2007/12/31

Then, It's the Memory of Our Betters that Are Keeping Us on Our Feet-FELIZ 2008!

Com os meus mais sinceros votos de um FELIZ 2008 a todos, termino o meu Top 31-Tracks 2007, na incerteza do futuro da vida, mas com a certeza dos amigos que existem e que hoje, como em qualquer outro dia da minha curta vida, vou uma vez mais à procura deles.

Fica aqui o registo do tema mais fabuloso deste ano: "All My Friends" [MP3], dos LCD Soundsystem, retirado do melhor álbum de 2007, na minha opinião, 'Sound of Silver'. Espero que a maioria das pessoas possa hoje dançar ao som desta fabulosa música.

Mais informações sobre os LCD Soundsystem podem ser aqui lidas.

"And to tell the truth
Oh, this could be the last time
So here we go
Like a sales force into the night

And if I made a fool, if I made a fool, if I made a fool
on the road, there's always this
And if I'm sewn into submission
I can still come home to this

And with a face like a dad and a laughable stand
You can sleep on the plane or review what you said
When you're drunk and the kids leave impossible tasks
You think over and over, "hey, I'm finally dead."

Oh, if the trip and the plan come apart in your hand
You look contorted on yourself your ridiculous prop
You forgot what you meant when you read what you said
And you always knew you were tired, but then
Where are your friends tonight?

Where are your friends tonight?
Where are your friends tonight?

If I could see all my friends tonight
If I could see all my friends tonight
If I could see all my friends tonight
If I could see all my friends tonight
"

2007/12/30

Worry Not, All Things Are Well


Agarra-me. Aumenta o volume. Pára tudo.

Será que era eu que andava sozinho? Será que era eu que tudo fazia para manter algo no ar e nunca me teria apercebido que afinal a maturidade só existia efectivamente de um lado?

Quando a construção das ideias sobre relações, namoros e casamentos que trazíamos de miúdos parece estar errada ou pouco clara, será que o melhor a fazer é, de forma ingénua, atirar algo pela varanda, na esperança que a fragilidade no nosso interior, volte um dia a florescer no campo?

Atados, pensamos que tudo isso possa ser verdade. Quando desapertamos os nós das gravatas é que vemos que não. Gostamos de seguir as passadas erradas de outros. Não resistimos a parar para ver o acidente que ocorreu na faixa contrária à nossa. Gostamos de experimentar o que nos é vedado porque muitas vezes cremos nas séries de televisão onde tudo acaba bem, tal como morrer e ressuscitar de volta ao mundo anterior, nos nossos laboratórios imaginativos.

Se o resto do mundo chateia, nada como agarrar novas ideias, tocar pequenas coisas que nos dão prazer, ouvir pequenas cenas que nos põem efectivamente à parte da mediania.

Sorry, mas todo o vinho é mesmo para mim. Linear ou não.

Após terem o single do ano, os The National voltam a brilhar neste blog com o 2º melhor tema de 2007, na minha modesta opinião: "Apartment Story", do álbum 'Boxer', um dos 10 melhores de 2007, na minha opinião.

Mais informações sobre os The National, em termos figurados, aqui. Em termos musicais, neste link.



"Oh we’re so disarming darling, everything we did believe
is diving diving diving diving off the balcony
Tired and wired we ruin too easy
sleep in our clothes and wait for winter to leave

Hold ourselves together with our arms around the stereo for hours
While it sings to itself or whatever it does
when it sings to itself of its long lost loves
I’m getting tied, I’m forgetting why

Tired and wired we ruin too easy
sleep in our clothes and wait for winter to leave
but I’ll be with you behind the couch when they come
on a different day just like this one
"

[image credits: The National]

2007/12/29

At the Bottom of a Gigantic Crateer, an Armchair Calls to You


Apesar da rudez do outono, o inverno começou calmo e isto não prentende ser uma melodia fúnebre. É uma das canções que, por um trilho, me levam ao mar, onde as ondas falam. Prova de que o mar não está morto.

Quando o mar estiver morto, ele já me terá levado e assim brinco com as palavras como se estivesse a jogar um jogo de tabuleiro e...

canto a canção que o silêncio canta. Como se estivesse estendido numa cadeira de baloiço, a analisar que os seus movimentos, para trás e para frente, assemelham-se a uma progressão geométrica cuja razão não é constante. Pelos vistos, no infinito, com ou sem impulsos travados ou não pela inércia e pelo atrito, essa cadeira ambulante continua no mesmo lugar. Talvez este seja o seu apocalipse.

