto longe divagas" e "Estações do ano", in Antologia Mar, assim como na música em audição, "Lullabies", dos britânicos We Start Fires.

2008/02/16

O Porki ou Sorry, This Is a Joke

É tão bom estar porki em casa a ouvir o primeiro álbum dos canadianos The Stills, 'Logic Will Break Your Heart', de 2003. Para quem só ouve os 2 grandes hits do álbum, fica aqui a sugestão do tema "Love and Death" [MP3 cortesia dos donos do blog Speed of Dark]. Vá lá, é a faixa #4.

O Alívio do Vento


Qual será a sensação do vento quando após meses, meses e meses de passagem e paragem numa determinada estação, ele continuar a passar nessa estação, mas sem parar?

Há dias não sabia fotografar o nevoeiro. Hoje confesso que também não sei fotografar o vento.

A Colisão das Rotas


Como é que eu posso esvaziar os meus olhos se a cada volta que faço com a minha amiga Avalanche aqui à beira da linha sempre te vejo num qualquer comboio que insiste em passar sempre que ali passo? Alguém me diga como é que eu posso deixar de te ouvir se cada música que roda no meu iPOD invoca a tua voz canalizada a crackar a password do meu cérebro, quando na realidade eu é que queria ter a chave de acesso da tua mente.

Acho que vou semear manjericos.

2008/02/15

Uma Música para o Xepa


Xepa, depois do dia de ontem que deve ter sido muito especial para ti e para a nossa amiga lá do outro lado (not), quero agradecer-te tudo aquilo que tens andado a fazer, mas um agradecimento verdadeiramente especial por teres tido o cuidado de não teres mencionado o meu nome para o próximo desfile de ranchos folclóricos.

Para veres que eu sou um gajo porreiro, venho hoje aqui dedicar-te uma música especial. Pá, meu, não é nova novinha, tem 3 anitos, mas olha assenta bem ao presente momento.

Xepa, para ti: "Living for the Weekend" dos Hard-Fi, na altura em que eles ainda faziam músicas de jeito. Se não te portas bem, para a próxima levas com o "Suburban Knights", embora esta até deva ser mais o teu estilo slut-pimba-fucking-with-a-tie-and-white-socks.

"Ah shit!
So my clothes are all counterfeit
So my name isn't on the list
'No you can't come in, so go home boys!' "




Vídeo Credits: loonies125 @ youtube.com

2008/02/14

Fucking Valentine's Day, Part THREE




Já Fernando Pessoa dizia: "A beleza é grega. Mas a consciência de que ela é grega é moderna."

Fucking Valentine's Day, Part TWO



Tell me something I don't know. Please give me decent days and nights.

Fucking Valentine's Day



A minha primeira homenagem para o dia de São Valentim:

A cintilação das luzes da rua, o brilho ideal
A respiração dos amantes grita tal e qual os calcanhares, quando se tocam
As crianças correm numa falta de limite que eu uma vez conheci
Um homem mais velho teria que cair, já que a sua culpa drenou toda a sua juventude

Segue o rio para além da porta da cidade
Ao pé do acesso à Câmara é onde esperarei
E isto é apenas um pesadelo porque eu nunca mais te voltarei a ver
Um homem mais velho seguramente cairia se ele também perdesse o seu amor

Eu nunca poderia ser tudo o que tu necessitarias
O meu castigo é continuar a viver sem ti
Eu nunca poderia ir e voltar só para te confortar
A minha culpa não é o peso que carregas, agora que já sabes que é verdadeiro

Veste-te com coragem quando daí desceres
Diz apenas ao guardião da Câmara onde estarei
E não olhes jamais para trás, corre até ao sítio mais longe que conseguires
Porque eu nunca mais serei capaz de amar novamente

Eu nunca poderia ser tudo o que tu necessitarias
O meu castigo é continuar a viver sem ti
Eu nunca poderia partir e voltar a casa para ti
Não sofras pela minha luta, não sacrifiques a tua visão
Eu nunca poderia ir e voltar só para te confortar
O meu castigo é continuar a viver sem ti

[adaptação livre do tema "My Punishment for Fighting", interpretada pelos The Rosebuds e em audição neste blog, nesta data]

2008/02/13

Xepa, Base 10

Aqui que ninguém nos ouve, Xepa, os altos passos que dás rompem o silêncio no teu quarto escuro. Sonambulo questionas-te: se x está entre 0 e 10 elevado a mais infinito, como levantar a indeterminação, se é que ela existe?

A Vida Imediata do Xepa

Retrato: Xepa - localizado nos altos cumes das montanhas da Europa Central, com um sorriso que nunca esboça, com uma cara carregada de nuvens a sobrevoarem um cínico céu.

Xepa, estando nos altos das montanhas, espera também por momentos altos na sua vida, momentos estes que incrementarão a sua também alta conta bancária. Xepa calcula os altos riscos envolvidos na sua alta vida de fachada que leva e pesa os altos custos das altas taxas cambiais envolvidas na reconversão dos altos milhares de €uros para a sua alta conta bancária.

Xepa pensa que irá respirar para sempre, mas com a sua alta inteligência, ainda não se apercebeu que a vida não é assim. Xepa tenta arrastar as pessoas para as boleias que apanha na vida, mas não sabe é que as boleias não dão direito a lugar marcado. Com o alto mar picado, alguém ainda pode ir parar a água.

Xepa, é só para te dizer que, no meu colinho, não te sentas Xepa. Assim à 1ª vista, como vês, estou-me literalmente e altamente a cagar de alto para ti.