Ouve, o tempo é mesmo uma variável desonesta.


O tema de hoje (o 3º melhor que mais me marcou em 2007), não é novo, já por este blog passou e teve direito a escrito. Trata-se de "Armchairs", trazida pelo norte-americano Andrew Bird no seu álbum 'Armchair Apocrypha', um dos melhores álbuns editados em 2007, segundo a minha opinião pessoal. Mais alguns (meus) apontamentos sobre Andrew Bird, podem aqui ser encontrados.

"The awkward pause
The fatal flaw
Time, it's a crooked bow
Time is a crooked bow

In time you need to learn, to love
The ebb just like the flow
Grab hold of your bootstraps, and pull like hell
until gravity feels sorry for you, and lets you go
As if you lack the proper chemicals to know
the way it felt the last time you let yourself fall this low

Time's a crooked bow
Time's a crooked bow
Time, it's a crooked bow
"

2007/12/28

All the Bolts and Balls Couldn't Satisfy Your Interest



Hoje este blog cala-se. Apaga a sua música. É o mínimo que posso fazer para aqui deixar um grito em honra da ex-primeira-ministra paquistanesa, Benazir Bhutto a qual, como sabem, foi ontem brutalmente assassinada.

Hoje Benazir Bhutto sobe ao mais alto pedestal da sua liberdade, partindo de um solo à beira do abismo e sem nenhum respeito pelos direitos humanos. Partindo de uma sociedade onde Benazir Bhutto incomodava e atentava à liberdade e à falsa democracia dos seus reinantes. Foi obrigada a partir definitivamente para acabar de vez com o caminho da democracia e da liberdade.

Benazir, hoje também choro contigo. Eles mentiram-te. Transformaram criminosos em hérois. Deixo para ti, o 4º melhor tema de 2007, "And You Lied to Me", dos The Besnard Lakes, extraído de um dos melhores álbuns do ano: 'The Besnard Lakes Are the Dark Horses". Um álbum que tem uma capa lindíssima e cujo cavalo em fogo te irá ajudar a rapidamente saíres desse mundo vil onde te inserias, a galopar para a tua verdadeira liberdade. Que a música te possa acompanhar...

Outros apontamentos escritos por mim sobre os The Besnard Lakes podem aqui ser lidos.

"All the sporting goods you once sold on Mondays
All the bolts and balls couldn't satisfy your interest
All the things you tried but that remind you of the day

When you went around defusing bombs
Changing into costume to follow all the criminals in the land
Who'd ever thought you'd join a band

You aren't even who you said you are
And you lied to me, you aren't even who you said you are
"

2007/12/27

But Something Goes Wrong



Este blog é engraçado. Nasceu por um determinado motivo e deveria acabar por um motivo semelhante. Nestes quase 3 anos de existência, teve, não sei bem como, o seu apogeu logo no primeiro ano de vida. Muita coisa aconteceu, entretanto. Consegui afastar daqui as lapas que só me vinham controlar, as melgas que só me queriam engatar e as secas que só passavam por aqui para deixar beijinhos e abracinhos, sem mais nada acrescentar. Também é verdade que uma grande maioria preferiu afastar-se desta blogosfera que muitas vezes roça no provinciano. Os meus agradecimentos a quem ainda por aqui passa e pára.

Hoje é um blog mais ou menos vazio. Mais para o mais que para o menos. O pessoal passa, lê, chama-me por vezes parvo ou estúpido, seja por eu ser mesmo parvo e/ou estúpido ou por se sentirem reflectidos nos carris escorregadios destes posts. Portanto, escrevo para mim e faço uma terapia comigo próprio, o que não é mau, em determinados casos.

Se quisesse ser consensual, começava a escrever coisas irresistíveis sobre vaginas e pilas. Poderia dizer "vaginas e pénis", mas não rimaria.

Am I wrong again?
Certo? Certíssimo!

Hoje trago um destaque musical dos últimos meses de 2007: "Wrong Again", dos norte-americanos Moving Units, extraído do álbum 'Hexes for Exes'. Mais informações, por mim escritas, sobre os Moving Units, consensuais ou não, podem ser encontradas aqui.

"I needed, I wanted, I got it, I lost it
Somewhere, somehow
I loved it, I touched it, I tried to adjust it
But something goes wrong
I needed, I wanted, I got it, I lost it
Somewhere, somehow
I loved it, I touched it, I tried to adjust it
But darling come on

Wrong again, wrong again
I'm always wrong again
"

... With a Book in My Hand, #2



Como eu não quero nem posso andar a vaguear por palavras que não salvam a minha vida,
Como eu não quero nem posso pensar que grandes cabeças se passeiam com corpos delicados,
Como eu não quero nem posso pensar em voar e aterrar de emergência sob uma qualquer ponte deste mundo,

Deixo por aqui uma das músicas do ano de 2007, na minha opinião: "John Allyn Smith Sails" dos Okkervil River, do álbum 'The Stage Names', o 2º melhor álbum de 2007, na minha opinião. Esta é a 3ª e última menção honrosa de 2007, mas que não vai ter audição por este blog. Para quem quiser, o vídeo encontra-se aqui. Mais informações sobre os Okkervil River encontram-se aqui disponíveis.

"And I knew that my last lines were gone while stupidly I lingered on, other wise men know when it's time to go
And so I should, too

And so I fly into the brightest winter sun
Of this frozen town, I'm stripped down to move on
My friends, I'm gone

Well, I hear my father fall
And I hear my mother call
And I hear the others all whispering, "Come home"
I'm sorry to go
I loved you all so
But this is the worst trip I've ever been on

So, hoist up the John B. sail
(Hoist up the John B. sail)
See how the main sail sets
(See how the main sail sets)
I've folded my heart in my head and I wanna go home
With a book in my hand
In the way I had planned
Well, this is the worst trip I've ever been on
"

2007/12/26

When the Conversation Has Slowed and They Take Back Your Own Time


Movermo-nos numa nova direcção ajuda-nos a encontrar um novo queijo.

Zézinho, com as luzes apagadas, teve consciência do seu medo. Pensava se haveria pela sua vida perigos ocultos. Imaginando todas as coisas assustadoras que lhe poderiam acontecer, aterrorizava-se a si próprio. Ao se aperceber que o seu medo estava a piorar as coisas, começou a rir. Então, fez o que faria se não estivesse com medo: seguiu por uma nova direcção. Alimentando a sua alma, deixou-se levar para o que lhe estava reservado, mesmo não sabendo bem o que aquilo seria. Assim, gostava cada vez mais de si próprio, mesmo que se perguntasse constantemente porquê se sentia tão bem.

Conclusão: não há queijo e não sei para onde vou, mas quando me movo para lá do meu medo, sinto-me livre.

[extraído e adaptado de um dos livros mais idiotas que apareceu cá em casa nos últimos tempos: "Quem mexeu no meu Queijo?", do Dr. Spencer Johnson]

Pois... não sei se devo soltar foguetes por aqui também não nevar com frequência. Alguém viu o meu queijo por aí?

O tema de hoje do Top Tracks 31-2007 chega da Escócia pela mão dos The Twilight Sad: "Talking With Fireworks/Here, It Never Snowed", extraído do álbum 'Fourteen Autumns & Fifteen Winters', um dos 10 melhores álbuns de 2007, na minha opinião. Mais informações sobre os The Twilight Sad, aqui no sítio habitual.

"And --overshadowed demons/over shiver, they move --
When the conversation has slowed
And they take back your own time

And only songs well know
That the lies all move her
And come over to me
And everybody's --armor--

And did you feel no good
When you see that your all mine
See that your all mine"

2007/12/25

To Be Machine, To Be Wanted, To Be Useful


Após a 2ª menção honrosa de 2007 e do brilhante single do ano, "Mistaken for Strangers" (do álbum 'Boxer', um dos 10 melhores de 2007) dos norte-americanos The National (muito conhecidos neste blog), o 7º tema do ano de 2007 está em audição no Kraak FM <'+++<, e também chega dos US, através dos Voxtrot: "Blood Red Blood". Este tema, extraído do álbum 'Voxtrot' (um dos melhores 30 álbuns do ano, de acordo com a minha opinião pessoal) também já passou por cá, como se a minha vida se inserisse numa personagem de um filme de David Lynch (já falei nisto aqui uma data de vezes...) que já morreu e onde não há nada para filmar. Não vou falar novamente sobre isso. Para quem quiser ouvir o tema #7, é só passar pelo blog de desdobramento, ler e ouvir.

Mais informações sobre os The National, em termos figurados, aqui. Em termos musicais, neste link. Sobre os Voxtrot, aceder através desta ligação.


Neste dia de Natal, nada como uma reflexão sobre nós próprios, através do tema #6 do Top Tracks 31-2007 (eu até acho alguma piada em vomitar estas coisas para este blog nesta altura do ano). Abelhas do demónio, em jeito de metáfora, anéis que possuímos (an indie ring?), mãos que estendemos, tanta coisa..., mas isto o que importa? Parece que todo o meu mundo era propriedade alheia. Uma espécie de máquina que produz energia para um melhor desempenho das tarefas humanas. Dos outros.

Para os dias difíceis desta vida, nada melhor que andarmos de braço dado com o nosso amigo invisível. Friend and Foe?

Hoje, brilha neste blog o tema #6: "Evil Bee" dos norte-americanos Menomena, extraído do álbum 'Friend and Foe', um dos 10 melhores álbuns de 2007, na minha opinião. Mais informações sobre os Menomena (incluindo o fantástico clip do tema "Evil Bee") podem ser obtidas aqui.

"I took a walk with an invisible friend
And on that walk, I gave my hand

O, to be a machine
O, to be wanted
to be useful

With this ring that I wear today
My whole world is your property
"

2007/12/24

Believe Me When I Say


Após alguns dias de ausência, o top tracks 31-2007 continuou por aqui com o seu alinhamento. Hoje quero aqui deixar a 2ª menção honrosa de 2007 a qual vem pela mão dos dinamarqueses The Raveonettes: "With My Eyes Closed", extraída do álbum 'Lust Lust Lust'. É um pouco como descobrir pérolas em álbuns que caminham entre a sombra e o luar, adormecidos pelo ressonar dos incertos. Uma música bela com uma letra triste. Mais informações sobre os The Raveonettes podem ser obtidas aqui.

Neste Natal, fecho os meus olhos para me esquecer de ti e fecho os meus olhos para te deixar.

FELIZ NATAL a todos!

2007/12/20

You Never Heard It from Me but There’s a Breach in the Hull of the Truth

Um exemplo de como uma música pode ser tão brilhante como as fases das nossas vidas. Numa versão normal ou numa versão mais lenta. Ou se calhar, a versão normal é mais acelerada e a versão lenta é a normal. O 10º tema do ano de 2007 vem através dos Sunset Rubdown, "The Mending of the Gown", extraída do álbum 'Random Spirit Lover', um dos 10 melhores álbuns de 2007, na minha opinião. Qualquer que seja a versão escolhida para ver o vídeo, no final do tema, o arrepio é inevitável. Fucking brilliant!

Fica aqui o clip da versão normal ou acelerada como quiserem chamar. Mais informações sobre os Sunset Rubdown podem aqui ser obtidas.



Video Credits: themikeaquatic @ youtube.com

2007/12/19

Light Touch Your Hand, in a Dream of Golden Skans


Caro Amigo,

esta escrita esteve desde domingo pronta para ti. No meio de uma noite branca, no meio de gestos irrequietos, no meio da música em audição, no meio da madrugada de sábado para domingo senti como os teus brilhavam, senti como as luzes tocavam as tuas mãos, senti os espaços que ainda tens por explorar, senti toda a tua colecção infinita de discos que ainda tens para mostrar.

É bom ver-te assim navegar. Foi bom ter-me sentido feliz e agradeço-te por este momento mágico que, sem querer me proporcionaste. Com o teu gesto e sem quereres e sem fazeres a menor ideia do que me ia na alma, deixei durante algumas horas de tecer os meus recentes dias, de alinhavar as minhas últimas semanas, de costurar os meus anteriores meses. Qualquer que fosse o significado da palavra "Skan", quer seja um deus mitológico, quer seja um jogo de luzes especial, próprio para as noites que os Klaxons proporcionam ao seu público.

Mas o que é isto de deuses? Nós não somos perfeitos como eles. Tentamos içar a vela com alguma exactidão, tentamos encontrá-los à volta das nossas caminhadas à beira do ribeiro, tentamos no meio das danças afastar tormentos, tentamos ser como a luz do mar e ao mesmo tempo tentamos que os reflexos das Skans se transformem em sombras que se cruzam. Só quero que continues a seguir esse teu fantástico caminho.

Tal como tu, o que eu mais queria neste momento, era passar horas e horas e mais horas nos areais à beira-mar, com quem eu realmente amo, até ser ou não acordado pelo Skan do amanhecer.

Sei que é difícil, mas se aparecesses amanhã no Incógnito, verias que no dia a seguir, através dos Skans do solstício de inverno, as árvores só começarão a ter folhas novas.

Desculpa este meu mau jeito para este tipo de post, até porque já tinha imposto a mim próprio que não escreveria mais sobre pessoas amigas neste blog, mas, querido Amigo, o tempo urge e tu mereces.

Hoje, trago o tema #11: "Golden Skans" dos Klaxons, extraída do álbum 'Myths of the Near Future". Mais informações sobre os Klaxons podem ser obtidas aqui.

"A hall of records, or numbers, or spaces still undone.
Ruins, or relics, disciples and the young.
A hall of records, or numbers, or spaces still undone.
Ruins, or relics, disciples and the young.

Light touch my hand, in a dream of Golden Skans, from now on.
You can forget our future plans.
Night touch my hand with the turning Golden Skans,
From the night and the light, all plans are golden in your hand
Light touch my hand, in a dream of Golden Skans, from now on.
You can forget our future plans.
Night touch my hand with the turning Golden Skans,
From the night and the light, all plans are golden in your hand
"

2007/12/18

Things You Know How to Maximize


O tema proposto para hoje, ou seja a 13ª melhor música de 2007, na minha opinião, pode ser ouvido aqui através do clip oficial. Refiro-me a "Must Be the Moon", dos norte-americanos !!! (Chk Chk Chk), extraído do álbum 'Myth Takes'. Uma música que inspirou este post do passado que curiosamente é presente, tipo "Inland Empire". Sem novidades, portanto. Tocou muito. Dançou-se muito. Vibrou-se em viagem, fez-se presença, alcançou o fundo das rochas de um espaço que outrora foi mar. Reapareceu num local fustigado pelos ventos fortes do Atlântico,
ao se passar na linha imaginária do Meridiano de Greenwich.


Mas nessa altura, estando as pessoas ou não no mundo da lua, o 12º tema do ano também brilhou. Brilhou como se muita coisa quisesse crescer, maximizar, optimizar, como fogo na noite, como chama de dia, como facho que iluminava o meu corredor. Hoje, tempo presente, quem precisa de se actualizar sou eu. Por este motivo, continuo a ouvir, e muito (como se cantasse para mim próprio), "Pogo", dos alemães Digitalism, extraído do álbum 'Idealism'.

Informações adicionais sobre os !!! (Chk Chk Chk) podem ser obtidas aqui. No que diz respeito aos Digitalism, consultar este link, em caso de interesse, embora infelizmente não haja nada que esteja solto pelo ar que respiro.

"it's been quite a while since i could experience your brightness
now you've got a brighter smile and i think i'm going to like it
talking bout the better things you know how to maximize
everything around you will become super sized

you have to set up
away from
what matters
is get it prepared
forward!

yeah whoa-ho there's something in the air
yeah whoa-ho there's something in the air
yeah whoa-ho there's something in the air
yeah whoa-ho there's something in the air
woohoo

cus i been dreaming we can be the fire for this night
"

2007/12/17

In the Morning I Feel I'm Digging My Heels


Como o apanha-bolas de serviço numa partida de ténis, sempre de um lado para o outro e cauteloso para não tropeçar na rede, a apanhar bolas e também a levar com elas. Felizmente não tenho talento para num jogador de ténis me tornar.

Não sei se isto é uma regra ou uma tendência previsível por factores empíricos, mas a expectoração provocada pela tosse torna a minha visão apertada, embora curiosamente o meu peito continue macio. Podem cercar-me, podem confiscar a minha fortuna, podem amordarçar-me e podem descartar-me numa qualquer noite, atirando-me do alto do castelo para o rio que serpenteia à sua volta.

Como uma espécie de Peste, avanço sem que haja helicópteros a sobrevoar o curso do rio, com salvadores equilibristas, pendurados por grandes cordas. Assim, levantem as pontes móveis e baixem as persianas para nada verem, para não serem incomodados, porque enquanto houver álcool a jorrar do barril, ninguém estará sóbrio.

Sem pílulas e pastilhas, sem bolas na algibeira, e deste modo, com menor probabilidade de me afundar antes de chegar ao mar, apenas prendo a respiração enquanto as pedras tropeçam pelo meu peito.

Penso na maior parte dos apanha-bolas que seguramente desejariam que as redes dos courts de ténis fossem cada vez mais altas.

Numa espécie de 2 em 1, o post de hoje foi inspirado em dois grandes temas de 2007: o 14º tema do Top Tracks 31-2007, "Raging in the Plague Age" (em audição no Kraak FM <'+++<), vem pelas mãos dos norte-americanos Les Savy Fav os quais possuem um dos 20 melhores álbuns de 2007, na minha opinião: "Let's Stay Friends". O outro tema não é o 13º melhor do ano, mas sim a primeira menção honrosa a destacar neste Top 31 de 2007: "The Pills Won't Help You Now", composto pelos fabulosos Midlake (os que para mim arrebataram o prémio de melhor álbum de 2006), para os The Chemical Brothers. O tema encontra-se no último álbum dos The Chemical Brothers, 'We Are the Night'.

Informações adicionais sobre os Midlake: aqui no Paixaum >+++'> ou por este link, via Kraak FM <'+++<. Informações adicionais sobre os The Chemical Brothers podem ser obtidas através deste link. Para quem se interessar, por aqui mais informações sobre os Les Savy Fav.

"robbed of your fortune
they gave disappointment and lies
they're probably poisioning your body
i hope you're alright

in the morning you'll feel
you're digging your heels
the pills won't help you now
"

2007/12/16

The Oceans Were Your Eyes, The Pastures Were Your Curves


Há alguns meses atrás eu não percebia porquê a música proposta para hoje me arrepiava e me fazia chorar.

Hoje, eu percebo.

Se tivesse bola de cristal ou fosse o David Lynch, diria que o mês de Outubro seria o mês de Agosto. Ao escrever estas palavras para terceiros, parecia que já estava por casa em auto-terapia, a contar as horas a passar, pelas colheres de café que depositava na máquina da louça.

Hoje chega o tema #15: "Seems Like Home to Me" dos Two Gallants, extraído do EP 'The Scenary of Farewell'. Mais informações sobre os Two Gallants podem aqui ser obtidas.

"Baby, when I was young of age, I took you for my world
The oceans were your eyes, the pastures were your curves
But now I'm all alone stranded in the West
Where you sleep tonight I can only guess

Baby, let your light shine on me
When I'm lost on the road
You know you could set me free
You could ease my load
There's something on the hills you know I gotta see
I've been gone so long, it seems like home to me

Well, baby, I gave you all I got and told you all I know
But you want someone I'm not so it's time for me to go
When a sparrow needs its rest, it takes the nearest tree
But if I pass back this way, there's still light on me
"

2007/12/15

Give Me Your Hand and Let's Jump Out the Window


Nascidos para reproduzir e multiplicar-nos? Não necessariamente verdade, a não ser que estejamos apenas no campo biológico da questão. A mente humana tem que se libertar do cliché "nascer, casar, reproduzir, morrer." Temos mais funções no pouco tempo que passamos pela Terra.

Afasta o teu humor negro racional e atreve a libertar os teus pesadelos antes que alcances a janela de emergência do cometa em que viajas. Tal como os The Shins aqui fazem, liberta os teus balões, mostrando que isso é uma forma exemplar de comportamento.

Mais um sábado. Hoje. Também eu tenho que verificar as minhas limitações ao pé de uma janela de emergência. Cuspido do oceano, corpo em terra, corpo no mar, ainda admirado e confuso por ter saído de um comboio em andamento, corpo e meio marcado de feridas, tento encontrar uma janela para saltar. Com ou sem as tuas mãos.

Olha o cometa a passar. Eu agarro-te. Embora?

Hoje chega o tema #16, uma música fantástica e que eu gosto muito. Uma canção que floresceu no princípio deste ano e que já passou por este blog há muito tempo: "Australia", dos The Shins, extraída do álbum 'Wincing the Night Away', um dos 20 melhores álbuns de 2007, na minha opinião. Como habitualmente, mais informações sobre os The Shins podem aqui ser lidas.

"You'll be damned to pining through the windowpanes
You know you'd trade your life for any ordinary Joe's
Well do it now or grow old
'Cause your nightmares only need a year or two to unfold

Been alone since you were 21
You haven't laughed since January
You try and make like this is so much fun
But we know it to be quite contrary

La la la la la la la

Dare to be one of us girl
Facing the android's conundrum
You see I felt like I should just cry
But nothing happens every time I take one on the chin
Yeah Himmler in your coat
You don't know how long I have been watching
The lantern dim starved of oxygen
So give me your hand and let's jump out the window
"

2007/12/14

You've Got to Know It's on Your Sleeve


Explodir e apagar bombas. Uma explosão de bombas de coisas boas, por forma a expressar o que sentimos ou o que temos no nosso interior. Às vezes a palavra "bomba" tem uma conotação forte, que cheira a violência, mas não é o caso. Refiro-me às bombas aromatizadas.

Que tal uma bomba de frutos silvestres?

Aquelas que vestem saborosamente os nossos corações e que têm a sua chama acesa. As outras, as bombas mazonas, por vezes são escondidas em sítios que achamos que não oferecem perigo e sem darmos por ela, explodem nas nossas mãos. Das duas uma: ou só servem para nos aquecer temporariamente ou explodem causando danos, às vezes irreparáveis.

O tema de hoje é curioso porque é um tema que me punha bem disposto quando ouvia, mas na realidade é uma canção verdadeiramente triste. Quando alguém se despede, o que mais queremos é apagar esse outro rastilho, mas não estou de acordo com o pay-off desesperado, como dá a entender o compositor. Essas coisas não têm preço monetário. Pomos a mão no fogo, neste caso na bomba, mas com a certeza do que estamos a fazer.

Ou seja, que as bombas boas explodam. São essas as que queremos. As Cherry Bombs são o que quisermos.

Nada como subirmos à Cherry Tree para depois bebermos Cherry Brandy para ficarmos Cherry Red Hot. Os Cherry Stone vão momentaneamente para o pires. , eu adoro cerejas.

Hoje chega o tema #17: "You Got Yr. Cherry Bomb" dos Spoon, extraído do álbum com o nome mais nonsense do ano 'Ga Ga Ga Ga Ga' (um dos 20 melhores álbuns de 2007, na minha opinião). Mais informações sobre os Spoon, no sítio do costume.

"Now you know your way back from the spirit farm
Brush your teeth for bed, blow out that cherry bomb
Blow out that cherry bomb for me
You've got to know it's on your sleeve
Know it's on your sleeve
Know it's on your sleeve (c'mon)

It was the longest day that I've ever known
I watched you start that drive alone
Blow out that cherry bomb for me
It's gonna burn right up your sleeve
Burn right up your sleeve
"

2007/12/13

He Never Had a Voice Likely to Scream When He Wanted Something


Hoje, agora, há pouco, daqui a bocado (não esquecer este convite) ou sempre, uma canção escrita para um cão, o Derek, de Noah Lennox. Sim, para o cão e não para este Derek. Para o seu cão. Para um cão que se chama Derek. Mas também poderia ser para um amigo imaginário. Ou para um amigo real. Ou para alguém. Ou para tudo aquilo que nos faz sentido em várias etapas da nossa vida. Os cães ladram, a caravana passa, os cães não gritam mas sabem ladrar quando querem algo. O Brac sabia-a toda.

Ao contrário dos cães, a maioria das pessoas têm voz. Algumas delas, entretanto, não gritam quando querem alguma coisa. EXPRESS YOURSELF!.

Hoje chega o tema #18, uma dupla homenagem a dois grandes discos do ano: 'Strawberry Jam' dos Animal Collective e 'Person Pitch' de Panda Bear. Dupla homenagem porque esta música deveria estar no álbum a solo de Noah Lennox (aka Panda Bear) que também é membro dos Animal Collective (este tema, de nome 'Derek', foi escrito por ele e está presente no álbum 'Strawberry Jam'). como habitualmente, mais informações sobre os Animal Collective podem aqui ser lidas e sobre Panda Bear, podem também consultar este link.

"Derek never woke up at night
and in the morning he's ready to go
and he never had a voice likely
to scream when he wanted something

should have been so much more willing
to held out with all the things that I thought Michael needed

what do you, what do you...
see what it is, see what it is
see inside of the eye, of the eye...
see inside of the eye, of the eye...
"

2007/12/12

Meet You There Sometime, Wasted but So Fine


As coisas que as outras pessoas não acreditam fazem-me sempre pensar nos corações que não falam, mas que em conjunto com o cérebro, sentem. Sentem como eu me sinto incompleto. Não é a mágoa que sai do repuxo dos meus olhos, mas a sensação de réptil que um dia gostaria de ter pernas. Sou mais um na lista.

Poderia ser como o autor da música hoje em audição: James Chapman (Maps). Quando escreveu esta canção, de nome "Elouise", lembra-se que era verão, e um daqueles bem quentes. A sua inspiração foi totalmente proveniente de uma mulher que conheceu numa dessas noites (a suposta Elouise). Elouise que passava por momentos muito maus na sua vida.

Basicamente, além de ser um tema belíssimo, ensina-nos a nunca desistir das coisas. Sem que eu queira ser um cenário, continuo com o meu sentido de permanência na vida e a lutar por aquilo que vale a pena. Se ainda há brilho nesse mundo, quero que ele atinja a minha alma. Tal como dedicado à Elouise, também posso aproveitar a boleia e dedicar-me, a mim próprio, este tema.

Hoje chega o tema #19: "Elouise" dos Maps, extraído do álbum 'We Can Create'. Mais informações sobre os Maps podem ser lidas aqui.

"so you can read my mind
but it takes you time
to lead them from the lies

cos hypocrites can't look me
in the eyes
they won't make you change your mind
some people they are born
and they are kind
cursed upon the starting line
some people they are born
and they are kind
elouise don't change your mind
"

2007/12/11

Kraak... Or Some Such THING


Não, isto não é uma pausa no Top Tracks 31-2007. As verdades são como o cristal: a minha rendição já foi entregue aos vossos olhos. Como dizia a personagem Sumire, "alguma vez viram alguém levar um tiro e não ficar cheio de sangue?" Tal como aquelas pessoas que se metem debaixo do comboio e saem ilesas, hehe.

Pois, sem derramamentos de sangue e com comboios que expiram peixinhos para a atmosfera, eu Kraak convido-vos para mais uma daquelas (animadas?) sessões musicais: "Kraak... Or Some Such THING", no próximo dia 13 Dez '07, a partir das 22hs, no Bar Agito, Rua da Rosa nº 261, em Lisboa.

O segundo tema de hoje, ou seja a 20ª música do ano de 2007, vem pelas mãos dos My Tennage Stride e chama-se "To Live and Die in the Airport Lounge". Um tema fascinante de tão refrescante que é no aconchego quente dos nossos lares. Esta música não estará por aqui em audição. Ela passou há muito pouco tempo por cá e foi referida
aqui (ver clip) e também aqui. Para quem a quiser ouvir e curtir live, favor dar um salto ao Agito na próxima 5ª feira. :P

Certo?
Certíssimo!

The Dashboard Melted But I Still Have the Radio


Hoje não tenho muito para dizer, apenas que a ordem dos temas que por este blog desfila, parece dar a impressão que foram escolhidas todas a dedo nos últimos meses do ano.

Não, não é o caso. Mas é um facto, que tal como relata a letra desta música, actualmente a minha vida parece uma viagem de carro, estrada fora, cujo destino é um local chamado Nenhures.

Xiu! Nada de pessimismos. O que se perde na vida, recupera-se pelo rádio que ainda, com pouca sintonia, funciona.

Hoje chega o tema #21, um dos hits de 2007: "Dashboard" dos Modest Mouse, extraído do álbum com o nome mais curioso do ano: 'We Were Dead Before the Ship Even Sank'. Mais informações sobre os Modest Mouse podem ser lidas aqui.

"Well, it would've been, could've been
Worse than you would ever know
Oh, the dashboard melted
But we still have the radio

Oh, it should've been, could've been
Worse than you would ever know
Well, you told me about nowhere
Well, it sounds like someplace I'd like to go

Oh, it could've been, should've been
Worse than you would ever know
Well, the windshield was broken
But I love the fresh air, y'know
(The dashboard melted but we still have the radio)

Oh, it would've been, could've been
Worse than you would ever know
(The dashboard melted but we still have the radio)
Oh, we talked about nothing
Which was more than I wanted you to know

Now here we go!
"